Alimento Armazenado: Manifeste-O

"[...] mais do que expor o sinal, é manifestar o sinal! É assimila-Lo na vida. E isso é uma ação contínua: armazenar e utilizar. Estocar e fazer uso. É aceitar o que se Tem! E nós temos uma fonte de onde mais se alimenta, mais se extrai, mais se possui, e ainda assim mais há para se obter."

A previdência é uma ação, uma atitude saudável recomendada na história do ser humano. A prevenção é um comportamento, um hábito necessário e vantajoso em toda a existência de uma pessoa.

São Paulo escrevendo ao seu filho na fé, Timóteo (6, a partir do versículo 11), exortou aquela família a viver uma vida exemplar, casta e moderada. Dentre algumas orientações foram pontuados: ‘exercer o bem, que sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir’. E com um versículo chave, acrescentou: “que acumulem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna(I Timóteo 6:19). O Senhor Jesus Cristo deu mais detalhes sobre esse assunto em São Lucas 14:25 – a Parábola da Previdência (não deixe de ler). 

Ah, lembra da parábola das Dez Virgens?…

Bom, em uma linguagem científica, vamos aclarar algo bem comum, mas, de alguma maneira, não tão falado e nem bem conhecido, embora, sempre presente no nosso dia a dia, ‘as energias guardadas em nosso organismo’. Um dos principais órgãos de nosso corpo e de importantíssima função é o fígado¹. Entre tantas qualificações a ele atribuídas, é nele que é produzido e degradado (é nele que acontece a transformação do)  o glicogênio². Para não delongarmos biologicamente nesse contexto, vamos de forma sintetizada aprender que o glicogênio é o estoque de energia rápida de nosso corpo. Ou seja,  é a forma em que a glicose, a principal fonte energética das células, é armazenada. É por causa dele- o glicogênio- que não falecemos mesmo se não houver alimento durante uma caminhada, ou em um exercício; pois há um suprimento, há uma previdência, há um estoque, há uma reserva de energia– o glicogênio.

Pois bem, lembrar dos exemplos ao longo de toda a Palavra pode nos indicar, entre outros aspectos, que só há sentido em armazenar, se consumir. Ou seja, se vamos economizar, é para ser utilizado em momentos de desafios, de forma a nos suprir em determinada falta. Se lemos, guardamos. Mas teremos que colocar em prática, pois mais vital que armazenar é utilizar o que foi reservado. Usando no momento adequado e preciso (como no organismo), e não de maneira precoce (uso em vão).

Isso nos faz lembrar de Moisés diante do mar vermelho: “porque estás preocupado por qualquer outra coisa parada no caminho, Fale e comece a mover-ti”³, e de São Pedro na porta do templo, Atos 3:1- 8: “…mas o que tenho te dou.” como também, ao mesmo tempo, a constatação da ausência de armazenamento e o medo

E isso também nos leva a pensar no ‘falecer por falta de suprimento’, como no caso da viúva de Serepta (I Reis 17:8). Ela faleceria, naturalmente, por falta de alimento, até que em seu lar chegou uma verdadeira reserva generosa de Alimento, um profeta: “a farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até o dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra’ (I Reis 17:14).

E por falar em profeta, o que (a voz de) Deus em carne veio fazer na terra? E nós nesse tempo de confinamento o que temos feito? Temos reservado alimento suficiente para a contínua caminhada? Temos ingerido as recorrentes mensagens aclamadas nos púlpitos em verdadeiro desesperos pelos ministros? Temos realmente utilizado as reservas armazenadas em forma de literatura, áudio, exposição e vivência (experiência)? Temos utilizado de forma correta o real Alimento hoje? Será que é necessário uma catástrofe ainda maior do que a que vemos no presente dia? Temos feito o uso correto das nossas vitais energias guardadas, ou temos clamado e mesmo reclamado do tempo de desespero vivido pelo mundo? O que é mais importante, a calamidade do deserto, da ausência de alimento, do clamor da paz, de tempo melhor, de esperança em uma terra fomentada pelo mau, ou o devido valor com que já possuímos, nossas reservas? 

Devemos nos lembrar que não é apenas estocar energia –  deixar as mensagens escritas e gravadas guardadas nas estantes e/ou nos hd’s (aparelho eletrônico que armazena grandes quantidades de dados), bem como os hinos e preleções – mas, é mais do que isso! É fazer a utilização. É colocar em prática. Pois, mais do que expor o sinal, é manifestar o sinal! É assimila-Lo na vida. E isso é uma ação contínua: armazenar e utilizar. Estocar e fazer uso. É aceitar o que se Tem! E nós temos uma fonte de onde mais se alimenta, mais se extrai, mais se possui, e ainda assim mais há para se obter. 

Por fim, qual é o maior armazenamento hoje? Para que foi dado o Espírito Santo?

Para se inteirar mais deste assunto assista o culto de oração do dia 24 de março de 2020 ministrado no Tabernáculo Belo Horizonte pelo pastor Wanderley Vilaça.

Nota

1Fígado. Grande Enciclopédia Larousse Cultural, volume 10 (1995 e 1998). São Paulo: Larousse  e Nova Cultura.

2 Glicogênio. Grande Enciclopédia Larousse Cultural, volume 11 (1995 e 1998). São Paulo: Larousse  e Nova Cultura.

3 William Marrion Branham. Por Que Clamas? Fala! Culto pregado em Jeffersonville, Indiana – EUA em 14 de julho de 1963. Gravações A Voz de Deus. Parágrafo 226

Um comentário

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    Francine de Andrade Cardoso

    23/10/2020 as 19:32

    Amém!

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