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A Gentileza de William Marrion Branham

A palavra ‘gentileza’ tem em sua definição características como atenção, cuidado, educação e amabilidade. A gentileza enquanto palavra não é citada diretamente em nenhum mandamento bíblico, entretanto, o Profeta William Branham a define para nós com sua própria conduta. Ao olharmos para a vida do profeta, veremos que ele em todos os momentos de sua vida portou-se como o verdadeiro cristão que era. Sempre bem-educado, atencioso e cuidadoso tanto no fazer, quanto no falar; usando a gentileza com todos, não importando quem estivesse ao seu redor. E desta forma vemos que a gentileza não é somente uma qualidade qualquer que algumas pessoas possuem, e outras não. Mas, ela é uma característica que todo cristão deveria, e deve ter.

Embora em nossos dias a gentileza tenha se tornado tão escassa que quase não a vemos mais, e nem mesmo paramos para pensar nela, observar a vida do profeta nos mostra que ela é tão importante quanto os dons, e que ela faz parte da vida daqueles que têm a estatura de um varão perfeito.

A verdadeira Igreja de Deus está buscando alcançar tudo o que lhe foi prometido pela Palavra. E é por esse motivo que nos regozijamos imensamente ao vermos ser pregado a respeito dos variados dons que Deus dá a seu povo. Dons esses que não somente dão honras e glórias à Deus, como também abençoam de forma grandiosa àqueles que os manifestam. Mas, nós precisamos saber, que muito embora buscar nos aperfeiçoar em tudo o que fazemos, e, principalmente quando fazemos algo concernente à obra de Deus seja algo maravilhoso; não podemos colocar isso como prioridade em nossas vidas, e nos esquecermos de buscar as coisas simples como é o caso gentileza, que é o que nos ajudará a sermos elevados espiritualmente. Temos que nos preocupar com essas coisas pois elas também nos ajudaram a subir os degraus da estatura de um varão perfeito.

Há um grande problema conosco hoje; nós sempre buscamos o melhor para nós mesmos. Estamos sempre tentando projetar nossas próprias “igrejas” com as nossas vozes, os nossos hinos, as nossas obras… estamos sempre aplaudindo nossas próprias invenções e nos esquecemos de olhar para as atitudes, para os exemplos que nosso profeta nos deu/deixou. Em momento algum nosso profeta faz de si mesmo alguém especial, pelo contrário, podemos o ver nos prelúdios de suas mensagens elogiando outras pessoas, outras igrejas, as vozes de outras pessoas, outras obras; e mesmo ao ministrar a Palavra, e muitas vezes com duras correções nunca faltava com a educação. Jamais fizera correção alguma tendo a intenção de ferir alguém, pelo contrário, enquanto ele corrigia as pessoas deixava bem claro que as amava, e que sua intenção era de corrigir a atitude errada que estava sendo praticada.

“Eu não tenho a intenção de te ferir, mas eu quero apenas te corrigir”. – Mensagem A Prova Da Sua Ressurreição’.

“Não é de admirar que vocês, menininhas, possam cantar tão bem, vocês, menininhas e menininhos, ouçam como suas irmãs grandes cantam, e suas mães, cantoras excelentes, é realmente bonito. Você não é aquela menininha que conheci lá do outro lado? Com certeza tem uma bela voz: Todos vocês”. – Mensagem ‘Liderança’, parágrafo 4.

Nunca vimos o irmão Branham discutindo com alguém por causa de coisa alguma. Ele também não era competitivo e deselegante, como muitas vezes nós somos chegando, inclusive, ao ponto de brigarmos uns com os outros. Muitas vezes somos indelicados uns com os outros só para não sairmos sendo os prejudicados em uma história, o “famoso não levar desaforo para casa”. Ou às vezes somos indelicados por pura vaidade, apenas para sairmos ganhando, tendo dado a última palavra sobre algum assunto. Quantas vezes falamos palavras ou temos atitudes ríspidas que magoam o nosso próximo por esses motivos e nem nos damos conta de que isso não é cristianismo? E se agimos assim, o que nos faz pensar que herdaremos o mesmo céu que o profeta William Branham?

Há testemunhos de vários irmãos que conviveram com o irmão Branham, que nos provam que ele encontrava mais prazer em ver o outro vencer do que quando ele obtinha vitória para si. Pensemos nisso: alguém preferindo perder para poder dar ao outro o prazer na vitória. Que coração é esse? Esse era um coração cristão. E por mais que pareça não existir tal coração, nós sabemos que nosso profeta o tinha. Não dá vontade ter um igual? O nosso profeta nos deu exemplo e nos mostrou que é possível. Tenhamos também!

Certa vez, em uma competição de caçada de javalis, o irmão Branham conseguiu capturar o maior javali. Porém, antes de reclamar para si o prêmio da caçada, ele conversou por um instante com o senhor que até então era o vencedor… e com uma imensa gentileza, o irmão Branham nem mesmo mencionou sobre seu javali, mesmo tendo um javali bem maior que o do senhor; ele gentilmente deixou aquele velho homem ganhar e sentir prazer achando que havia mesmo pego o maior javali.

Como mais um de seus muitos comportamentos gentis, se comportava como um excelente ouvinte. Mesmo sendo a boca de Deus aqui na terra, ele sempre deixava as pessoas falarem. Ele não falava atropelando o outro, com interesse de expor sua opinião e ser aplaudido por suas ideias. Pelo contrário, em diversas mensagens o encontramos dizendo que um outro pregador deveria falar/pregar ao invés dele. Sem falar, que ouvindo as pessoas ele captava o espírito delas. Mas nós também não seguimos esse exemplo. Nós não agimos assim. Muitas vezes nos encontramos despejando nossos problemas e nossas histórias sobre os outros, e não ouvimos o que o outro tem a nos dizer. Não damos espaço para que o outro fale; e agimos como sendo os únicos que temos algo para compartilhar.

“(…) algumas pessoas me perguntaram se eu sentia medo quando ajudava nos cultos no Tabernáculo e o irmão Branham estava lá. Bem, não me sentia com medo de modo algum, porque ele sempre nos colocava em uma posição confortável. Ele o cumprimentava com bondade e dizia: Deus o abençoe.” Livro ‘Geração’, página 56.

Vemos o profeta em todas as suas experiências cumprimentando, agradecendo, ou mesmo se desculpando com as pessoas. E diferente dele em seus dias, nos dias atuais nós temos vergonha de agradecer uns aos outros e também não gostamos de nos desculparmos. Não deveria ser assim. São essas coisas que nos ajudam a conviver como uma família cristã. E isso também é parte de uma boa educação. Como também era parte pedir a bênção para os pais e familiares mais velhos ao sair, ao chegar; ao se deitar e ao levantar; e agora não passa de uma tradição passada, e sem valor.

O profeta era tão gentil lidando com as pessoas, que para manter o ambiente ao seu redor com uma boa atmosfera, ele se desculpava com os outros mesmo não tendo culpa alguma, como vemos Vernon Man citar sobre a morte do irmão Branham no livro ‘Geração’, na página 57:

“(…) fomos até a garagem onde eles haviam rebocado o carro do irmão Branham e os bombeiros que haviam movido as ferragens do carro estavam lá. Eles disseram: “Ele é uma pessoa muito peculiar! Ele estava tão envolvido nas ferragens que mal conseguíamos tirá-lo. Enquanto estávamos trabalhando para libertá-lo, fizemos algo que o machucou e ele chorou de dor, depois se virou e nos disse: ‘Me desculpem’. Acredite, ele se desculpou por isso.”

Diante desses exemplos, podemos constatar que o irmão Branham não falhou em ser igual a Cristo, que mesmo sendo ‘O Rei’, fez-Se pequeno; e que quando Lhe bateram, Lhe insultaram e cuspiram em Sua face, permaneceu em silêncio. E que quando falou, as únicas palavras que Lhe saíram da boca foram: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem’’.

É importante lembrarmos que todas as atitudes do profeta foram feitas do fundo de seu coração. Suas atitudes não eram falsas e forçadas. Ele não as fazia perto das pessoas apenas para parecer ser elegante e intelectual; suas ações eram a prova de que o Espírito Santo estava dentro dele.

Precisamos nos lembrar de que o Espírito Santo é muito mais sensível que nós. As vezes magoamos as pessoas com nossa falta de delicadeza ao tratá-las, e achamos estar tudo bem com nossas vidas espirituais. Mas isso não está certo; pois se estiver as seguintes palavras de São Paulo não foram inspiradas:

“Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Cada um de nós deve agradar ao seu próximo para o bem dele, a fim de edificá-lo. Pois também Cristo não agradou a si próprio, mas, como está escrito: “Os insultos daqueles que te insultam caíram sobre mim”. Romanos 15: 1-3

Redação Assim Está Escrito

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