Nenhum Sacrifício, Nenhuma Benção | Pr. Wanderley Vilaça | 29/10/2017

Menu

Culto Online Web Rádio

Nenhum Sacrifício, Nenhuma Benção | Pr. Wanderley Vilaça | 29/10/2017

“Saiamos pois a Ele fora do arraial levando Seu vitupério. ” Hebreus 13:13

Jesus Cristo ao morrer no calvário fez o maior sacrifício que alguém poderia fazer, porque Ele deu Sua própria vida para salvar Seus filhos, que outrora eram pessoas pecadoras e indignas, escravas de Satanás. Ele foi o cordeiro provido por Deus para ser colocado no lugar daqueles que haviam transgredido sua Palavra.
Mas para que o preço que foi pago na Cruz surta efeito, é necessário que aconteça uma identificação pessoal do indivíduo com ela. Ele precisa tocar através da sua fé firmada sob a revelação nas Escrituras aquele Calvário e tomar consigo o mesmo peso que Cristo carregou. Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga me”. O que significa passar pelo mesmo caminho o qual Ele percorreu; sendo caluniado, zombado, provado, mas passando por tudo como um Filho de Deus. Percorrendo um caminho do inferno ao Calvário, do Calvário a Glória Celestial. De pecadores moribundos totalmente perdidos, a redimidos, de redimidos a governantes. Deus tem provido um caminho. Jesus Cristo desce ao inferno após a sua morte e de lá Ele veio rasgando todo véu que nos prendia, dando nos acesso aos céus dos céus, as regiões celestiais em Cristo Jesus.
Mas para que isso se torne uma realidade é necessário que a via realmente funcione em mão dupla: Ele já fez tudo o que era necessário por nós e continuará nos dando todo o suprimento necessário, mas será que nós temos nos sacrificado o suficiente para alcançar todas as bênçãos que temos de tomar? Não se trata mais do sacrifício o qual Cristo fez por nós, mas o que devemos fazer por Ele. E uma das primeiras coisas é levar a Sua vergonha conosco; seu vitupério. Sacrifício que nos leva a uma renúncia e crucificação de nós mesmos aos nossos projetos de vida, ideias, nosso querer e vontade. É abandonar todas as práticas do mundo para viver uma vida consagrada.
O profeta William Marrion Branham nos mostra que não há muito o que se receber num culto se não houver sacrifício; expectativa. Deus tem cada vez mais, nos dado conforto e recursos para levarmos uma vida tranquila e organizada, mas o que parece ter acontecido é que em verdade o tempo reservado para consagração, leitura, oração, cultos domésticos e todas as demais coisas espirituais tem diminuído cada vez mais. Muitas vezes não sacrificamos como deveríamos e por isso não recebemos o que precisamos; nossos lábios não tem sacrificado louvor e incenso.
Hoje, Deus não requer que desfaçamos de todo o conforto que Ele tem nos permitido, mas Ele quer que nós mantenhamos sempre o primeiro amor ardente pela Palavra em nossos corações, de uma forma a sempre se tornar mais intenso, e não frio. Manter a revelação viva em nossas vidas para nos tornar candeias acesas, com uma luz que é reconhecida por qualquer um que passa pelo seu caminho.
Ele não está procurando nos agradar, mas está requerendo que nos tornemos Seu prisioneiro, presos a Sua vontade. Porque nosso papel na igreja, não é ser mimados com regalias e pensar poder mandar e desmandar quanto ao que gostamos e não gostamos, mas estamos na igreja para sermos imitadores de Cristo, em Sua prisão. Fora de todo arraial mundano, com lábios e vidas puras em sacrifício constante, mantendo o fogo ardente e ascendente em nossas vidas.