Afinal, Ovo Faz Bem Ou Faz Mal Para A Saúde?

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O consumo consciente e diário do ovo (associado a outras boas proteínas), fornece energia para o corpo e previne a perda muscular. Dois ovos por dia suprem cerca de 20% das necessidades proteicas diárias de um adulto, conferindo maior saciedade e valor nutricional do que 1 pão francês, por exemplo.
Durante muito tempo o ovo de galinha foi considerado um “vilão” para a saúde, devido ao alto teor de colesterol em sua composição. Entretanto, inúmeras pesquisas vêm mostrando que o consumo moderado, de 1 até 3 ovos por dia, não causa alteração do colesterol sanguíneo e não aumenta o risco de doenças cardiovasculares e mortalidade.

A explicação para isso, em parte, é que o colesterol do ovo serve como matéria-prima para produção de alguns hormônios corporais, ao invés de aumentar o colesterol no sangue.

O ovo ainda é um alimento acessível, constituído por vários nutrientes: proteína de alto valor biológico (todos os aminoácidos essenciais à manutenção da vida e crescimento de novos tecidos), gordura monoinsaturada (seu uso moderado é benéfico para a saúde do coração), vitaminas (A, D, E, K, B2, B5, B9 e colina), minerais (magnésio, zinco, cálcio, selênio, ferro, potássio e fósforo).

O consumo consciente e diário do ovo (associado a outras boas proteínas), fornece energia para o corpo e previne a perda muscular. Dois ovos por dia suprem cerca de 20% das necessidades proteicas diárias de um adulto, conferindo maior saciedade e valor nutricional do que 1 pão francês, por exemplo.

A ingestão de 2 ovos por dia também fornece cerca de 250 mg de colina, nutriente importante para a estrutura das membranas celulares; para a saúde do fígado; para a formação do cérebro do bebê; para as funções cerebrais (principalmente neurotransmissão ou comunicação entre cérebro, nervos e músculos); para a manutenção da memória em idosos e para o controle da respiração e frequência cardíaca.

O ovo de galinha é fonte também de luteína e zeaxantina, carotenoides antioxidantes que protegem a visão, prevenindo doenças oftalmológicas como a catarata.

De maneira geral, não há justificativa científica que condene o consumo diário de ovo. Contudo, existem contraindicações individuais como intolerância ou alergia a sua proteína.

Como qualquer alimento, o consumo excessivo do ovo pode ser um “tiro no pé”. Têm sido comum ver pessoas consumindo 5, 10, 20 ou mais ovos todos os dias por “orientação” de algum profissional ou influencer digital. Porém, em casos de disbiose, por exemplo, a colina ingerida em excesso pode ser transformada nos compostos TMA/TMAO, os quais causam inflamação, trombose, diabetes, doença renal, Alzheimer e, nesse caso, alteração do colesterol e doenças cardiovasculares. Vale acrescentar que esse processo pode ocorrer também na ingestão excessiva de carnitina da carne vermelha.

Além disso, o ovo contém calorias, logo, o consumo em excesso associado a um estilo de vida desequilibrado, pode causar ganho de peso, intolerâncias, problemas no fígado e nos rins.

Outros pontos a serem considerados sobre o ovo são, resumidamente:

  • Procedência: ovos de granja ou comerciais (brancos ou vermelhos) provém de aves produtoras, com bicos cortados, confinadas em ambiente controlado e iluminado 24 horas, recebendo antibiótico e ração. Ovos caipiras vêm de aves criadas parcialmente soltas, recebendo medicamento (se necessário) e alimentação mais variada (vegetais e milho), por isso as gemas são mais ricas em xantofila (pigmento amarelo). Ovos orgânicos são oriundos de aves livres, com acesso à boa pastagem, não recebendo fatores de crescimento, antibiótico, ração ou milho transgênico.

Qual desses tipos parece ser mais o saudável, nutritivo e viável para você? Apesar das diferenças de preços entre eles, vale a pena pensar nisso.

  • Qualidade: é importante verificar se o ovo não apresenta manchas ou rachaduras na casca antes de consumir, pois isso compromete sua qualidade.
  • Risco de contaminação: as bactérias do gênero Salmonella podem estar presentes no ovo cru. A ingestão desses micro-organismos pode causar infecção alimentar e até a morte.
  • Formas de preparo: embora a ruptura da gema reduza o teor de luteína e zeaxantina do ovo, as formas de preparo mais saudáveis e que preservam melhor os seus compostos bioativos são: poché ou escalfado (“frito” na água), mexido, ao forno, omelete ou cozido com casca. A fritura em óleo, definitivamente, não é a melhor forma para cozimento.

Lembre-se, o equilíbrio ao se alimentar é sempre a melhor opção.

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Que Deus continue abençoando a cada um!

Mariana Macedo

Mariana Macedo

Sou Mariana V. T. Macedo, Nutricionista, (CRN9 - 11.884), formada e atuante na área clínica há quase 10 anos. Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional, Nutrição Esportiva e em constante evolução em todas as áreas da vida. Minha missão é ser uma agente transformadora da saúde e pensamento das pessoas, tendo em vista que um corpo saudável necessita de cuidados que vão muito além do peso, além de uma simples dieta e contagem de quilocalorias. Além da estética.


2 comentários

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    Ione Lopes

    19/05/2021 as 11:20

    Muito bom, obrigada!

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    Júlia Campos

    19/05/2021 as 19:14

    Sempre tive essa dúvida sobre o ovo. Ótimo esclarecimento, doutora Mariana.

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