Herança

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Herança


Se Deus visita a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração (Deuteronômio 5: 9), não visitaria Ele também com bênçãos a um justo?

Como vemos em Salmos 127: 3, os filhos são herança do Senhor, e por isso podemos ver a colheita dessas bênçãos sendo manifestadas em nós, no decorrer de nossa história como herança do Senhor, pois plantadas há várias gerações, nos deram direito à colheita desses benefícios, hoje.

Dentro de nossa comunidade cristã vemos este testemunho de forma muito nítida, já que fomos privilegiados por sermos conduzidos há algumas gerações dentro deste Ministério, Assim Está Escrito.

O fato de termos construída hoje uma grande e bela casa (templo) e vermos uma boa parte de seus membros em um conforto básico, tendo suas casas e carros, faz-nos lembrar de que nem sempre foi assim. Aliás, até hoje nosso povo é constituído por homens e mulheres operários que trabalham muito para conseguirem o sustento de suas famílias.  Naturalmente falando, não temos ricos em nosso meio, mas há colheita dos benefícios que temos hoje é uma ceifa do que foi plantado por nossos pais e avós, sendo que muitos destes já partiram para o Senhor.

Há mais de quarenta anos, notam-se as lutas e dificuldades deste povo pobre, mas nenhuma dessas adversidades foi maior do que o amor pela Palavra e por esta obra, por isso, recebemos hoje essa herança de bênçãos.

As condições financeiras eram precárias, e as famílias eram maiores. Mesmo assim, os patriarcas e as matriarcas, aqueles pioneiros, mostraram a seus filhos que Deus deveria sempre ter o primeiro lugar em suas vidas. O verdadeiro exemplo não é aquele deixado em palavras, mas por atitudes: ‘faça o que eu estou fazendo!’ Aquelas primeiras gerações tiveram atitudes que deixaram resultados.

Nas décadas de 70 e 80, por faltar dinheiro, algumas destas famílias caminhavam por quilômetros, mas não deixavam de ir aos cultos. A maioria desses amados irmãos precisavam usar dois ou mais ônibus para chegar à igreja. E, para diminuir a despesa, desciam no centro da capital, onde pais e filhos faziam uma longa caminhada até o Tabernáculo. Neste percurso iam se ajuntando a outros irmãos pelo caminho, criando desde já uma atmosfera de companheirismo para um grande culto. Ali era visível o cumprimento de Salmos 122: “Alegrei-me quando me disseram, vamos à casa do Senhor!” Essa alegria aumentava aos domingos! Quando nossas mães e avós preparavam o almoço durante a madrugada para logo cedo levar aquele alimento para à igreja. Alguns pais compraram seus carros (Rural e Kombi), mas tinham que economizar o combustível, por isto levavam as panelas e um pequeno fogareiro onde se esquentava o almoço de domingo, algo parecido com o que aconteceu em Atos 20: 7 que diz: “E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão.” Era um tempo de companheirismo maravilhoso e que deixou muita saudade! Todo este sacrifício era para que a família não faltasse aos dois cultos que tínhamos no domingo.

A promessa é: “Buscar primeiro o Reino de Deus, e as outras coisas vos serão acrescentadas.” E foi exatamente o que aconteceu, pois a Palavra de Deus nunca falha, e um resultado maravilhoso deste esforço e dedicação foi alcançado. Não importa se alguém desistiu. Isto é questão de eleição e predestinação, e não cabe a nós este julgamento, certo é que o plano de Deus se cumprirá.

Estamos contando daqueles que superaram as dificuldades e deixaram um rastro que foi seguido pelas novas gerações, as quais o Senhor tem visitado com bênçãos sem medidas.

O pão que foi lançado às águas tem voltado! Daquelas gerações passadas, temos hoje: filhos, netos e bisnetos que são pastores, ministros, diáconos e levitas. Estes, debaixo das bênçãos derramadas, seguem estas pisadas que foram deixadas mesmo antes de nascerem. Cumpriu-se, portanto, a escritura mais uma vez: “Instruí o menino no caminho que deve andar…” (Provérbios 22:6)

Essas atitudes exemplares já trouxeram de volta alguns filhos que, por queda, desviaram-se por um tempo deste caminho! “Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensinamento de tua mãe.” (Provérbios 1:8)

Assim está escrito! O Senhor visita sim a iniquidade dos pais nos filhos, mas a nossa história, e nesta Bíblia que somos hoje, podemos ler nestas epístolas vivas que Ele tem abençoado todas as gerações posteriores.

Certo é, que “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo seus molhos”! (Salmos 126:6).

Redação Assim Está Escrito