O Topo Da Montanha | Assim Está Escrito

[...] "Espaçoso é o caminho que leva à destruição; há muitos que vão por aí: pois estreita é a porta e apertado é o caminho, e pequena é a trilha que leva à vida, mas poucos a encontrarão.’ Não vá com a multidão. Vá com Cristo." [...]

Somos movidos por nossos objetivos, sejam eles individuais ou coletivos; e executamos inúmeras ações em prol de realizá-los: trabalho, estudos, voluntariado e muitas outras que poderemos descobrir enquanto lemos esse texto.

Podemos pensar nesses (nossos) objetivos como se cada um deles fosse uma ‘montanha formada por três etapas: a base, o meio e o topo’. Etapas essas que cada um deve percorrer se realmente quiser chegar aonde deseja, no topo. Mas, este texto não é para que pensemos sobre as realizações/conquistas – pelo menos não de forma direta. Nesse texto vamos falar sobre o percurso. Sobre a caminhada na/da montanha particular de cada um de nós. Portanto, façamos juntos, a partir de agora, um exercício de mentalização para que estejamos com os pensamentos alinhados ao longo da leitura e para que juntos possamos chegar ao objetivo do texto. Tente se encontrar nele. Imagine a caminhada da sua própria vida e cada momento dela como fases para chegar ao ‘topo da montanha’.

PS: Vale lembrar que faremos a mentalização do texto juntos, mas devemos saber que essa é uma reflexão individual.

A BASE DA MONTANHA


Aqui é onde todo o percurso inicia-se. Na base da montanha estamos empolgados; muitos dos que amamos estão conosco nos vendo aprontar para começar a caminhada. Nessa fase queremos profundamente que tudo esteja perfeito; então, cuidamos de cada detalhe para que nada dê errado. Queremos “começar com o pé direito”. E porque muitas das pessoas que consideramos e estimamos estão nessa fase conosco, tendemos a nos esforçar -ao máximo- para darmos orgulho a elas. E esse é um momento acolhedor e de muito incentivo. Mas, chegou a hora de nos despedir deles e começar a caminhar.

Enfim, inicia-se o percurso e começamos a subir a montanha. Tudo é animação e mesmo que após um período de caminhada cheguemos a pensar: “Não é tão fácil”, com certeza ainda iremos fazer o nosso melhor e chegaremos ao topo. Porém, durante a subida encontramos vários obstáculos -como previsto- que começam a arranhar o nosso ânimo. De repente, o sol é muito forte -duro obstáculo-. Mas tudo bem! Estamos protegidos e ainda temos muita água (capacidade para superá-lo).

Continuando a caminhada, encontramos outros “viajantes” que também estão subindo a montanha. Alguns estão a todo vigor, outros já estão debilitados, contudo, veementemente continuam o percurso. Nessa etapa reunimos nossas empolgações e virtudes, e com elas somos capazes de fortalecer e incentivarmos uns aos outros -imensa hombridade é constantemente praticada. E passo após passo continuamos a superar nossos desafios e caminhamos rumo ao segundo nível da montanha.

O MEIO DA MONTANHA


Após um enfadonho percurso, chegamos ao meio da montanha e, finalmente, podemos ter um breve momento de descanso. Retiramos dos ombros a mochila extremamente pesada que carregamos conosco desde a base da montanha e nos recostamos para relaxar. Afinal, trouxemos nessa mochila tudo o que tínhamos: fé, integridade, perseverança e bondade; pois nessa caminhada não “valia a pena” deixar nada para trás.

Enquanto descansamos, vislumbramos o quanto fomos perseverantes para chegar ao meio da montanha, mesmo com grandes dificuldades.  Em um momento, observamos alguns “viajantes” que continuam a subida com ânimo e vigor admiráveis; sem nem querer parar para tomar um fôlego. –Que surpresa, não é mesmo?!- Isso nos estimula e decidimos por retomar a caminhada. E mesmo que outros “viajantes” continuem a nos ultrapassar, não nos deixamos abater. A propósito, vale ressaltar que estamos um pouco cansados e machucados devido alguns obstáculos que tivemos que superar, afinal, não foi uma tarefa fácil lutar contra a incredulidade, desonestidade e mentira que apareceram logo que começamos a subir a montanha (jornada das nossas vidas). De qualquer forma, com o bom vigor que ainda temos, recolocamos nossa mochila e seguimos caminhando.

Durante o percurso, misteriosamente, começamos a encontrar algumas bagagens largadas no caminho. A primeira que encontramos é bem pequena, porém muito pesada, chamada: ‘humildade’. Pensamos: “Que estranho isso abandonado logo no meio do caminho…”. Então, sem refutar, a bondade em nós, nos induz a apanhar e guardar essa bagagem na mochila para que, ocasionalmente, possamos devolvê-la para seu dono que certamente estaria mais à frente.

Com um pouco mais de caminhada, e agora um pouco mais árdua porque a mochila está mais pesada, encontramos mais uma, e mais uma, e mais outra, e vamos encontrando bagagens notoriamente abandonadas em cada ponto percorrido. Dessa vez, o amor, a piedade, e o sacrifício entraram para a sua mochila. E nos queixamos: “Meu Deus! Quão pesada ela está agora”. Aqui, nos desestabilizamos. Pensamos em desistir e regredir todo o caminho percorrido largando a dura carga. Certamente esse momento parece ser a assinatura da nossa declaração de fracasso. Porém, contemplamos alguns poucos “viajantes” na mesma situação que estamos: enfraquecido e abatido, mas que não estavam desistindo e nem abandonando a jornada. Contrariamente, eles, regozijando, continuavam a caminhada, passo a passo seguem subindo a montanha; e então esses nos servem de incentivo e restauram nosso ânimo para prosseguir. Nesse momento ganhamos uma outra bagagem chamada: ‘companheirismo’. Mas ao contrário das outras, essa não é pesada. Ela é como uma força extra que nos ajuda a continuar carregando os nossos pertences. Então, recolocamos a nossa mochila nas costas e nos posicionamos em nosso caminho. A propósito, estamos quase chegando na próxima e última etapa da montanha.

O TOPO DA MONTANHA


Finalmente! Recordamo-nos das bagagens que nós encontramos durante o percurso? Seus donos não foram encontrados, mas acabamos por entender o porquê delas terem sido abandonadas, quando vemos mais um “viajante”, aparentemente cansado, mas fisicamente mais ‘intacto’ que nós, nos ultrapassar e parar adiante para descansar, e nesse momento, ele abre sua mochila, retira uma pequena bagagem, a abandona escanteada, e retoma seu percurso. Dessa vez, movidos pela curiosidade, vamos até essa bagagem e nela encontramos mais uma virtude Isso mesmo, cada uma das bagagens encontradas são virtudes que adquirimos no momento em que decidimos traze-las conosco. Ali estava a ‘honestidade’. Indagamos a nós mesmos: “Como alguém poderia abandoar isso?”. E foi aí que a compreensão do porquê certos “viajantes” simplesmente abandonavam suas virtudes (bagagens) quando a caminhada se tornava difícil, veio: ‘suas mochilas esvaziavam-se e o ‘fardo’ a ser carregado se tornava mais suave’. Porém, nós, mesmo tomados pelo cansaço, não somos capazes de abandonar nenhuma das nossas virtudes. Além do mais, a integridade que trouxemos desde o início da jornada não nos permitiria executar tal ato.

E então, com a mochila cheia de bagagens (que trouxemos e conquistamos durante o caminho), chegamos ao último nível do percurso. Verdadeiramente exaustos e abatidos (pelo que houvera descoberto e devido a longa jornada), observamos com muito orgulho todo o caminho traçado até o topo. –Quão digno foi nosso caminho, não é mesmo?-. Mas as surpresas da jornada ainda não terminaram, falta-nos passar por mais um obstáculo.

No topo da montanha existem inúmeras portas que precisam ser destrancadas para levar-nos ao objetivo final. E logo a frente destas portas há uma mensagem que diz: “Use suas virtudes para concluir sua caminhada. Elas são as suas chaves”. Esse momento é único, a felicidade toma conta porque sabemos que preservamos cada uma das bagagens que trouxemos. Então, com grande regozijo, retiramos o nosso ‘fardo’ (cheio de bagagens), carregado fielmente até ali, e usamos cada uma das nossas virtudes para destrancar cada uma das portas de chegada. Por fim, a fé, integridade, perseverança, bondade, a humildade, o amor, piedade, sacrifício, honestidade e muitas outras virtudes que levamos e adquirimos ao longo do percurso nos levam ao ‘Topo da Montanha’.

 

CONCLUSÃO


As bagagens (virtudes) abandonadas pelos “viajantes” (pessoas), que encontramos nas aplicações feitas durante o texto, são como situações da vida: quando algo começa a se tornar difícil, podemos pensar em abrir mão de certas ‘características/qualidades’ para fazer com que os nossos dias se tornem mais fáceis de viver, e com que nossos objetivos sejam alcançados mais rapidamente; são como maus atalhos que agilizam a chegada aos nossos objetivos. Já as bagagens não são necessariamente obtidas por achá-las no percurso da vida como foi ilustrado; tudo foi uma aplicação para mostrar que cada prova que superamos nos concede um aprendizado que muitas vezes se tornam virtudes. Essa ilustração foi para e principalmente, nos mostrar que carregar esse troféu nem sempre é fácil; essas virtudes podem ser difíceis de possuir e/ou manter pois são elas que ditam como lidamos com as situações da vida. Todavia, elas certamente nos levarão mais longe nos nossos objetivos e trarão vitórias mais dignas de se comemorar.

E para finalizar essa nossa reflexão, gostaria de te convidar a refletir um pouco mais sobre duas perguntas: como será que ficam os “viajantes” que não preservam as suas bagagens no decorrer do caminho?

E você, és capaz de orgulhar-se da trajetória que estás escrevendo no decorrer do seu percurso? 

PS: Lembre-se sempre de “Nunca abrir mão das suas virtudes, pois elas abrirão portas que te levarão ao alvo final.”

 

68 “[…] ‘Espaçoso é o caminho que leva à destruição; há muitos que vão por aí: pois estreita é a porta e apertado é o caminho, e pequena é a trilha que leva à vida, mas poucos a encontrarão.’ Não vá com a multidão. Vá com Cristo. […]” 

Mensagem: O Maior Dom da Bíblia, § 68.

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2 comentários

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    Eliane Sarmento

    25/01/2021 as 12:22

    Que todo esse texto seje aplicado por mim na escalada desta montalha e que eu consiga levar todas as mochilas encotradas pelo caminho, para que eu possa destrancar todas as porta quando lá eu chegar! Deus abençoe ricamente a estes idealizadores que fazem de tudo pra que compreendemos todas as mensagens e parábolas bíblicas, pois se não fosse assim jamais entenderia um versículo se quer , eu so consigo depois que o pastor as lêem, e a cada virgula vou entendo o que ja cansei de ler e não entender, amo quando durante os cultos tem varias citações bíblicas! Obrigada a todos!

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  • Avatar
    Sonia do Rosario Ramos

    25/01/2021 as 12:43

    Gratidão sempre meu Deus por ter mi escolhido para fazer parte de noiva eleita do Senhor,

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