3 Grandes Mitos Sobre O Óleo De Coco

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O óleo de coco “caiu no agrado” das pessoas por conta dos seus supostos benefícios divulgados pela mídia, ainda que esses benefícios fossem controversos à luz da ciência verdadeira. Então, um grande estudo publicado em 2020 pela revista Circulation da Sociedade Cardíaca Americana veio como que para “bater o martelo” sobre esse assunto.
Muitas pessoas não devem saber que o Coqueiro (Cocos Nucifera L.), é proveniente do Sudeste asiático e foi importado para o Brasil em 1553, onde se apresenta naturalizado em longas áreas da costa nordestina.

O coco fornece abundante matéria-prima para a agroindústria, sendo totalmente aproveitado, inclusive as fibras da casca são utilizadas na fabricação de produtos ecológicos (pratos, copos, talheres, roupas). Do processo de industrialização da água e da copra (polpa seca) obtêm-se subprodutos como sabão, resina, leite, açúcar, farinha e gordura, popularmente conhecida como óleo de coco.

Antes de falar especificamente do óleo, devo destacar que o coco (polpa) é considerado um “super” alimento devido à sua composição nutricional, pois é rico em vitaminas do complexo B e vitamina C; fósforo, cálcio e ferro; aminoácidos livres; fitosteróis; enzimas; fatores de crescimento; fibras (que conferem saciedade, melhoram o microbioma intestinal). A água do coco é uma excelente bebida natural (mas atenção: contém açúcares), e o leite de coco fresco (não o industrializado) é um dos possíveis substitutos para quem não pode ingerir leite de vaca. Por esses motivos, o coco deve fazer parte de uma alimentação saudável, em equilíbrio com outros alimentos saudáveis.

Sobre o óleo de coco (muito usado no Brasil antes da chegada do óleo de soja), existem 3 grandes mitos bastante difundidos entre a população. Por isso, é preciso desmistificá-los com informações verdadeiras, visto que, o uso indiscriminado causa importantes alterações na saúde “em nome do bem”.

Mito 1: Todo mundo pode consumir o óleo de coco à vontade.

A gordura de coco é uma gordura vegetal que contém, em média, 90% de gordura saturada, principalmente o ácido láurico e o ácido mirístico.

O óleo de coco “caiu no agrado” das pessoas por conta dos seus supostos benefícios divulgados pela mídia, ainda que esses benefícios fossem controversos à luz da ciência verdadeira. Então, um grande estudo publicado em 2020 pela revista Circulation da Sociedade Cardíaca Americana veio como que para “bater o martelo” sobre esse assunto.

Em relação à saúde cardiovascular, o estudo mostrou que o óleo de coco aumenta no sangue o LDL (“colesterol ruim”) e o HDL (“colesterol bom”). O LDL alterado é responsável pela aterosclerose (entupimento das artérias), o que leva ao infarto, derrame e outros problemas cardiovasculares.

Além disso, ter o HDL elevado não significa ter uma boa saúde cardiovascular. É preciso considerar o grau de oxidação desse HDL, o conjunto da alimentação e a prática de atividade física. Portanto, o uso contínuo de óleo de coco não é saudável para o coração.

O ácido láurico (presente também no leite materno, antimicrobiano e importante para o cérebro) é um triglicerídeo de cadeia média (TCM). Geralmente, o TCM é absorvido rapidamente pelo intestino, tornando-se uma fonte rápida e viável de energia para o corpo, processo visto como benéfico, principalmente para quem faz dieta cetogênica. Porém, os TCM comportam-se de maneiras diferentes e o ácido láurico do coco, em grandes quantidades, não é favorável à saúde.

Em relação a outros parâmetros, o estudo mostrou ainda que o óleo de coco não reduz a glicose no sangue e, tampouco, substâncias inflamatórias no corpo, como divulgado por muitos, até profissionais de saúde.

Mito 2: Óleo de coco faz emagrecer

Nenhum alimento sozinho tem a capacidade de emagrecer alguém. O conjunto da alimentação diária, a prática de atividade física e outros fatores é que vão influenciar no controle do peso, por isso, o estudo em questão comprovou que o óleo de coco não faz emagrecer e não reduz as medidas do abdômen.

Mito 3: Cozinhar com óleo de coco é melhor que com outros óleos.

É comum, durante a consulta, alguns pacientes justificarem uma “alimentação saudável” com o preparo de carnes magras e vegetais no óleo de coco, o que pode ser um engano.

É importante se atentar ao ponto de fumaça do óleo utilizado para o preparo dos alimentos. O ponto de fumaça é a temperatura em que o óleo começa a ser degradado formando radicais livres e acroleína, substâncias altamente prejudiciais à saúde. Isso acontece muito em frituras, as quais devem ser sempre evitadas.

O ponto de fumaça do óleo de coco é relativamente baixo, 177 °C, ou seja, a degradação acontece mais rapidamente quando usado para cozinhar.

Não que o óleo de coco deva ser proibido. Usar de vez em quando, em pequenas quantidades e em baixas temperaturas (para saltear ou refogar alimentos), pode ser útil para realçar o sabor e a textura dos alimentos. Mas em nome da saúde, se for possível, é preferível usar outros óleos nos alimentos, por exemplo, um bom azeite de oliva extra virgem de baixa acidez e óleo de gergelim (pontos de fumaça mais altos, 207 °C) e óleo de abacate (ponto de fumaça 271 °C).

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Mariana Macedo

Mariana Macedo

Sou Mariana V. T. Macedo, Nutricionista, (CRN9 - 11.884), formada e atuante na área clínica há quase 10 anos. Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional, Nutrição Esportiva e em constante evolução em todas as áreas da vida. Minha missão é ser uma agente transformadora da saúde e pensamento das pessoas, tendo em vista que um corpo saudável necessita de cuidados que vão muito além do peso, além de uma simples dieta e contagem de quilocalorias. Além da estética.


2 comentários

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    Ione Lopes

    21/04/2021 as 09:58

    Muito bom saber disso, eu uso no cabelo, tem sido ótimo!

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    Solange Chaves

    21/04/2021 as 10:26

    Foi muito bom saber pois conzinho com óleo de Coco então foi mudar pro azeite Vou usar menos o de Coco

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