Família: Propósitos e Papéis

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Família: Propósitos e Papéis

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Dentro do conceito social e até mesmo definido pelos melhores dicionários gramaticais, em consonância com as Escrituras, família é um “conjunto de pessoas, em geral ligadas por laços de parentesco, que vivem sob o mesmo teto, particularmente o pai, a mãe e os filhos. Conjunto de ascendentes, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem ou provenientes de um mesmo tronco; estirpe.” Pode também ser definida como “uma instituição formada por pai e mãe, ou seja, por um homem e uma mulher, unidos por um matrimônio, com filhos. A família é considerada uma instituição responsável por promover a educação dos filhos e influenciar o comportamento dos mesmos no meio social. O papel da família no desenvolvimento de cada indivíduo é de fundamental importância. É no seio familiar que são transmitidos os valores espirituais, morais e sociais que servirão de base para o processo de socialização da criança, bem como as tradições e os costumes perpetuados através de gerações. O ambiente familiar é um local onde deve existir harmonia, afeto, proteção e todo o tipo de apoio necessário na resolução de conflitos ou problemas de algum dos membros. As relações de confiança, segurança, conforto e bem-estar proporcionam a unidade familiar.

Deus tem propósitos para a família, pois Ele mesmo disse: “frutificai, multiplicai-vos e enchei a terra”. Ao implantar a família sobre a terra, Deus estava querendo que Sua imagem fosse refletida, seus caracteres, sua hereditariedade, ou seja, que seus atributos viessem à tona. Hereditariedade fala de semelhança transferida por código genético que permite que características sejam transferidas aos descendentes. Por isso, o filho reflete a imagem do pai. Os filhos de Deus manifestam as características do Pai, e apenas os filhos podem ser dirigidos pelo Pai, conforme disse o apóstolo S. Paulo aos Romanos 8:14-16: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

A família também é o seio no qual o homem perfeito deveria manter o domínio sobre a terra. O profeta nos ensina que Adão era um deus sobre a criação, tendo perdido tal posição após o pecado. Hoje, esse direito tem nos sido restaurado (aos filhos de Deus) e estamos caminhando para a nova terra onde exerceremos isso em plenitude. Mas, agora, já podemos dominar sobre esta terra com a atmosfera ainda contaminada pelo pecado, em que a família de Deus tem resistido às astutas ciladas do diabo e tem prevalecido, mantendo-se fiel à Palavra.

family.19Sabemos que, desde o princípio, Satanás tem concentrado seus esforços em tentar destruir a família. Quando o diabo viu a oportunidade de lançar sua semente no ventre de Eva, ele viu ali uma oportunidade de fazer suas obras por meio da semente maligna advinda de seu filho Caim. Desde o Éden, Satanás concentrou seus vãos esforços em tentar destruir o plano de Deus. Uma família esfacelada, sem esteio, sem fundamento, é tudo que Satanás quer para manifestar suas obras maléficas. Ao recusarem a verdade da Palavra de Deus, os homens foram entregues à imundície de Satanás, tendo sido entregues às concupiscências de seus corações, desonrando seus corpos por meio de paixões infames e mudança no uso natural do propósito permitido por Deus (Romanos 1), trazendo, como consequência, num sentido genérico, a falência da instituição família na sociedade atual. Até mesmo o conceito do significado de família hoje tem sofrido tentativas de “atualizações”, num claro objetivo de naturalizar práticas abomináveis diante de Deus, negando o princípio básico que o próprio Senhor Jesus Cristo utilizou para responder os fariseus sobre casamento e divórcio: “mas ao princípio não foi assim” (S. Mateus 19).

Contudo, vemos o cuidado do Espírito Santo em manter a estrutura familiar de seus filhos em ordem, em harmonia com Sua Palavra, comparando a relação entre o marido e a esposa à união entre Cristo e a Igreja. Aos Efésios, capítulo 5, o apóstolo S. Paulo ensina:

Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor;
Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Para a apresentar a si mesma igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;
Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.
Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.
Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
Efésios 5:22-32

Numa era laodiceana em que os direitos dos povos tem sido estabelecidos por um discurso de falsa igualdade, apenas os filhos de Deus podem ter a compreensão dessa Escritura citada em Efésios 5. Não se trata de citar pormenores envolvendo a convivência de um casal e seus filhos, mas de trazer o princípio de que assim como Cristo se relaciona com sua esposa, os maridos devem se relacionar com suas esposas, e suas esposas se relacionarem com seus maridos como se relacionam com o Cristo. Afinal, cremos que o mistério da piedade está em pleno cumprimento e Deus está em carne de novo.

A palavra “cônjuge” tem também o significado de “viver junto com o mesmo jugo ou mesma canga”, sendo que cada um tem os seus encargos. Portanto, o marido e a esposa tem cada um seu papel a desempenhar dentro do casamento, salientando que ambos devem trabalhar para o mesmo objetivo, pois devem ter o mesmo alvo a alcançar. Daí, a própria Escritura também condenar o jugo desigual ou casamento com pessoas de fé diferente (união entre crentes e não crentes), visto que como podem dois andar juntos se não houver acordo? Qual a união há entre a luz e as trevas? Como pode haver a formação de uma família no conceito estrito daquilo que Deus pensou se as sementes vieram de origens diferentes? O irmão Branham ilustra isso com o exemplo de Acabe e Jezabel, dizendo que a porta que Satanás usou para entrar com a idolatria em Israel foi por meio daquele casamento com jugo desigual.

Aos filhos, a Palavra recomenda obediência aos pais: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Efésios 6:1-3). Considerando que a relação dos filhos com os pais deve guardar correlação com a relação entre nós e Deus, a obediência é o segredo para o sucesso do filho. Jesus disse: “se me amais, guardai os meus mandamentos” (São João 14:15). Por isso, Jesus Cristo foi o filho perfeito, pois fazia apenas aquilo que o Pai lhe mostrava, recebendo a adoção e podendo falar no lugar do Pai. Como diz a Escritura: “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.
E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem.”
Hebreus 5:8,9

 

Aos pais, a Bíblia recomenda: “E vós, pais, não provoqueis à ira dos vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4). Não se pode conceber que os pais, àqueles que devem ter o equilíbrio para ensinar o caminho do Senhor aos filhos, assumam a conduta de provocar a ira nos filhos. Deus, nosso Pai, trata-nos sempre com amor e paciência, nem por isso dispensando a necessária correção para que nós aprendamos a ter prazer em andar em sua perfeita e agradável vontade.

E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido;
Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.
Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?
Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos.
Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos?
Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.
E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.

Hebreus 12:5-11

O salmista Davi escreve que “os filhos são herança do Senhor” (Salmos 127:3), ou seja, são presentes dados por Deus para que cuidemos. Quem, em sã consciência, receberia um presente de Deus e o desprezaria? Mas, o que seria desprezar um filho? Há muitas possibilidades, mas talvez a principal é não ser o pai ou a mãe que a Palavra de Deus recomenda que sejamos.

Os pais exercem papel fundamental na vida dos filhos, visto que a própria Palavra recomenda que os pais devem ensinar os filhos o caminho do Senhor no qual devem andar para que, mesmo quando crescerem, não se desviem dele. O processo de ensinar os filhos passa pelo exemplo. Não há ensinamento sólido sem que aquele que ensina faça ele mesmo o que ensina. Jesus disse: “assim como eu fiz, façais vós também.” Paulo escrevendo a Tito, diz:

Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.
Os velhos, que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência;
As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem;
Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,
A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.
Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados.

Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade,
Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós. (
Tito 2:7,8)

Assim como Deus forma em nós o Seu caráter, colocando-nos muitas vezes em dificuldades e provações, também os pais influenciam diretamente na formação do caráter dos filhos. Como nos ensina o irmão Branham: caráter não é um dom, é uma vitória. Ou seja, é necessário um processo, um aprendizado, que passa necessariamente por ensinamento do caminho da verdade e a imposição de limites às vontades humanas. Sem lutas e provações não há formação de caráter, pois nossa fé é comparada ao ouro provado no fogo.

Na Mensagem O Dia das Mães, 10 de Maio de 1956, o profeta nos mostra o importante papel da mãe na formação do caráter dos filhos:

34 Você sabe, um homem como Moisés, ele… Se eu pudesse atribuir qualquer coisa a seu caráter, isto foi porque ele tinha uma mãe enviada por Deus. Você sabe que foi ela quem orou, Joquebede, e ansiava por este bebê. E quando ele nasceu, era ela quem falava suavemente com ele, e o abraçava e fez a arca e o colocou nos juncos, quando seu pobre coração estava partido. Seu único filhinho, e era a – a coisinha de mais destaque que havia em todo o mundo. E como uma mãe gosta de qualquer bebê! Mas ao ver este menininho especial.

35 E então, em seu coração, ela sabia que ele havia nascido para um propósito, e então levá-lo e colocá-lo no próprio canto dos crocodilos, lá no rio. Por fé ela fez aquilo, sabendo que Deus era capaz de cuidar dele; e para resumir o amor de uma mãe, e a ação do caráter de sua fé. Pois a fé não se apoia sobre as areias movediças do que pode ser visto; a fé descansa solenemente sobre a inabalável rocha da Eterna Palavra de Deus. “Pois pela fé”, diz a Escritura, “Ela fez isto”.

37 Este era o tipo de fé que a mãe de Moisés tinha. Ela o ensinou e o criou no palácio de Faraó, ensinando-lhe que ele havia nascido para um propósito, que Jeová  havia respondido sua oração. E, ela, ele não poderia ter tido uma professora melhor. Aquilo foi o que ajudou a moldar o caráter que Moisés tinha.

43 Veja você, uma criança ouve à sua mãe; aquela mãe tem um jeitinho que consegue que a criança ouça. Quando se fere, ela vai até a mãe para consolo antes de ir ao pai. Porque, ela esteve primeiro com ela, você sabe. E há um dom que Deus dá a uma mãe, para ser daquela maneira; eu quero dizer uma verdadeira mãe.

Não há como se pensar em família sem pensar no próprio funcionamento do corpo místico do Senhor Jesus Cristo. Mesmo tendo muitos membros, o corpo é um, e todos os membros devem cuidar um dos outros, sentindo-se honrado quando um é honrado e sofrendo quando algum membro padece. Qual sentido há num corpo que luta contra si mesmo? Como disse Jesus: “um reino dividido não pode prosperar.” Assim também uma família dividida não tem como prosperar.

A igreja, que é uma família composta por muitas famílias, não foi edificada sobre um fundamento qualquer, mas sobre a revelação de quem é Jesus Cristo. Qual o pai de família prudente construiria sua casa sobre a areia em vez de fazê-lo sobre a rocha? A família de Deus está edificada sobre uma rocha inabalável e, por isso, não pode ser destruída. O fundamento dos apóstolos e dos profetas é sua base, pois o próprio Cristo é quem mora nesse templo que é sua família.

Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;
Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;
No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.

Efésios 2:19-21

Portanto, todo zelo e cuidado de Deus com sua família é porque Ele mesmo quer habitar nesse templo santo que são seus filhos, os quais são participantes de Sua própria natureza divina e tem em si as virtudes do Cordeiro, podendo receber sobre si a Cabeça (Cristo) ou a Pedra de Coroa.

Ministério Assim Está Escrito 

  • Débora Lana

    Este estudo é maravilhoso!! Muito esclarecedor, que Deus abençoe a cada um dos membros do Corpo de Cristo para que possamos ter mais famílias nas quais o Espírito Santo tenha plena liberdade de se manifestar!