Simplesmente Dispa-se, Depois Revista-se!

O que nos chama a atenção é que todas às vezes que Deus trabalha com o homem, a primeira atitude requerida é sua rendição: dispa-se!

No início não foi assim, era diferente. Não havia a necessidade de nos armarmos, de criarmos fortalezas para nos protegermos de tudo, inclusive, até de  nós mesmos. É impressionante como há formas, estudos e conhecimentos especializados em criar roupagem e couraças para conseguir sobreviver nos dias de hoje. Mas, antes de tudo, não era assim.

            Lá havia um ambiente diferente, harmônico e seguro. Não carecia de aparato para viver de maneira possível. Antes era assim: ‘E ambos estava, nus, o homem e a sua mulher, e não se envergonhavam’ (Gênesis 2: 25). Foi entrar o conhecimento (da ciência do bem e do mal) em seus corações que iniciou a vontade de se esconder, por se sentirem na necessidade de vestir algo, se vendo desnudados (Gênesis 3: 7 e 8). Dali para frente, onde o contexto era a queda do homem, observamos o efeito de querer produzir vestes para si. Um casal que possuia tudo ao redor de si, quando Deus buscava Adão e Eva para passear pelo Jardim.

            Até hoje nos vemos sempre em busca de nos aparelharmos de algo. Seja uma nova moda, uma ferramenta tecnológica, uma base filosófica, um conhecimento científico onde sempre procura-se saciar um desejo de vestimenta. Sente-se seguro com quaisquer tipos de roupas desde de que se sinta bem, com sentimento de que pertença a um ritual, um comportamento, um pensamento coletivo de identificação satisfatório tanto para si como para a sociedade em que se vive. Mas, no início não havia vergonha de andarem nus, sem toda essa roupagem totalmente humana e tão pregada e admirada hoje.

            O que nos chama a atenção é que todas às vezes que Deus trabalha com o homem, a primeira atitude requerida é sua rendição: dispa-se! Não dá para trabalhar com o que está escondido atrás de tantas roupas aparentemente carregadas de beleza e atratividade.

            Moisés, um grande profeta que pisou na terra, durante anos aprendeu a planejar, elaborar e mesmo apresentar espécies de condições para viver e se apresentar por onde passava. Sua sociedade pregava esses comportamentos. Moisés vivia com o governante da terra, um reino próspero, embora, através de dores e lamento de um povo. Vestiu-se com bastante glamour para prestação de serviços humanos. Mas, não era ali que a habilidade de Moisés era tão útil. Havia um propósito maior em seu caminho, e para isso, necessitava de uma outra maneira de agir.

O profeta irmão Branham expôs um quadro semelhante a isso: “Tire seus sapatos, Moisés. Quero falar com você. Dispa-se, até mesmo dos seus sapatos. Você está-você está prostrado no chão novamente. Quero falar com você” (Um prisioneiro, parágrafo 1501). Em outras palavras, desnude-se! Se isente desta roupa que produz um peso desnecessário.

            Saulo, um dos maiores alunos de Gamaliel se tornou um verdadeiro douto naquele tempo. Tão instruído que fora cegado por duas vezes em sua história: primeiro, seu empenho em perseguir os cristãos, pois sua visão era apenas para vestimentas externas, roupagens humanas e sociais. O segundo tropeço, onde caiu como Saulo, com suas antigas vestes, levantou um Paulo, com seu firme fundamento da necessidade de uma verdadeira couraça a ser vivida cotidianamente: Efésios 6: 10.

            Portanto, primeiro é necessário despir-se, e somente depois, revestir-se! Tirar o primeiro para manifestar o segundo (leia o contexto de Hebreus 10), de acordo com a vontade de Deus. Homens e mulheres que com suas indumentárias tradicionais se esforçaram para se entregar, se renderem, abrirem mão de suas especialidades, conhecimentos enraizados, verdades pessoais, crenças modernas, fortalezas imaginárias e deixaram para trás as velhas práticas humanas para uma profunda entrega; uma manifestação íntima, um despojo real, um descobrir que a verdadeira nudez diante de Deus sempre foi um caminho para aproximar de Sua santidade. É não se envergonhar de se apresentar a Deus da maneira em que se é! Não nos preocupamos se tivermos que nos revelar, desvestir, como Adão e Eva, que possuíam uma grande liberdade com Deus. Primeiro, simplesmente dispa-se; depois, revista-se com a Armadura de Deus!

Nota

1 William Marrion Branham, Um Prisioneiro. Culto pregado em Jeffersonville, Indiana – EUA em 17 de julho de 1963. Gravações A Voz de Deus.

3 comentários

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    Isabel Cristina

    20/05/2020 as 10:19

    Que Deus nos ajude a colocar isso em prática nas nossas vidas!!! Deus abençoe a cada um!!

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    João Laudevar

    20/05/2020 as 11:25

    Esquecendo me das coisas que para trás ficam avanso para o alvo é maravilhoso amemnamem Nova vestimenta

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    Isabela

    20/05/2020 as 18:01

    Que texto maravilhoso! Me levou a refletir em várias coisas.. Deus continue abençoando.

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