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O Caminho Da Páscoa

1- “E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.” Mateus 28:1-10

De fato aquela era uma linda manhã. Maria Madalena e Maria caminhavam apressadamente em direção ao lugar onde haviam colocado o corpo de Jesus. Além do pranto, e dor pelo recente sofrimento e morte de Jesus, elas carregavam em si fé e esperança. Traziam em seus corações as lembranças das promessas que ouviram nas palavras de Jesus Cristo.

Ambas saíram para ir ao sepulcro antes do amanhecer. A madrugada ainda estava escura, mas elas não estavam se importando com a escuridão. Caminhavam com cuidado em direção ao sepulcro, para que não fossem vistas pelas pessoas. Caminhavam relembrando a última páscoa; Jesus parecendo estar Se despedindo disse aos discípulos:

E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até aquele dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu pai.” Mateus 26:29.

Levavam consigo especiarias, aromas que preparam para ungir o corpo de Jesus. Mesmo que tivessem presenciado Sua morte, queriam adorá-Lo. E naquela manhã ao nascer do sol quando os pássaros pararam de fazer barulho, e a estrela da manhã rompeu no horizonte clareando o caminho delas, algo como um grande meteoro, cruzou a terra e pairou sobre o sepulcro onde Jesus estava.

2- “E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela.”

Ao presenciarem essa cena sobrenatural, um grande temor e espanto caiu sobre elas. O clarão em meio a sombra da manhã era algo inconfundível. No entanto, Maria Madalena e Maria permaneceram ali acompanhando tudo bem de perto. E mesmo estando destemidas diante daquela cena (a pedra sendo removida), não sabiam para qual lado olhar. Foi curioso e admirável olhar para o anjo e para dentro do sepulcro naquele momento. Contudo, quando entraram no sepulcro e não encontraram o corpo Santo de Jesus, ficaram perplexas. Caiu-lhes os semblantes e prostraram-se com seus rostos ao chão. Até que em poucos instantes apareceu-lhes dois varões.

3 – “E o Seu aspecto era como um relâmpago, e a Sua veste branca como neve.”.

Ali estava a resposta que elas procuravam. É possível imaginar o rosto pálido de Maria, desejando saber a respeito de seu Mestre (Onde está o meu mestre?). Foi um momento marcante! O rosto de Maria demonstrava que suas esperanças estavam acabando; perdendo suas forças por causa do medo de não ter resposta para sua alma: “Aqui está teu Salvador!”

Ambas estavam traumatizadas por causa do martírio da morte de Jesus. As lembranças ainda estavam vivas em suas mentes, pois apenas três dias haviam passado desde o escárnio e a crucificação do Homem, o qual criam ser o Filho de Deus. Viram os tantos milagres que foram feitos por Ele… as cenas aterrorizantes de sangue também estavam vivas em seus corações. Desta forma era impossível não comentar sobre o que viram. Sobre o momento em que os cravos fenderam as palmas das mãos de Jesus… e ainda sim, a fé foi suficiente para dar-lhes coragem para irem procurar Jesus.

E a decepção que os discípulos tiveram ao ver a atitude de Judas para com Jesus?! Judas esteve o tempo todo entre Jesus e os discípulos como um falso amigo. O dia em que o Filho de Deus morreu, foi certamente o pior dia que a terra presenciou. Toda a terra ficou de luto, e lutou contra as trevas que haviam se estabelecido sobre ela, escurecendo o sol. E naquele mesmo momento o véu do templo foi rasgado de alto abaixo, demonstrando ser o fim de todas as coisas. Houve um “dilúvio” que eliminou todas as esperanças de um novo mundo.

4 – “E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos.”

Os guardas não tinham forças e nem fé suficiente para suportar aquele momento tão sagrado; pois aquele era um momento destinado apenas aos eleitos predestinados desde antes da fundação do mundo. Aquele momento também foi especial para o povo do Novo e do Antigo Testamento; pois as escrituras estavam se cumprindo. E ao olharmos para aqueles guardas compreendemos que, eles não tiveram revelação para entender o que o Anjo estava dizendo.

5 – “Mas o Anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado.”

6 – “Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia.”

Aleluia! Uma alegria encheu o coração de Maria Madalena e Maria. O céu estava aguardando essa notícia em festa; todas as palavras dos profetas estavam se cumprindo. Como será que elas se sentiram vendo o cumprimento da escritura que, diz que convinha que Cristo padecesse, todavia ao terceiro dia Ele iria ressuscitar dos mortos? Oséias 6:2

7 –“Ide pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que ele já ressuscitou dentre os mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito.”

Após o Anjo ter anunciado que Jesus havia ressuscitado, não foi necessário dizer a elas para irem apressadamente anunciar aos discípulos a respeito da ressurreição de Jesus. A reação delas foi automática. Assim é possível não imaginar a alegria que envolveu os corações daquelas cristãs; a quantidade de “louvado seja Deus” e de pronúncias em adoração a Jesus fizeram, mesmo sem tê-Lo visto ressurreto.

8 –“E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos.”

E assim com o saber daquela notícia encheu de gozo e alegria o coração delas, saber da mesma notícia também preenche o coração de cada filho de Deus.

9 –“E, indo elas a dar as novas aos seus discípulos,eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram.”

Poder tocar em Jesus ressurreto, é na verdade uma glória. Aquele era o momento para oferecerem uma adoração perfeita. E para derramarem especiarias de aromas sobre Ele.

10 – “Então Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão à Galiléia, e lá me verão.”

E regozijando com muita alegria, voltaram comentando sobre as maravilhas que viram, com risos e lágrimas (“Era realmente O Mestre. Eu vi as marcas em suas mãos”).

O motivo pelo qual também estamos comemorando, é porque Jesus ressuscitou para nos dá fé para lutar pela vida eterna! Esse é na verdade o Caminho da Páscoa, onde podemos encontrá-Lo através do caminho que Ele próprio fez por meio de Sua ressurreição. Nós, somos aqueles que não O viram, e mesmo assim cremos n’Ele. E isso nos leva a ter a mesma experiência que eles tiveram no dia em que encontraram o sepulcro vazio.

Redação Assim Está Escrito

Comentário(1)

  1. Responder
    Leonardo Paixão says:

    Excelente artigo! Deus continue abencoando a equipe de redação! Shalom.

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