Seu Cabelo Tem Fome De Quê?

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O cabelo é um atributo físico ligado à autoestima e ao aspecto psicossocial. Além disso, muitas vezes, o cabelo reflete o estado geral de saúde do indivíduo. Cuidar do cabelo de dentro para fora, alimentando-o com os nutrientes que ele precisa também é uma forma de exercer o autocuidado.
Esse é um dos assuntos mais esperados pelas pessoas, afinal, o cabelo é um atributo físico ligado à autoestima e ao aspecto psicossocial. Além disso, muitas vezes, o cabelo reflete o estado geral de saúde do indivíduo.

A cabeça é o ponto mais alto do corpo e é considerada o centro vital humano em muitas culturas. Nela estão os fios que nascem, crescem, caem, continuam crescendo após a morte física e guardam, por décadas, informações genéticas e informações sobre determinados hábitos alimentares de seus donos.

Além de ser um ornamento protetor da cabeça, simbolicamente, o cabelo representa poder, força e vitalidade, aspectos que estão muito além da estética. Portanto, a queda intensa de cabelo pode ocasionar ansiedade e depressão, prejudicando a qualidade de vida.

O fio de cabelo nasce no bulbo ou folículo capilar (raiz que fica dentro do couro cabeludo) e a haste que cresce é formada pela proteína queratina. Cutícula, córtex e medula são as 3 camadas que formam o comprimento do fio, contendo em sua estrutura vitaminas, minerais, aminoácidos, lipídeos e água.

A queda de cabelo ou alopecia é uma queixa muito frequente entre a população. Existem as alopecias do tipo cicatricial (condição irreversível em que ocorre a morte do bulbo) e as do tipo não cicatricial. Os 3 tipos mais comuns de alopecia não cicatricial são: alopecia areata (AA), alopecia androgenética (AGA) e eflúvio telógeno (TE).

AA é uma doença capilar autoimune, possivelmente ocasionada por fatores genéticos e estresse. Apresenta pontos bem específicos de queda de cabelo e pode ocorrer em qualquer idade.

A AGA, como o próprio nome diz, é causada por fatores hormonais e genéticos. O excesso do hormônio DHT (di-hidrotestosterona) altera o DNA da matriz capilar prejudicando o ciclo normal de crescimento do cabelo. Dessa forma, os fios tornam-se mais curtos, ralos e claros. Em homens, o processo pode iniciar ainda na adolescência e em mulheres, geralmente, após os 30 anos.

Já as carências nutricionais (principalmente de proteínas, ferro, zinco e biotina): dietas de emagrecimento e cirurgia bariátrica sem orientação e acompanhamento nutricional; problemas de absorção intestinal; pós-parto; infecções e febre; uso de alguns medicamentos; estresse emocional; exposição à radiação ultravioleta e penteados que tracionam o cabelo são alguns dos agentes causadores do TE.

Outras condições de saúde que também podem desencadear queda de cabelo são problemas na tireoide, menopausa e SOP (síndrome dos ovários policísticos).

Os principais nutrientes envolvidos na saúde do cabelo são:

Vitamina C – um dos maiores antioxidantes naturais, atua na síntese do colágeno, importante componente do cabelo, exerce papel complementar ajudando a melhorar a perda de cabelo por deficiência de ferro. As melhores fontes dessa vitamina são acerola, goiaba, caju, mexerica, laranja, maracujá, manga e brócolis.

Vitamina A – participa da expressão de genes que dão origem, por exemplo, à queratina e ao colágeno. Hortaliças e frutas amarelas, alaranjadas, verdes e vermelhas são fontes de carotenoides que se transformam em vitamina A no organismo. É importante destacar que, como tudo na Nutrição deve ser balanceado, tanto a deficiência como o excesso (via suplementação) de vitamina A estão associados à alopecia.

Biotina – nesse contexto, sua principal função é a síntese de proteínas, principalmente de queratina. Também é antioxidante, atuando no desenvolvimento do folículo capilar e na melhora do estresse emocional. A deficiência de biotina pode causar alopecia e despigmentação dos fios. Está presente em nozes, cereais, ovo de galinha, hortaliças, frutas e leite.

Mas atenção: para obter benefícios capilares com a biotina, manter a microbiota intestinal saudável e íntegra para a produção interna e a absorção eficiente desse nutriente é relativamente mais importante do que as fontes alimentares.

 Aminoácidos sulfurados – cerca de 27% das proteínas do cabelo são compostas por 8 aminoácidos essenciais, ou seja, aqueles que só obtemos por meio da alimentação. Em princípio, a falta desses nutrientes causa atraso no crescimento normal do cabelo, afinamento dos fios e, finalmente, queda capilar de forma generalizada no couro cabeludo. Portanto, a ingestão adequada de proteínas de boa qualidade como carnes, ovos, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico), leite e derivados é fundamental para a saúde capilar.

Selênio – talvez a principal função desse mineral na alopecia seja o seu caráter antioxidante. Atua em conjunto com as vitaminas E e C e ajuda a regular os hormônios da tireoide. As sementes de girassol descascadas e torradas e as castanhas do Brasil ou do Pará são as principais fontes desse mineral.

Zincoas sementes de abóbora, as carnes (acém cozido) e as castanhas de caju contém boas quantidades desse mineral. Ele é fundamental para o funcionamento da vitamina A no corpo, ajuda na recuperação dos fios participando da síntese da queratina e dos ácidos graxos essenciais, os quais protegem o folículo capilar.

Ferro – elemento importante para a irrigação sanguínea do couro cabeludo, uma vez que faz parte da hemoglobina que transporta oxigênio e nutrientes pelo corpo. O ferro também é essencial para a enzima ribonuclease redutase, envolvida na síntese de DNA do bulbo capilar, fazendo o cabelo crescer e se desenvolver. É encontrado em sua forma mais funcional, preferencialmente, em carnes bovinas e vísceras (fígado, rim, coração).

Silício – atua na produção do colágeno do tipo I e está associado à espessura dos fios. É um mineral com baixa biodisponibilidade no organismo, portanto, deve ser suplementado pelo nutricionista.

Existem casos de queda capilar em que a suplementação se faz necessária, o que deve ser feito pelo nutricionista. Ele saberá calcular as quantidades de cada nutriente de forma individualizada.

Cuidar do cabelo de dentro para fora, alimentando-o com os nutrientes que ele precisa também é uma forma de exercer o autocuidado!

Mariana Macedo

Mariana Macedo

Sou Mariana V. T. Macedo, Nutricionista, (CRN9 - 11.884), formada e atuante na área clínica há quase 10 anos. Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional, Nutrição Esportiva e em constante evolução em todas as áreas da vida. Minha missão é ser uma agente transformadora da saúde e pensamento das pessoas, tendo em vista que um corpo saudável necessita de cuidados que vão muito além do peso, além de uma simples dieta e contagem de quilocalorias. Além da estética.


5 comentários

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    Ione Lopes

    03/03/2021 as 09:48

    Excelente! 💋❤🙏🙏🙏

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    Mariane Oliveira

    03/03/2021 as 10:26

    Drª Mariana, excelente texto! Esse é um assunto muito interessante, e que nos mostra que é cuidando de dentro para fora que se consegue bons resultados em todos os aspectos da saúde. Deus te abençoe!

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    Júlia Campos

    03/03/2021 as 10:51

    Muito bom! Texto com muitas dicas e informações que vale a pena seguir

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    Renata Andrade da Silva

    03/03/2021 as 10:57

    Que bacana!!!!

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    Ileni Carvalho Vivas

    04/03/2021 as 22:02

    Otima explicasão

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