Páscoa, Coelhos E Ovos De Chocolate; De Onde Vem Essa Associação? | Assim Está Escrito

E nós, cristãos, sabemos que o Senhor Jesus Cristo foi o sacrifício que nos trouxe vida e libertação da condenação e da escravidão do pecado aquele dia no Calvário, através de Seu Sangue.

Como diz em I Coríntios capítulo 5 verso 7, Cristo representa a nossa Páscoa. E nós, cristãos, sabemos que o Senhor Jesus Cristo foi o sacrifício que nos trouxe vida e libertação da condenação e da escravidão do pecado aquele dia no Calvário, através de Seu Sangue. Contudo, a nossa Páscoa nos traz à memória o sacrifício, mas o mais importante, ela celebra a ressurreição de Jesus Cristo e o seu significado em nossas vidas.

Para os judeus, a Páscoa, mais conhecida como Pessach, que significa ‘passagem’; é comemorada em virtude da libertação do povo hebreu da escravidão no Egito pela mão poderosa de Deus. A primeira celebração é descrita em Êxodo 12:1-20 e deveria ser praticada todos os anos pelas próximas gerações. E em Êxodo 12:27 está a explicação da prática dos rituais simbólicos feitos na Páscoa do povo judeu.

Essa data é comumente celebrada no primeiro domingo depois da primeira lua cheia que ocorre após o equinócio (mudança de estação) da primavera no hemisfério norte, ou na mesma data, caso a lua cheia e o equinócio ocorra no mesmo dia. Porém, essa celebração é acompanhada por dois ‘personagens’ que muitos de nós não sabemos o porquê: ‘o coelho’ e ‘os ovos’ de chocolate.

Para entendermos a história dessas duas figuras é necessário que voltemos à algumas tradições e costumes passados.

 

O que representam o coelho e o ovo? 

Foi no século XVII que a história do coelho da Páscoa como aquele que trazia os ovos decorados para as crianças boas, que os especialistas sugeriram, consolidou-se.

O ‘coelho’ é um animal mamífero que possui intensa capacidade reprodutiva e foi desde as civilizações bem antigas -como a egípcia- que a ligação entre coelhos e fertilidade, primavera e nascimento foi estabelecida. Notou-se que após o inverno do hemisfério norte e início do período da primavera (estação que simboliza o “renascimento”, a floração, a fertilização), os coelhos eram os primeiros animais a saírem de suas tocas e começarem a reprodução.

Na Europa, os povos germânicos, que habitavam a região norte – atualmente, a Alemanha, possuíam uma narrativa mítica sobre uma deusa da fertilidade cujo nome era ‘Ostara ou Eostre’. E muitos acreditam que o seu nome tem relação com o nome da Páscoa no Hemisfério Norte — Easter, em Inglês, e Ostern, em Alemão. Os festivais dessa deusa comemoravam o fim do inverno e o início da primavera, o mesmo período em que os coelhos eram constantemente vistos devido a transição do equinócio. Este é também o mesmo período da celebração da Páscoa. A deusa Ostara era a quem se ofertava flores e ovos coloridos para propiciar a fertilidade humana e animal, bem como a renovação. E acredita-se que o coelho era o símbolo do culto a essa deusa.

Há ainda uma teoria da mitologia germânica em que a deusa Ostara transformava um pássaro em coelho para divertir as crianças. E o pássaro, que havia sido transformado em coelho, não satisfeito, desejou voltar à sua forma. Quando devolvida à sua forma, em retribuição, ele deixava alguns ovos coloridos para a deusa que os dava de presente às crianças.

Além disso, acredita-se que as tradições e rituais germânicas também associavam a prática de entrega de ovos de aves pintados com tintas para as crianças por meio da chamada “caça do coelho”. Quando as crianças iam caçar os coelhos, elas encontravam, escondidos nos campos, os ovos adornados.

 

Mas o que a Páscoa tem a ver com esses costumes pagãos? 

Costumam dizer que quando o cristianismo começou a se espalhar pela Europa (situada no hemisfério norte), para tornar a conversão menos traumática, algumas tradições pagãs acabaram sendo agregadas, e uma delas foi a celebração relacionada a deusa Eostre.

Além disso, acredita-se que a celebração da ressurreição de Cristo e a festividade dessa deusa aconteciam em datas muito próximas, e com o passar do tempo, as duas comemorações se tornaram uma só, e os símbolos passaram a ser compartilhados. Os pagãos, evidentemente, inseriram à religião os ovos e o coelho, e os cristãos assimilaram essa simbologia.

Mas nós certamente sabemos o responsável por tal influência, não é mesmo?

 

E de onde vem a associação aos ovos de chocolate?

A tradição de associar o coelho com os ‘ovos de Páscoa’ foi levada da região da atual Alemanha para os Estados Unidos, por imigrantes que se estabeleceram na região da Pensilvânia, por volta do século XVIII. A história popularizou-se e transformou-se em um dos grandes símbolos da Páscoa moderna.

A introdução de ovos de chocolate é um fenômeno relativamente novo, originário da França e da Alemanha no século XIX. E à medida que a produção de chocolate se tornava mais sofisticada, a celebração da Páscoa se tornava mais comercializável.

Hoje em dia, a Páscoa é um grande negócio comercial – varejistas e fabricantes adoram participar do feriado e nos convencer a ‘investir’ dinheiro comprando ovos de Páscoa, cartões e qualquer coisa que represente coelhos.

Contudo, os filhos de Deus sabem bem a representação e as formas de celebração da Páscoa em suas vidas. Sem o sacrifício e ressurreição do Senhor Jesus Cristo, nada seríamos.

28. Quando Ele provou através da Sua promessa este grande poder conquistador que Ele teve na Páscoa, Ele provou que Ele podia vencer a morte, inferno e a sepultura. “Eu sou Aquele que estava morto e está vivo outra vez e vivo para sempre, e tenho as chaves da morte, inferno e sepultura”. Que afirmação para qualquer um fazer; ele não fez somente isso, mas Ele já tinha provado que Ele tinha o que Ele clamou ter. 

30. A Palavra – este Espírito. Romanos 8:11 diz, “Se o Espírito que ressuscitou a Jesus habita em nos, também vivificará os vossos corpos mortais”. Ele não somente nos provou ser o Jeová redentor e tinha sobre a morte, inferno e a sepultura, mas Ele também nos tem dado acesso ao mesmo Espírito, para que nós, nós mesmos, possamos ter aquela segurança que somos também vivificados por aquele Espírito. Pois o Espírito que levantou a Jesus dos mortos habita no seu corpo. Ele também vivificará o seu corpo mortal.

Mensagem: ‘O Selo da Páscoa’, 28 e 30.

Um comentário

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    Claudia Braga

    11/04/2020 as 09:19

    Graças a Deus por esses homens ,ungidos por Deus ,para nós mostrar toda a verdade. Deus abençoe esse ministério assim está escrito.
    Somos alimentados de toda palavra que sai da boca de Deus ,Amem !! Deus recompensa a cada um .

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