Lanças Lançadas | Assim Está Escrito

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Aquele que tinha todo Poder sobre a terra não precisou se armar com nenhum tipo de recursos materiais para se proteger. Nem mesmo uma lança. E não há de ver que foi Um dos mais feridos por lanças?

Pode-se facilmente perceber quando alguém foi atingido por uma lança. A pessoa reflete a cor profunda da amargura.

 

Sabendo disso, façamos um paralelo com Davi que jamais foi atingido. Pouco a pouco aprendeu um segredo muito bem guardado. Descobriu três coisas que lhe impediram de ser atingido.

  • Primeira: jamais aprenda algo da elegante e fácil arte de arremessar lanças.
  • Segunda: fique longe da companhia de quantos atiram lanças.
  • Terceira: mantenha a boca bem fechada.

Voltando a nós, se aprendermos as mesmas três coisas, as lanças jamais nos atingirão ainda que nos atravessem o coração.

Essa é a reflexão proposta por Edwards Gene, no livro Perfil de Três Reis, no capítulo 3. E só para constar, nós vamos trazer algumas de suas reflexões ao longo do artigo.

Lançar uma lança, e de preferência devolvendo-a é praticamente irresistível! Verdadeiramente insuportável não retornar de onde veio, e com força ainda mais voraz!

“Quando alguém atirar uma lança contra você, Davi, arranque-a da parede e atire-a de volta. Esteja certo de que qualquer pessoa reagiria assim.’ (Perfil de Três Reis, página 11)

De fato, humanamente falando todos agiriam assim. Uma natureza com tempo limitado e carnal imediatamente reage em um impulso só. Munidos de razão e direito, o que  fazemos é revidar prontamente.

Em nossa realidade de vida diária, sempre nos deparamos com momentos e mesmo ambientes em que nos encontramos propícios a contrariar tanto o Primeiro quanto ao Segundo Mandamento (um é semelhante ao outro).

São fases, desafios e inúmeras situações que nos limitam completamente a atitude de não analisar o que se passa conosco e, assim, a reação primária de nosso sistema defensivo é nos armar. E armar com lanças pontiagudas, fatais, imperdoáveis, muitas vezes.

Em tempos de frequentes adversidades quando pessoas ficam armadas e apercebidas das ações humanas, crescem as chances de sermos despertados a atacar, a enfrentar a situação com as próprias mãos, com força pessoal, com eloquência sagaz.

Assim, lanças são arremessadas com frequências e intensidades aumentadas. Justamente quando somos incomodados por um comportamento incorreto. Quando somos corrigidos ou mesmo quando estamos diante de um novo conhecimento.

São Pedro, no caminho do seu discipulado reagiu rapidamente lançando uma certeira lança em um soldado, diante da situação em que Cristo era preso, acusado por uma pessoa que considerava Seu amigo, Judas. Judas forjou uma lança com seu conhecimento aliado ao ódio dos fariseus, dos sumos-sacerdotes daquele tempo: formadores e lançadores de lanças.

Aquele que tinha todo Poder sobre a terra não precisou se armar com nenhum tipo de recursos materiais para se proteger. Nem mesmo uma lança. E não há de ver que foi Um dos mais feridos por lanças?

Inclusive, os elementos que representam o verdadeiro nascimento foram possíveis de serem representados pelo resultado do atrito de uma lança, ao lado direito do peito do Senhor Jesus Cristo!

Ali era uma lança literal, no sentido denotativo. Foi ferido, foi mutilado, sangrado. Cristo Jesus não tinha lança para responder à altura, estava preso em pregos naquela cruz. Não havia capacidade de retornar lança alguma. Também não era esse o propósito. Não mesmo!

Quando na sinagoga revelou a Escritura para aquele dia, foi totalmente alvo de flechadas. Na cura de um cego de nascença foi esmagado novamente por crentes justiceiros e prepotentes.

Diante de um covarde movimento às escondidas do sinédrio, foi execrado por formais sacerdotes, aqueles donos da verdade, contra um Cordeiro que não abriu a Sua boca.

Um Rei que foi sábio, que não atirou as lanças a Si jogadas. Sua Obra estava exposta, não era para reivindicar de quem era a lança maior ou mais afiada, e sim, apregoar um Reino livre de flechas e pontiagudas lanças mortíferas.

O rei Davi sabia disto! Diante do ungido do Senhor, a saber, Saul, escolheu manter uma vida! Escolheu o caminho de não retornar centenas de lanças direcionadas a si. Não era para ser um reino de arcos e flechas, e sim de obediência. Compare os reinados dos reis Saul e Davi: qual deles prevaleceu?

Um homem escolhido pelo povo, ou um menino escolhido por Deus?

Vejamos a criação de ambos:

Um nasceu para conquistar, motivado por um povo que rejeitou o auxílio de Deus.

Outro, criado entre ovelhas que utilizava suas mãos para manusear um instrumento de adoração, um tipo de recurso que funcionou certamente no desenvolvimento de um juvenil a que Deus observara: não perderia seu tempo na aprendizagem de lançar lanças. No máximo atiraria uma pedra, e mesmo assim, com a direção de Deus, contra um incircunciso.

Lanças podem ser lançadas sim, desde que tenha a suprema orientação de Deus, como vemos na vida de Davi que soube do momento exato. Momento de ir, de parar e de recuar.

Muitas vezes consideramos nossas decisões corretas o bastante para nos precipitarmos e agirmos conforme nossa compreensão: uma lança. O rei Saul tinha certeza que podia sacrificar uma oferta na ausência de um profeta e sacerdote, Samuel. E ali lançara uma certeira lança… Contra o próprio reinado!

Lanças e mais lanças atiradas desenfreadamente em formas de palavras, de desnecessários comentários, de vexatórios comportamentos, de pensamentos vergonhosos, de intenções secundárias, de atitudes desconhecidas. Lanças de não abrir mão de seus direitos, de um espírito irreconciliável.

Novamente, relembremos dos conselhos expostos acima:

  • Primeiro: jamais aprenda algo da elegante e fácil arte de arremessar lanças.
  • Segundo: fique longe da companhia de quantos atiram lanças.
  • Terceiro: mantenha a boca bem fechada.

‘Prefiro que ele me mate a aprender os seus caminhos. Prefiro morrer a vir a ser como ele. Não seguirei a estrada que leva os reis à loucura. Não atirarei lanças, nem permitirei que o ódio se aninhe no meu coração. Nem me vingarei. Nem agora, nem nunca!’ (Perfil de Três Reis, página 21)

Um relato do Rei Davi respondendo ao seu general Joabe, após longas insistências deste último para eliminar um rei que já não tinha reino, que fora abandonado por Deus e se encontrava totalmente vulnerável. Já o Rei Saul morreu… Morreu ferido com sua própria lança, uma espada de um excluído rei de Israel.

Lanças lançadas…

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O Tabernáculo Belo Horizonte, uma congregação cristã, firma-se sobre as bases do Ministério Assim Está Escrito, edificado com a misericórdia e graça de Deus desde 1976, quando o pastor Wanderley Pereira Lemos começou esta tão grande obra nos pilares daquela mensagem, originada do nosso Senhor Jesus, na busca daqueles que O adorem em Espírito e verdade.


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