Família: Uma Maneira de Deus se Revelar

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Família: Uma Maneira de Deus se Revelar

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Em Gênesis 1:26-27, a Escritura nos diz que: “e disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”

Sabemos que este era o homem espírito, criado à imagem e semelhança de Deus. Mas, não havia homem para cultivar o solo, então em Gênesis 2 Deus forma o homem do pó da terra, soprando nele o fôlego de vida e o fazendo alma vivente, num corpo à imagem das bestas. Porém, viu Deus que não era bom que o homem ficasse só e, assim, tirou do próprio Adão aquela que era osso dos seus ossos e carne de sua carne, provendo-lhe uma adjutora ou uma companheira ajudadora: a mulher. (Mensagem Perguntas e Resposta sobre Gênesis, 29/07/1953).


Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.
Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

Gênesis 2:21-24


Vemos, então, a sagrada instituição família sendo criada por Deus, começando com um grande mistério de dois numa só carne, formando uma unidade. Na viração do dia, Deus mesmo descia até o Éden e tinha companheirismo com seus filhos, como um pai de família tem prazer em se assentar e conversar com sua família. Quando Adão e Eva pecaram, não deixaram de ser filhos de Deus. Ainda que o companheirismo fora rompido temporariamente, por Deus não poder compactuar com a quebra de Sua Palavra, o próprio Pai de família tratou de fazer um caminho de volta para que pudesse novamente assentar e reinar no coração de seus filhos. Mesmo a queda era parte de Seu plano em revelar toda plenitude de Si mesmo.

Na Mensagem Cristo é o Mistério de Deus Revelado, o profeta irmão Branham nos mostra o tríplice propósito de Deus em Seu grande mistério: Deus manifestado em Cristo, Cristo manifestado na igreja e a igreja no reino restaurado. Vemos Deus mostrando seus atributos, seus pensamentos, sua essência, querendo mostrar todo seu amor a seus filhos, tal qual um pai de família que supre todas as necessidades de sua casa. Neste tempo, quando Deus tem nos revelado todo seu plano, entendemos que Ele é Pai, o que tem em si o gene, a semente de vida eterna; Ele tem atributos de mãe, o El Shaddai, Aquele que tem seios para nos alimentar, nos acalentar e nos proteger; e Ele é também filho, Aquele que se fez carne e se tornou nosso irmão, nosso parente redentor. O Deus en morphe, Aquele que é tudo em todos. Por isso, todo o plano de redenção aponta para a família de Deus num Éden restaurado, onde o pecado e a morte não terão lugar.

Redenção é um assunto que envolve a família, como podemos ver em tantos tipos na Bíblia e em nossa própria história. No Antigo Testamento, no livro de Rute, a história começa com uma mulher chamada de Noemi e seu marido Elimeleque, que seus nomes juntos significavam adoração agradável. Contudo, em função da fome em Israel peregrinaram com seus filhos (Malom e Quiliom) até Moabe, saindo de Belém (a casa do Pão de Deus). Lá em Moabe, tanto o marido de Noemi quanto seus dois filhos, que já haviam se casado com moabitas, morrem. Noemi então decide voltar a Israel, para a casa do Pão de Deus, com sua nora moabita Rute. Mas, chegando em Israel não tem condições de pagar o preço para reaver a terra que lhe pertencia outrora. Surge em cena, então, Boaz, parente de Elimeleque, que paga o preço para que a terra seja devolvida a Noemi (a igreja ortodoxa ou Israel) e, por conseguinte, a Rute, a estrangeira que se torna sua esposa (a igreja neotestamentária ou os gentios). Sem entrar nos ricos detalhes desse maravilhoso plano, podemos afirmar, sem dúvida, que foi isso que Cristo fez por nós, pagando o preço altíssimo para nos devolver a terra, a herança perdida, tendo ainda nos dado a Si mesmo, como esposo amado, por meio de seu amor estendido a sua família, redimindo-nos.

À medida que meditamos nas leis da redenção, na maneira que Deus estabeleceu o caminho para que pudéssemos retornar ao companheirismo Consigo e no seu modo maravilhoso de se relacionar conosco, entendemos o plano de Deus para que nós também nos relacionemos com nossas famílias. Se pela graça somos salvos, também pela graça devemos estabelecer nosso relacionamento familiar, desde o casamento à criação dos filhos. O profeta irmão Branham nos ensina que a fé perfeita está baseada no perdão, ou seja, a revelação está baseada no perdão. Sem perdão não há condições mínimas de nenhuma família prosperar, pois estamos ainda rodeados de fraquezas e é preciso haver o exercício do perdão para que o relacionamento familiar se solidifique. Assim, para que haja o pleno entendimento da necessidade do perdão é preciso que todos os membros da família se sintam partes de si mesmo, como um corpo.


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Na mensagem Perdão, pregada em 28 de outubro de 1963, o profeta irmão Branham nos conta um fato que ilustra bem o que estamos dizendo:

“134 Houve um homem e uma mulher, marido e mulher, que estavam se separando. E eles tentaram se entender. Eles foram a um psiquiatra, para ver se ele conseguia lhes fazer chegar a um consenso, mas ele não conseguiu. Eles foram a tudo que eles puderam pensar, para tentar ficar juntos, mas eles sempre brigavam, e, continuamente estavam divergindo. E eles não podiam suportar um ao outro, e não suportavam a presença um do outro, começavam a briga. Então eles decidiram que iriam se divorciar.

135 Então eles contrataram um advogado, para conseguir o divórcio. E ele disse: “Bem, antes de fazermos isto, vamos vender a casa. É melhor vocês irem, e dividir em todos os bens entre vocês, antes de finalizar o divórcio, e se venda a casa.”

136 Então o marido e a mulher saíram juntos. Eles foram para casa. E eles chegaram à sala e ela disse:“Eu vou ficar com isto.” E ele disse: “Eu vou ficar com isto.” E eles brigaram, e agitaram, e agiram deste jeito um com o outro. Depois de um tempo, eles disseram: “Eu te dou isto se você ficar com isto.” Tudo bem. Aquilo continuou por um tempo. Então eles foram até a sala, e a diferentes lugares, na cozinha, e no quarto. Eles dividiram os bens.

137 Então, finalmente, eles lembraram que tinham algumas coisas no sótão. Então, eles subiram para o sótão e puxaram um velho baú. E eles começaram a tirar diferentes coisas, e diziam: “Você pode ficar com isto, você pode ficar com isto.” E, finalmente, eles dois colocaram os olhos num certo pequeno objeto, e os dois agarraram-no. E eles olharam um para o outro. O que era aquilo? Um par de sapatinhos brancos do bebê que tinha falecido. Era parte deles dois. E lá, com as mãos agarradas, daquele jeito, no sapatinho do bebê. Bem, a quem ele pertencia? De quem era? Ele pertencia a ambos. Eles tinham coisas em comum.

138 Em poucos minutos, enquanto olhavam um para o outro, lágrimas começaram a correr em suas faces. O que foi aquilo? Eles podiam dividir tudo mais, mas quando eles chegaram ao ponto em que eles tinham algo em comum, o filho, que estava no céu, então a briga acabou. Em poucos minutos eles estavam abraçados. O divórcio ficou para trás. A paz reinou.”

Ministério Assim Está Escrito