Boa Comunicação Nos Faz Melhores Em Companheirismo

RedaçãoRedação07/09/20199min0
Fomos criados para termos companheirismo (relacionamento); primeiro com Deus e depois uns com os outros. A Bíblia está repleta de versículos que nos dizem o quanto a comunhão é necessária.

“E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?” Gênesis 3:9

Fomos criados para termos companheirismo (relacionamento); primeiro com Deus e depois uns com os outros. A Bíblia está repleta de versículos que nos dizem o quanto a comunhão é necessária. E mais do que isso, são versículos que traduzem em sua essência o prazer que o todo soberano Deus, Criador dos céus e da terra, sente em ter companheirismo conosco e, em nos ver tendo companheirismo uns com os outros de maneira verdadeira e sincera.

Sabendo que, companheirismo é o comportamento que caracteriza o modo amistoso, cordial, bondoso e leal de convívio entre duas pessoas (relação), podemos entender que companheirismo está totalmente ligado a comunicação. Não há companheirismo se não houver comunicação. Mas será que sabemos o que de fato é a comunicação?

Quando escutamos a palavra comunicação logo pensamos no simples ‘ato de falar’. Achamos que comunicar é simplesmente ‘verbalizar,’ ou melhor, ‘pronunciar as palavras de forma correta’. Mas, não é tão simples assim.

Tendo o conhecimento de que fomos criados por Deus para ter companheirismo (relacionamento), ou seja, para nos comunicar com Ele e com Seus filhos, compreenderemos que fomos equipados para fazer isso de maneira perfeita. Da mesma forma que uma caneta é toda equipada para que possamos escrever com ela, nós também fomos equipados por Deus com tudo o que é necessário para nos comunicarmos: Movimentos corporais; tom de voz; expressões faciais; e até cor nas nossas bochechas o Criador colocou para que possamos expressar melhor nossos sentimentos e vontades diante d’Ele e de Seus filhos (nossos semelhantes).

“Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.” Salmos 133:1-3

O ato de falar, ou de colocar em palavras o que estamos pensando transmite apenas 7% de uma verdadeira comunicação. Os outros 93% são transmitidos pela maneira como nos comportamos enquanto falamos. Ou seja, “falamos” mais e melhor com a nossa maneira de ser e agir, do que com as nossas bocas. O que precisamos saber, é que é necessário mais do que simplesmente colocar em palavras o que queremos ou pensamos. E que é tão necessário quanto, entender o que o outro está dizendo além das palavras. Pois se fomos equipados para nos comunicar com palavras e sinais, também fomos equipados para entender palavras e sinais alheios.

A maioria de nós quando crianças em algum momento ou situação de desobediência recebeu dos pais aquele olhar de reprovação inconfundível. E o interessante é que ao receber esse olhar parávamos de fazer aquilo imediatamente, porque sabíamos que nossos pais não estavam gostando. Eles nem mesmo precisavam dizer que não estavam gostando; nós havíamos entendido o recado.

Muitas vezes o outro não precisa nos dizer que fizemos algo que o deixou chateado. Nós mesmos teríamos entendido se estivéssemos atentos ao tom de voz quando ele disse: “Tudo bem. Deixa pra lá.” Mas, não estávamos atentos e deixamos aquilo passar e perdemos a oportunidade de nos desculpar e evitar que nossas atitudes e/ou palavras virassem mágoas.

Quantas vezes pedimos alguém para nos fazer um favor, e explicamos aquilo do nosso jeito, e ao terminar de explicar percebemos que a pessoa não entendeu, ou que dúvidas ficaram, e mesmo assim vamos para casa sem explicar melhor, sem nos empenhar para que aquilo seja completamente entendido. Deixamos que a pessoa faça algo errado, ou pela metade para depois dizermos a ela que não era assim. Quando podíamos ter feito uma melhor explicação e recebido algo muito melhor.

São inúmeras as vezes em que deixamos as pessoas fazerem algo errado primeiro, para depois corrigirmos. Também são inúmeras as vezes em que reprovamos, censuramos, brigamos e xingamos alguém só com o olhar, com as expressões faciais, ou apenas com os gestos durante a conversa, e depois não entendemos porque a pessoa se chateou. E isso acontece na igreja, no trabalho, na rua, na escola, em casa. Isso acontece todos os dias e nem nos damos conta.

A falta de cuidado com a forma que falamos, com a forma que fazemos, com a forma que demonstramos as coisas magoam pessoas. São detalhes que arrancam o céu das nossas vidas sem percebermos. Porém, esses detalhes não só arrancam o céu de nós, como também nos impedem de ser céu na vida dos outros.

Somos alertados o tempo todo sobre o nosso comportamento; como devemos nos comportar quando dizemos ser cristãos. E esse comportamento não inclui apenas forma de vestir e de andar. Inclui jeito de falar, de agir e de olhar porque é através dessas coisas que nos comunicamos. São essas coisas que comunicam ao mundo Cristo em nós.

Quando somos ensinados a vigiar o que falamos e o que fazemos, não é apenas para não agirmos como as pessoas deste mundo, e nem só para que não saíam de nossas bocas palavrões, calúnias, blasfêmias e mentiras. Mas é principalmente, para que tenhamos um companheirismo correto. Já pensou se Deus se comunicar conosco da forma como nos comunicamos com as pessoas no nosso dia a dia? Já imaginou se nos comunicarmos com Deus da mesma maneira que nos comunicamos com nossos pais, nossos filhos, nossos amigos? São essas as perguntas que podem responder o quanto somos bons ou maus em companheirismo.

Devemos aprender a nos comunicar, porque a comunicação nos faz melhores em companheirismo. O profeta nos ensina que Deus está em nós e em nossos irmãos; e agora que também sabemos que nos comunicamos através de expressões faciais, de olhar e gestos, e que estes são “equipamentos” que o Criador colocou em nós para sermos perfeitos em companheirismo, devemos usar com perfeição cada um deles. Cuidemos para que nossos olhos comuniquem amor e não reprovação porque isso é ter bons olhos. Que nossas palavras sejam sinceras, mas que não falte nelas gentileza, educação e afeto porque a boca fala do que o coração está cheio. Que nossas expressões faciais transmitam paz. E que nossos gestos sejam gentis e positivos diante do outro, porque isso é complemento da Bíblia: Amar o outro como a ti mesmo.

É exatamente isso, porque entendo que da maneira que trato as pessoas estou tratando a Deus. Simplesmente a minha atitude para com você é a minha atitude para com Cristo. E a sua atitude para comigo é a mesma coisa, isso mesmo, para com Cristo.” ‘Mensagem Demonologia: Estado Físico’, Parágrafo 34.

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