Favoritismo E Partidarismo: Dois "Ismos" Populares Que Nunca Caíram Em Desuso | Parte I | Assim Está Escrito

Como podemos dividir e ter opiniões diferentes da Mensagem, quando Ela é uma só?

Por certo, muitos de nós já lemos e/ou ouvimos falar sobre o papel do favoritismo e a aplicação do partidarismo numa sociedade. Portanto, é normal que ao nos depararmos com alguma dessas palavras, nosso cérebro, instantaneamente, nos conduza às conexões que tivemos com as mesmas ao longo da vida. Como há a grande possibilidade de muitos de nós termos tido um ‘contato popular’ com tais palavras, é normal que nosso cérebro traga à memória as conexões vinculadas ao senso comum. Isto é, sob um olhar simplório, ele pode nos fazer concordar que o favoritismo e o partidarismo são mecanismos que as pessoas contextualizam exclusivamente no meio político, e, de certa forma, isso nos impede de ter uma visão ampla das aplicações gerais dos tais conceitos.

Em seguida constataremos que os termos citados realmente são termos que denominam conceitos políticos, mas, que, aparecem em todo contexto onde há um grupo de pessoas, o que inclui igrejas.

Visto que o nosso cérebro só consegue trazer à memória aquilo que um dia fez parte do nosso aprendizado, das nossas emoções… Continuemos, pois teremos muito o que recordar.

Conheça a que se referem os termos:

 

FAVORITISMO

 

  1. O favoritismo nada mais é que uma propensão/tendência, preferência, simpatia e inclinação que se dá a um favorito.

Obs: Esse ‘favorito’ não se aplica somente a pessoas, mas a conceitos, ideologias, partidos e etc.

2.  Ideologicamente, o favoritismo faz referência ao sistema político que beneficia, concede privilégios, sem ter em vista fatores como mérito, honestidade e qualificação.

 

PARTIDARISMO

  1. O partidarismo é uma obsessão cega por divisão e/ou por um partido.
  2. Em termos políticos, o partidarismo é o meio pelo qual as pessoas (cidadãos) fazem contato com os partidos. Isto é, como o partidarismo baseia-se no ato de assumir uma posição no tocante a uma situação (um partido) ele é tido como o fator político que direciona o indivíduo a: tornar-se responsável por algo ou concordar, assumir uma opinião, defender uma causa, apoiar, não ser indiferente, e estar de acordo com algo e/ou alguém.

Numa linguagem mais popular, diríamos que o partidarismo é o ato de ‘escolher um lado’.

Ainda que fizéssemos uma análise superficial da definição do primeiro termo e conceito mencionado, desaprovaríamos o uso do favoritismo no convívio social, e, como cidadãos, buscaríamos aplicar, com equidade, o conceito de partidarismo no momento de exercer nossos deveres cívicos. Porque mesmo que a democracia nos conceda a liberdade,  o  direito de escolher, em qualquer ambiente, um partido, um lado que favorecemos, é injusto usar nossos próprios direitos para atribuir às pessoas posições e valores que não lhes cabem.

Sendo assim, vemos que no momento de exercer nossos deveres cívicos, a atitude de ter que “se tornar partidário” (escolher e votar em um lado que, por critérios pessoais, aparenta ser o ideal) é completamente compreensível. Entretanto, não podemos desanexar esse e demais mecanismos políticos de seus contextos originais e introduzi-los aleatoriamente em ambientes distintos. Porque muito embora o partidarismo e favoritismo sejam conceitos de cunho político, há a possibilidade deles serem: desanexados de seu contexto original, aplicados em contextos não-políticos, e, assim, inserirem, trazerem a política para um ambiente que, até então, era isento de política.

Na esfera natural, isso não parece surtir efeito tão grave, mas, quando mudamos o foco do natural para a esfera espiritual-religiosa, conseguimos vislumbrar o drástico e sombrio cenário que as igrejas passadas e contemporâneas têm construído após enfadarem-se da grandeza que há na simplicidade da Palavra, “casarem-se” com o Estado e promoverem um ‘império político-religioso’.

Se o ato de introduzir política trouxe hibridismo não só à igreja da Era de Laodiceia, mas a todas as igrejas passadas, o que tal atitude poderá trazer para aqueles que têm atribuído o favoritismo e o partidarismo como justificativa para tomar determinadas posições no tocante a Mensagem do sétimo anjo?

A sede por saber, por adquirir “conhecimento”, tem tirado a “sanidade espiritual” dos crentes e isso tem feito com que muitos se esqueçam que a Palavra cobrará a cada um segundo a medida de conhecimento que lhe foi dado. O que não quer dizer que os crentes devam relaxar e ficar desmotivados na busca pelo conhecer a Palavra, mas quer dizer que devem viver o que sabem. Entretanto, o problema está no fato de que muitos desses conhecimentos têm vindo de mentes humanas, e não de Deus, sendo assim, que resultado eles trarão? Ideias humanas não produzem fé de rapto.

Portanto, como cidadãos, usamos conceitos políticos para cumprir nossos deveres cívicos, como bem nos ensinou o Senhor Jesus Cristo (São Mateus 17:24-27) e o apóstolo Paulo (Aos Romanos 13:1-7). Entretanto, como cristãos, quando se trata da Palavra – a Mensagem – não podemos ser adeptos a nenhum sistema político, isso não pode acontecer! E embora não deva acontecer, tem acontecido com alguns. Muitos crentes têm tido a atitude irresponsável de, através de seus padrões políticos-religiosos, usarem o favoritismo e o partidarismo para se decidirem espiritualmente. Eles têm decidido seu destino espiritual pela opinião de um grupo e têm se esquecido de que a Fé e o Rapto são individuais. E, além disso, muitos dos que se dizem cristãos da Mensagem não têm tido a percepção para entender que, aos olhos de Deus, escolher uma “fatia” da Mensagem do profeta William Branham não é uma situação normal.

Por que dividir a Mensagem com interpretações de pontos de vista paralelos não é normal?

Repare que para se ter um partido é necessário ter algo em questão que, antes era um todo, mas, que, a partir de um momento, por intermédio de um fator, seja uma interpretação, uma opinião/ponto de vista diferente, veio a ser dividido em partes que passaram a se distinguir/diferenciar uma das outras. Portanto, para se ter um partido é necessário ter diferenças. E, no quesito divisão, com a Mensagem, não é diferente; os crentes só a dividem porque eles deixam de olhar com os mesmos olhos que o profeta viu, quando Deus lhe revelou a Palavra.

Observe que, evidentemente, para se ter interpretações paralelas da Mensagem do profeta William Branham é necessário ter observadores que estejam olhando com um ponto de vista pessoal (infiel), pois só assim eles podem ter visões e opiniões que, às vezes, não são propriamente diferentes, mas parciais e relativas; não são completas, são descontextualizadas e acabam criando bifurcações, algo paralelo.

Ao nos referirmos a pontos de vista diferentes, não estamos questionando a variedade de ministérios que Deus deu ao Seu Povo através do quíntuplo de Efésios. Não nos confundamos! Estamos nos referindo a opiniões pessoais, a premeditações, acerca da Mensagem do profeta William Branham que dão uma conotação diferente ao que ele pregou; mudam o sentido.

 Abrindo um parênteses, reflitamos: Como se pode depositar total confiança em uma pregação que, pelo crivo da Mensagem do sétimo anjo, é parcial e relativa? Como se pode confiar em alguém que foi enviado com a comissão de dar sentido à Mensagem que o profeta William Branham pregou, quando tal pessoa tem um ponto de vista infiel ao de Quem o enviou/comissionou?

Em II Reis 5 vemos que quando o profeta Eliseu recusou a recompensa de Naamã, capitão do exército do rei da Síria, Geazi, o servo do profeta Eliseu, mesmo ouvindo qual era a posição do profeta no tocante àquela situação, não respeitou a hierarquia de Deus e ignorou, infringiu, as palavras do profeta (que sabemos ser a boca de Deus). E embora ele houvesse tido a grande oportunidade de servir, de estar ao lado do profeta de Deus, na primeira oportunidade, ele, através de suas próprias ações, mostrou que não tinha qualidade para nem mesmo estar ao lado do profeta, porque quando ele foi colocado à prova, quando Deus o colocou diante de suas concupiscências (dinheiro e roupas), ele não resistiu e não deu crédito às palavras do profeta e fez parecer que o profeta tinha voltado atrás com sua palavra.

Como podemos dividir e ter opiniões diferentes da Mensagem, quando Ela é uma só?

Não faz sentido, isso vai contra os nossos próprios princípios. Se assim o fizéssemos, estaríamos como Saulo, perseguindo o Senhor Jesus Cristo em nome de Jeová; como Balaão que tentou amaldiçoar o povo de Israel, fazendo sacrifícios e as coisas de maneira correta. Isto faz algum sentido para nós?

“Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.”

1 Coríntios 12:13

Sendo um Corpo (o de Cristo), faria algum sentido para nós amputarmos, por livre e espontânea vontade, alguns de nossos membros, como se não precisássemos dos mesmos?

Quando tomamos partido dentro da Mensagem da Hora, circunstancialmente (ainda que para nós mesmos), dividimos o Corpo do Senhor Jesus Cristo e começamos a nos autodenominar e, além disso, passamos a denominar uns aos outros, quando todos deveríamos estar cuidando para ser chamados por um só nome: ‘A Esposa do Cordeiro’. E pode ser que esse tipo de atitude seja uma evidência de que nunca fizemos parte d’Ele, o Corpo de Cristo.

É isto que nossas opiniões fazem com a Mensagem: dividem!

 

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2 comentários

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    Junior Divino

    10/11/2021 as 08:21

    Que riqueza de conteúdo, todos que dizem crer na Mensagem deviam ler isso…. Isso precisa chegar a todos urgentemente

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  • Avatar
    Leonardo S Paixão

    14/11/2021 as 06:39

    Deus abençoe grandemente! Excelente reflexão

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O Tabernáculo Belo Horizonte, uma congregação cristã, firma-se sobre as bases do Ministério Assim Está Escrito, edificado com a misericórdia e graça de Deus desde 1976, quando o pastor Wanderley Pereira Lemos começou esta tão grande obra nos pilares daquela mensagem, originada do nosso Senhor Jesus, na busca daqueles que O adorem em Espírito e verdade.


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