Estamos sendo escravizados por algum sentimento?

"Não existe uma fórmula que nos ensina como lidarmos com nossos sentimentos, mas conhecermos a nós mesmos é uma das melhores ferramentas que nos incentiva a buscarmos o equilíbrio emocional. Pois, como o nosso amado profeta William Branham nos fala: nosso maior inimigo somos nós mesmos. Então, buscar conhecer nossos limites também nos fará compreender nossas capacidades."

Como cristãos, buscamos diariamente nosso aperfeiçoamento, seja em nossa vida espiritual ou secular. Desta vez, para nosso crescimento pessoal e até mesmo espiritual, vamos buscar compreender um pouco mais sobre nossos sentimentos e emoções. Para tanto, neste momento, façamos uma reflexão: somos capazes de saber se estamos, ou não, sendo escravizados por algum sentimento?

Para nos ajudar a responder a essa pergunta, precisamos saber que as emoções e sentimentos compõem o nosso sistema afetivo; e para compreendermos sobre esse assunto, é necessário que saibamos que ‘emoção’ e ‘sentimento’ são palavras que, embora muitas vezes sejam tratadas como sinônimas, possuem significados distintos.

Emoção é uma expressão externa que se manifesta perante algum acontecimento, podendo, até mesmo, ser física e não somente sensitiva. Ela é automática, passageira e momentânea, mas é capaz de desencadear sentimentos que, ao contrário das emoções, podem durar a vida inteira. O sentimento é uma manifestação interior, que costuma ser menos intensa, na forma de se expressar, que as emoções, podendo ser facilmente escondido. Sua “causa” é, de certa forma, uma tarefa difícil de ser identificada, sendo um fator delicado quando relacionado a situações negativas. 

Quando conscientes da definição dessas palavras, estamos capacitados a refletirmos intrínseca e detalhadamente sobre o que sentimos em resposta aos nossos estímulos, ou seja, situações vivenciadas. Na prática, é importante termos a consciência de nossos sentimentos, pois eles nos impulsionam a ter determinados comportamentos que, por sua vez, impactam positiva ou negativamente em nossas vidas.

Mas por que é necessário compreendermos sobre nossos sentimentos?

Nosso sentimento tem a poderosa capacidade de nos escravizar ou de nos proporcionar a liberdade, pois, fundamentado em nossas emoções, ele pode ser mensurado em uma escala que vai de positivo a negativo. Quando positivo, nos conduz a um comportamento que nos inclina a uma aproximação (seja gerando afeto, compreensão, admiração, laços e muitos outros); no entanto, quando negativo, constrói um comportamento que incita o afastamento (seja causando rejeição, incompatibilidade, reação, discordância, inimizades…).

Por exemplo: Quando sentimos raiva de uma situação, de alguém ou de algum momento que estamos vivenciando, estamos expressando o impacto que isso nos causou; é inevitável senti-la e expressá-la, regidos pela individualidade de cada um de nós. Porém, quando percebemos a manifestação dessa emoção, passamos a ter consciência de que a estamos sentindo, então, podemos “assumir o controle”. Nos tornamos capazes, mesmo que inconscientemente, de transformá-la em um sentimento, como por exemplo: o de rancor. A partir daí, quando estivermos expostos à mesma situação ou diante da mesma pessoa que nos influenciou a sentir a raiva, ou até mesmo a circunstâncias parecidas, acessaremos nossa memória emocional (que, naquela situação, permitimos que fosse transformada no sentimento de rancor) e esse sentimento será novamente manifestado, mesmo que tenham se passado muitos anos desde a experiência emocional vivenciada. – Podemos perceber como o sentimento assumiu o controle e fez com que nos tornássemos escravos dele?  

No entanto, quando percebemos a manifestação de uma emoção, podemos iniciar um processo contrário ao relatado. Somos capazes de convocar uma espécie de “reunião” e começarmos a nos questionar o porquê de estarmos manifestando aquela emoção. Como por exemplo: “Por que estou sentindo raiva do que aconteceu ou está acontecendo? A culpa foi minha? Por que essa pessoa está me tratando assim ou fazendo isso comigo? Eu a fiz algum mal? Ou, será que ela não está em um bom dia?”. Assim, podemos impedir que a raiva (emoção em questão) seja transformada em rancor ou qualquer outro sentimento relacionado, como mágoa ou angústia; pois começamos a assumir o controle e a dominar nosso sentimento ao invés de permitir que ele nos domine.

Devemos compreender também que os maus sentimentos acumulados podem se tornar nocivos para a saúde física e mental daquele que o cultiva. Eles têm o poder de controlar nossos relacionamentos interpessoais, nossa mente e nossas atitudes; eles assumem o controle das nossas vidas e desencadeiam diversos outros sentimentos maléficos que adoecem nosso corpo, nossa mente e, até mesmo, nossa alma. Portanto, quando acessamos as raízes e fatores que estão influenciando a manifestação dos nossos sentimentos e/ou emoções, criamos um maior controle sobre a situação e passamos a entender melhor, ou pelo menos compreender, o que está acontecendo no ambiente de conflito (situação presente) e a nós mesmos.  

De fato, a consciência de como reagimos diante de cada emoção é fundamental para evitarmos comportamentos destrutivos e desenvolvermos o equilíbrio emocional.

Aonde podemos chegar quando passamos a controlar nossos sentimentos?

Limitar o alcance do autocontrole emocional seria um erro, pois ele depende da individualidade e experiências de cada um de nós. Mais fácil é falarmos do que podemos nos beneficiar com ele. 

Se fizermos uma análise agora mesmo dos nossos sentimentos para com alguém, ou dos sentimentos que estão nos impactando, decorrentes de experiências emocionais que tivemos, para o enfrentarmos, certamente entraremos na sensível área da autocrítica. Se formos capazes de prosseguir e enfrentarmos nossa sensibilidade, iniciaremos um processo de desconstrução de nós mesmos, de nossas mágoas, rancores, ódios e até mesmo inveja. Mas também, podemos nos fortalecer acessando uma área afetiva positiva que contém nossos sentimentos de amor, respeito, perdão, solidariedade, empatia, gratidão, alegria e muitos outros. 

Não existe uma fórmula que nos ensina como lidarmos com nossos sentimentos, mas conhecermos a nós mesmos é uma das melhores ferramentas que nos incentiva a buscarmos o equilíbrio emocional. Pois, como o nosso amado profeta William Branham nos fala: nosso maior inimigo somos nós mesmos. Então, buscar conhecer nossos limites também nos fará compreender nossas capacidades.

O poder de entender os nossos sentimentos nos dá a capacidade de nos libertarmos da escravidão que ele pode estar nos submetendo. O autoconhecimento nos promoverá o autocontrole. 

3 comentários

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    Ione Lopes

    06/08/2020 as 10:27

    Muito bem colocado, às veses sabemos intimamente o que fazer, mas temos dificuldades em como fazer, agora temos uma diretriz!🙏❤

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    João Laudevar

    06/08/2020 as 11:20

    Ótimo muito bom eu estava com um pensamento de escravidão bem no começo estava querendo vence lo.mais como agora eu estou no controle da situação amém gostei muito graças ao nosso todo poderoso que ele continua abensoando este ministério

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    Ylberty souza oliveira

    16/08/2020 as 23:56

    Maravilhoso assunto muito aproveitável para nossas vida e alma. Quê o senhor possa nos da mais expirasoes para este tipo de assunto que nos beneficia nossas vida todo tempo.

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