Reconhecendo a Vitória na Obediência

Menu

Culto Online Web Rádio

Reconhecendo a Vitória na Obediência


O que é ser vitorioso? Encontramos, em diversas Escrituras, Deus prometendo a vitória de seus filhos sobre todo inimigo que se levantasse contra eles. Em Salmos encontramos escrito que: “Mil poderão cair ao seu lado; dez mil, à sua direita, mas nada o atingirá”, “Com Deus conquistaremos a vitória, e Ele pisará os nossos adversários”… são tantas promessas de vitória espalhadas pela Bíblia, que seria impossível citá-las todas em um texto.

Mas como aplicar todas essas promessas em nosso tempo, se muitas das vezes não conseguimos nos sentir vitoriosos e receber a recompensa? Deus nos prometeu vitória sobre todos os nossos inimigos, assim como a Israel Ele prometeu que sempre seriam cabeça e não cauda, e que seus inimigos sempre cairiam diante deles. Porém, sabemos que em nossos dias, a luta que nós, a Noiva de Cristo, temos que vencer é contra principados e potestades. É uma batalha travada na mente, e o que precisamos vencer são nossas próprias vontades, nossas próprias concepções e pensamentos, pois são eles que nos fazem dar abertura para todo tipo de sentimentos ruins e espíritos ruins, que, às vezes, tomam conta de nossas mentes.

Deste modo, nos esquecemos de que, às vezes, vencer pode não significar nossa total satisfação. Podemos tomar o exemplo de Jonas, o qual recebeu uma comissão divina de ir à cidade de Nínive apregoar o juízo, a destruição que Deus estabeleceu sobre aquela cidade, pois seus pecados eram muitos e chegavam diante de Deus constantemente. Porém, Jonas desobedeceu à ordem de Deus e, fugindo de seu chamado, tentou ir à cidade de Társis. Todos conhecemos a sequência da história, e quando finalmente Jonas faz a vontade de Deus e apregoa o juízo naquela cidade, Deus vê o arrependimento do povo e desiste de destruí-la.

Podemos ver então Jonas, à beira da cidade de Nínive, queimando sua cabeça no sol e pedindo a Deus que tirasse sua vida, porque anunciou o juízo diante da cidade e Deus teve misericórdia do povo, fazendo Jonas parecer um homem de falsas palavras. Porém ele venceu. Ele obedeceu a vontade de Deus, mesmo que isso fosse contra sua própria vontade. Não importa de que modo ele se sentiu depois disso, Jonas representou a salvação para toda uma cidade, pois se não apregoasse o juízo não haveria misericórdia. O problema com Jonas bem ali naquele momento é que ele não soube reconhecer na obediência sua vitória, que foi nada menos que salvar uma cidade inteira da ira de Deus.

Quantos momentos de nossas vidas nos portamos como Jonas? Quando Deus nos manda fazer algo que nos desagrada ao extremo, e mesmo depois de obedecermos aquilo, não conseguimos nos sentir bem, porque aquilo desagrada a nossa carne. Às vezes, para nos sentirmos bem em nosso corpo e nos sentidos do espírito, precisamos alimentar nossos orgulhos, nossos afetos, nossa consciência e deixamos de reconhecer que independentemente da nossa vontade e de nosso estado emocional conseguimos vencer o maior inimigo que temos: nossas próprias vontades e concepções.

Talvez tal problema ou angústia a qual sejamos expostos servirá para trazer alguém à salvação, e que galardão há maior do que ganhar uma alma para Cristo, já que uma alma vale mais que o mundo inteiro?

A grande questão é que fazemos as coisas que Deus deseja, mesmo contra nossa vontade, porém não sabemos reconhecer nossa vitória no simples fato de ter obedecido. Fazemos e ficamos esperando o momento em que aquilo irá nos trazer alguma recompensa natural, esperamos o momento em que aquilo fará nossa carne se sentir bem, e a vida cristã não é assim.

Em São Mateus 26:39, encontramos Jesus pedindo ao Pai que passasse Dele o cálice, ou seja, o Calvário, o sofrimento e a morte, mas logo depois Ele mesmo anula seu primeiro pedido desejando que a vontade perfeita de Deus fosse cumprida em Sua vida. E o modo como Ele agiu depois que Se entregou nas mãos de Deus é que deveria ser o segredo de cada um para nos tornarmos de fato vencedores. Cristo não ficou ali, pensando a cada vez que o batiam, qual seria o momento em que Deus desceria e atearia fogo em Roma, não ficou esperando o momento pelo qual Ele iria se tornar imune às dores, Ele simplesmente Se entregou, e quando estava morrendo, Ele confessou sua vitória: Está Consumado.

Assim também como Paulo, que sofreu tantas perseguições. Ora, Paulo era um estudioso da Lei, e tinha grande prestígio entre os grandes e entre as elites de seus dias. Ele poderia ficar esperando uma recompensa, por ter abandonado tudo o que tinha e seguir a Deus, mas ao invés disso Deus o deixou viver toda sua vida com “um espinho em sua carne” e Paulo, como um verdadeiro cristão, sofreu por amor de Cristo, e foi perseguido sem esperar por uma recompensa terrena, sem esperar pelo momento em que Deus o elevaria e o exaltaria acima de seus inimigos, acima daqueles que o feriam. Nem tão pouco ficou orando a Deus para que tirasse as angústias de sua vida. Ele foi morto como um louco, porém assim como Cristo, sabendo reconhecer nisso sua vitória, suas últimas palavras foram: Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?

Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.
Filipenses 1: 20 e 21

Vencer não é ser exaltado, não é ver aqueles que te feriram morrerem e pagarem pelos seus erros, isso é uma concepção denominacional de vitória. Nós que professamos estar em um nível mais alto, devemos enxergar nossa vitória em Cristo, pois se Ele vive em nós, então devemos estar mortos!

Se quisermos ter vida eterna, o único modo de conseguir isso é não vivendo para nós mesmos. É conseguir entender que as lutas e problemas nunca acabarão aqui, e que dia após dia seremos usados por Deus para cumprir os desejos Dele, e talvez isso nos leve ao extremo sofrimento na carne, mas certamente levará nossa alma a um passo mais perto da eternidade. Vencer é abrir mão dos desejos e sonhos, pois ninguém pode cumprir a vontade de Deus e a vontade da carne ao mesmo tempo.

“(…) Você não pode estar com você mesmo e com Jesus; você vai descobrir que você é o maior inimigo que você tem. Se eu puder tirar William Branhan do caminho, Jesus pode ter um maravilhoso tempo. Mas você tem que tirá-lo do caminho. ” O Poder da Decisão, parágrafo 65(Segunda Parte)

O Espírito Santo em nós é a única coisa que nos trará Fé de Rapto, e o que nos dá direito a Ele é a obediência total à Palavra de Deus. Porém, para não vivermos angustiados, como Jonas, desejando morrer, por parecer antiquado e desamparado a frente das demais pessoas, devemos saber não apenas aceitar a vontade de Deus em nossas vidas, mas também saber reconhecer que nisso, na obediência total, é que nos tornamos mais que vencedores em Cristo!

Redação Assim Está Escrito

  • Danielle Cruz

    Oh!!!Maravilha!!!

  • Viviane Reis Delfino Santos

    É a pura verdade meu DEUS!!

  • Renata Sales

    Amem!verdade.

  • Raquel Aline

    Maravilhoso!