O Que Significa O Sacrifício? | Assim Está Escrito

A obediência é o maior sacrifício que alguém pode oferecer.

Você já se perguntou sobre qual o verdadeiro significado do Sacrifício? Já se perguntou se tem vivido uma vida de Sacrifício, e se O tem entregue de forma genuína?

Iniciaremos esse assunto refletindo sobre o quão marcante, e importante tem sido o ato de sacrificar-se (por algo ou causa) desde os primórdios da humanidade. Também falaremos sobre como essa ação foi e é um verdadeiro marco para a remissão e garantia de vida eterna para a Noiva de Cristo.

A palavra sacrifício tem origem no latim “sacrificius/sarcer” sagrado, e “facere”  fazer. Por isso, a palavra Sacrifício tem como significado: sacrificar e tomar algo sagrado.

Através das escrituras sagradas encontramos que antes do pecado no Jardim do Éden, Adão e Eva viviam uma vida harmoniosamente perfeita na presença de seu Criador. E assim foi até o momento em que Eva comeu do fruto proibido e transgrediu a Palavra de Deus que havia proibido tal ato.

E se nos atentarmos para essa passagem Bíblica, baseando-nos na Mensagem do profeta William Marrion Branham, notaremos que ali estava ocorrendo o primeiro de todos os sacrifícios.

Vejamos:

Adão sabia do erro que Eva havia cometido, contudo sendo um tipo perfeito de Cristo, entregou-se a ela, do contrário, ela seria destruída por sua transgressão:

“…Adão havia sido feito à semelhança de Deus. Ele era um filho de Deus. Como um filho de Deus, ele não podia ser tentado e logo cair. Isso seria impossível. Assim sendo Deus tomou um subproduto do homem para permitir a queda. A mulher não saiu diretamente da mão de Deus como um produto original de Deus. Ela foi formada do homem. E quando Deus fez com que ela fosse tirada do homem, ela foi completamente diferente das demais fêmeas que Ele havia criado; ela tinha a capacidade de ser enganada…”

(As Sete Eras da Igreja, 2015, p.187)

O preço pela desobediência foi a destituição de Adão e Eva do Jardim do Éden e, consequentemente, da presença de Deus. Contudo, através da sublime e soberana misericórdia de Deus, o Criador matou um cordeiro puro e sem manchas, e vestiu Adão e Eva com as peles. Fazendo isso, o sangue do cordeiro escorria por suas pernas e pés, deixando marcas de sangue pelo caminho. Essa foi a perfeita demonstração de que através do sacrifício o homem retornaria à presença do Criador, o Soberano e Misericordioso Deus, novamente.

Agora, desse ponto em diante, veremos que somente a Semente Real (os filhos de Deus desde a sua origem) pode compreender, através da revelação, que a verdadeira adoração e o real significado de sacrifício é o sangue e a remissão dos pecados através da morte de um inocente que toma o lugar daqueles que estão em transgressão.

Em Gênesis vemos exatamente isso, no momento em que ao oferecer para Deus uma adoração, Caim preparou flores e ornamentos, enquanto Abel, sendo a semente de Deus, ofereceu-lhe um sacrifício verdadeiro (um cordeiro morto sem manchas ou máculas) por fé, através da Revelação.

Nas Escrituras Sagradas lemos que Deus mandou que Abraão matasse seu único filho primogênito em forma de sacrifício, contudo no momento em que Abraão teria o matado, Deus proveu para ele um carneiro, oferecendo-o em lugar de seu filho:


“E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha. E estendeu Abraão a sua mão, e tomou o cutelo para imolar o seu filho; Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho. Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho.”

(Gênesis 22:9-13)


 

Nessa passagem Bíblica podemos compreender alguns significados sobre sacrifício. Primeiramente podemos refletir sobre como Abraão, sendo semente de Deus, estava completamente rendido à vontade Divina, estando plenamente disposto a realizar o que Deus ordenou, rendendo seu próprio querer, e nos ensinando que um filho de Deus sacrifica até aquilo que mais ama em prol da aproximação com seu Criador. Desta forma, devemos buscar pela compreensão de:

Até que ponto estamos dispostos a sacrificar nossas vontades, quando professamos ser Semente Eleita. Temos ouvido e crido que Ele está nos guiando, e provendo para nós tudo aquilo que necessitamos?

Durante todo o Velho Testamento, o sacrifício era tido como um ritual sagrado. Os homens levavam seus sacrifícios ao templo, como forma de alcançar de Deus a expiação de seus pecados. Contudo, com o passar do tempo o ritual tornou-se um evento tradicional, de forma que os homens os faziam sem sinceridade, deixando de lado seu verdadeiro significado, bem como disse o irmão Branham:

“Sem sinceridade, sem verdadeira tristeza pelo pecado. Ele disse que esconderia Seu rosto dos rituais deles. Suas orações eram impotentes. Eles oravam, oh, claro. Eles iam lá e faziam suas orações. Eles ofereciam seu sacrifício. Tornou-se uma formalidade.” (Perdão, 1963, parágrafo 125)

Durante toda a história da humanidade, o homem somente tinha como recurso para a expiação de seus pecados, animais que morrendo em lugar do homem não poderia justificá-lo, já que a vida dos animais sacrificados não podia retornar a eles, e nem fazer com que fossem libertos de todos os seus pecados.

Assim, Deus teria de prover um cordeiro para que aqueles que quisessem ser salvos pudessem encontrar perdão e retornar ao companheirismo perfeito com O Criador; e o único digno para isso, seria através da morte de alguém sem manchas ou máculas, alguém que vivesse uma vida completamente rendida à vontade de Deus. E o único Digno foi Jesus Cristo, o Filho Primogênito de Deus, que veio ao mundo, morrer por aqueles que crescem no Eterno Sacrifício.

Na mensagem “O Livro da Vida do Cordeiro”, o profeta William Branham traz uma divina mensagem sobre o quão marcante foi o Sacrifício de Cristo por sua Noiva:

“Bem no princípio, e Ele viu que havia algumas pessoas que iam desejar ser salvas, algumas pessoas que iam querer ser salvas, algumas pessoas que eram leais em seu coração. Elas queriam ser salvas. Então, Ele tem que fazer os preparativos para a salvação deles, isso mesmo, ou nunca serão salvos. E Ele sabe que qualquer coisa imperfeita não pode entrar no Céu, de forma que Ele tem que abrir um caminho de perfeição para eles…Então, lá no passado, Ele disse: “Eu Mesmo descerei ao mundo e Me revestirei de carne humana, e pagarei a pena que se requer aqui. E tomarei o lugar, e Eu os tornarei perfeitos porque Eu os trarei em Mim, e Eu Sou perfeito. Então quando Jesus disse: Sede vós pois perfeitos, como os que são… Deus é perfeito. Então aqui estava este corpo lacerado que foi açoitado e moído por causa do pecado, e todo pecado que o mundo já teve, ou ainda teria, foi colocado sobre Ele. E Ele é o corpo que Jeová ressuscitou lá no último dia, no terceiro dia após a Sua morte. E se estamos neste Corpo, somos tão perfeitos quanto é o Corpo. Amém. Aí está. Como se entra no Corpo? Como se entra Nele? A Bíblia disse, em Romanos 8:1: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Não lhes importa o que o mundo diz, ou o que mais ninguém, diga, ou ainda o que a família deles diga. Eles andam no Espírito de Deus, em amor perfeito, divino.”

(O Livro da Vida do Cordeiro, 1956, p. 11)

Antes da fundação do mundo, Deus preparou a redenção para seus filhos, e absolutamente nada estava oculto de sua mente. Ele viu que o homem cairia, e projetou um caminho de retorno. Quando Ele disse para Adão que haveria um caminho de volta, Ele sabia que esse caminho seria conduzido através de cada gota de Sangue que Ele mesmo Verteu no Calvário.

Durante toda idade antiga, os eleitos anelavam por um redentor, e tudo isso se manifestava por tipos. Porém, somente no Verdadeiro e Real Sacrifício, O Senhor Jesus Cristo derramou toda cura, perdão e amor, e está nos conduzindo de regresso ao Eterno Lar.

E agora nós sabemos o que foi o Verdadeiro Sacrifício, tem o significado de entrega genuína e real, e que nada nem ninguém poderá nos salvar, senão Cristo.

Mas, infelizmente, mesmo diante de tamanha graça, o mundo está cada dia mais distante destas verdades, e nega a Palavra e Cristo. O mundo hoje entra na mesma formalidade e incredulidade dos homens do passado, negando a eficácia do evangelho, e vivendo uma vida longe da Palavra, como lemos na Mensagem Perdão, pregada em 1963 pelo irmão Branham:



“Você sabia que em Segunda a Timóteo, versículo 3, ou o capítulo 3 de Segunda a Timóteo, fala-nos a mesma coisa, que assim ficaríamos nos últimos dias? A Bíblia disse aqui: “Nos últimos dias, sabe isto, que o tempo viria quando os homens seriam obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, e sem amor para com os bons; tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque este é o tipo que vai de casa em casa, e leva mulheres néscias, levadas de várias concupiscências, e que sempre – sempre aprendem, e nunca podem chegar ao conhecimento da Verdade.” Agora, se a Bíblia prediz que viria a hora em que a igreja chegaria a essa mesma tradição em que eles estavam, por seus rituais, aqui está novamente, uma religião tradicional, impotente.”


 

Diante de tudo o que sabemos, é necessário entendermos o nosso dever como cristãos. Como cristãos devemos morrer a cada dia para nós mesmos, e viver uma vida rendida à Palavra, confiando a Ele todas as nossas debilidades.

E como bem disse o profeta William Branham, uma das maiores formas de sacrifício a Deus é viver para os outros: “Vida eterna é viver para os outros”(Aquele Dia no Calvário. parágrafo  76).

Deus entregou Sua Vida por nós lá na Cruz, um amor sem igual. Trazendo para nós um legado de amor ao próximo. Mas o que seria esse amor ao próximo? É servir e amar ao nosso irmão, independente da fraqueza, pois convivemos com pessoas que, embora tenham a mesma fé, possuem personalidades e condutas diferentes. Também devemos ser assim, com todas as pessoas que têm fé diferente. Não devemos julgar uns aos outros, porque cada um se encontra em um patamar diferente.

Pensando por esse lado, talvez você esteja em um patamar mais alto, o outro esteja num patamar mediano, e outro alguém em patamar mais baixo. Mas a todos devemos tratar da mesma maneira: Com amor. Lembremo-nos sempre do nosso profeta que nos ensinou que vida eterna é viver para os outros. E essa é, também, uma forma de sacrifício vigente em nossos dias. Esse é nosso sacrifício, é isso que temos que oferecer a Deus nesses últimos dias. Sejamos obedientes e fiéis a Sua Palavra, sacrificando os prazeres carnais deste mundo, pois sabemos que tudo isso será recompensado ao findar as nossas vidas nesta terra.

A obediência é o maior sacrifício que alguém pode oferecer. Portanto, sejamos obedientes para permanecermos seguros em Deus.

“ Rogo-vos, pois… pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus – que é o vosso culto racional.”

 (Rom 12:1)

 

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Um comentário

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    Tiago José

    15/02/2022 as 08:35

    Amém! Mais um aprendizado para continuarmos vivendo diferentemente deste mundo.

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