Pronto. Agora Você Vai Conhecer a Sua Microbiota e Como Cuidar Dela!

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Há 13 anos, o National Institute For Health (EUA) criou o projeto Microbioma Humano para estudar essa diversidade de microorganismos que nos formam. Desde essa época, passamos a ser vistos biologicamente como “Superorganismos ambulantes”, um conjunto de 30 trilhões de células humanas e 39 trilhões de células microbianas com genéticas agregadas.

Nosso corpo não é nem metade humano.

 

Espantoso?

 

E se eu lhe contar que mais de 50% desse corpo temporário é formado por uma infinidade de espécies diferentes de bactérias, archaea, protozoários, fungos e vírus?

Sim, até os nossos olhos estão cobertos por seres microscópicos e todos os dias quando nos levantamos da cama, deixamos milhares deles para trás.

Por isso, há 13 anos, o National Institute For Health (EUA) criou o projeto Microbioma Humano para estudar essa diversidade de microorganismos que nos formam. Desde essa época, passamos a ser vistos biologicamente como “Superorganismos ambulantes”, um conjunto de 30 trilhões de células humanas e 39 trilhões de células microbianas com genéticas agregadas.

O trato gastrointestinal (composto por boca, esôfago, estômago, intestino delgado e cólon) é o local do corpo mais colonizado por bactérias. Outros locais colonizados são a pele, os tratos respiratório, genital, urinário e o leite humano. Até mesmo o sangue, segundo novas hipóteses científicas, pode conter microorganismos que não nos causam mal.

As relações entre microbioma e hospedeiro (nós) são complexas e podem ser boas ou ruins. Portanto não pense que as bactérias são insignificantes parasitas com quem dividimos espaço. As “bactérias boas” desempenham funções nobres no organismo!

Começamos a ser colonizados por microorganismos no momento do nascimento e a qualidade das bactérias passadas de mãe para filho depende de peso, alimentação e saúde da mãe, bem como do tipo de parto. Um exemplo indesejável é que crianças nascidas de mães acima do peso e por cesarianas, parecem adquirir uma microbiota que influencia no desenvolvimento futuro de doenças como alergias, diabetes e obesidade.

Outros fatores determinantes das características únicas dos germes que se alojam em cada um de nós ao longo da vida são: amamentação, qualidade da alimentação, sono irregular, estresse crônico, genética, idade, uso de antibióticos, e até a higiene excessiva (atrapalha a colonização por uma microbiota saudável).

A microbiota intestinal está associada ao sistema imunológico, uma vez que cerca de 80% dos nossos linfócitos (células de defesa) e outras células imunitárias ficam nas paredes de todo o trato gastrointestinal. Lá nessas paredes que as bactérias “do bem” formam uma espécie de barreira a fim de evitar a contaminação por bactérias patogênicas (causadoras de doenças).

É fantástico saber que a microbiota desempenha importante função nutricional, tanto produzindo vitamina K a partir de alimentos (vitamina importante para coagulação sanguínea e saúde óssea), quanto fermentando alguns tipos de carboidratos e fibras, transformando-os em substâncias anti-inflamatórias, reparadoras do intestino e preventivas do câncer de cólon.

Você sabia que, no intestino, são produzidas 90% de serotonina (conhecida popularmente como neurotransmissor do bem-estar e felicidade)? Agora imagine um intestino, que costuma ter entre 4 e 7 metros de comprimento, repleto de “bactérias do mal” que vão prejudicar a produção de serotonina? Claramente o mau humor e possivelmente transtornos psiquiátricos poderão afetar essa pessoa. Não é em vão que o intestino seja considerado o “segundo cérebro”!

Fato interessante é que a microbiota de cada local do corpo comunica entre si. Existem estudos mostrando a conexão de uma microbiota oral não saudável (por exemplo, casos de periodontite – doença das gengivas) com uma microbiota intestinal também não saudável, ambas causando doenças cardiovasculares.

Outros estudos apontam a correlação entre a qualidade da microbiota e a obesidade, as doenças autoimunes, a doença de Chron (grave inflamação intestinal), a esclerose múltipla (danos à camada protetora dos neurônios que dificultam a comunicação do cérebro com o corpo), o autismo e outras doenças.

Importante: se houver um desequilíbrio constante em nosso sistema microbiano fazendo com que o time de germes adversários prevaleça sobre o nosso time de germes bons, podemos desenvolver 2 condições: a Disbiose ou o SIBO (Supercrescimento Bacteriano).

Sinais e sintomas muito desagradáveis acompanham esses quadros como: náuseas, gases e arrotos em excesso, distensão abdominal, oscilação entre diarréia e constipação intestinal, fezes mal formadas, candidíase de repetição, queda de cabelo, unhas fracas, dores de cabeça e cansaço.

 

Agora, vamos à parte prática do assunto? O que devemos fazer para melhorar e manter nossa população bacteriana em equilíbrio?

 

Além das recomendações de uma alimentação e estilo de vida saudáveis, conforme tenho sempre abordado aqui na coluna Nutrição em Prática, é conveniente incluir os alimentos chamados prebióticos na dieta, como: aveia, cevada, farelo de trigo (preferencialmente orgânico), centeio, ervilha, grão de bico, feijões, alho, cebola, brócolis, chicória, alcachofra, beterraba, batata yacon e banana.

Outros alimentos que melhoram a saúde intestinal são a farinha ou biomassa de banana verde e os fermentados – a kombucha (preparada com chás preto ou verde), o chucrute (conserva alemã de repolho fermentado) e o Kefir, bastante conhecido. As formas de preparo da biomassa, kombucha e chucrute são simples, de fácil acesso e bem disponíveis na internet.

Os probióticos (cápsulas ou sachês com bactérias boas) também ajudam a melhorar o equilíbrio intestinal, contudo seu uso deve ser orientado e prescrito pelo nutricionista ou médico.

Conheça seu corpo e principalmente seu intestino!

Alimente sua microbiota adequadamente!

Deixe seu comentário, que é muito importante para nós!

Mariana Macedo

Mariana Macedo

Sou Mariana V. T. Macedo, Nutricionista, (CRN9 - 11.884), formada e atuante na área clínica há quase 10 anos. Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional, Nutrição Esportiva e em constante evolução em todas as áreas da vida. Minha missão é ser uma agente transformadora da saúde e pensamento das pessoas, tendo em vista que um corpo saudável necessita de cuidados que vão muito além do peso, além de uma simples dieta e contagem de quilocalorias. Além da estética.


5 comentários

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    Martamaria de Freitas Gavião

    12/05/2020 as 11:44

    Irmã Mariana você está de parabéns?! Tem ajudado muitas pessoas a se cuidarem e isso é uma virtude .Que o Senhor a retribua e como a biblia diz , honra a mulher que teme ao Senhor.Depois de tanta luta né irmã?Um forte abraço virtual😊

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    Anderson gloria silva

    12/05/2020 as 13:18

    Bom dia Dra Mariana !
    Parabens pelo seu trabalho que Deus continue abençoando sua vida .Estou grato pelo seu conhecimento que tem nos ajudado em nosso dia dia ,nos dando orientaçoes maravilhosas que nos ajuda em ter uma vida saudavel.

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    Mariane Oliveira

    12/05/2020 as 13:37

    Muito bom!!! Como sempre, mais um texto riquíssimo em informações que colaboram tanto para obtermos uma vida saudável.
    Obrigada, Dr Mariana!

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    Rosemary seraphim

    12/05/2020 as 13:44

    Muito aproveitoso.parabéns !!!Deus abençoe seu trabalho

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    Raquel Aline

    25/05/2020 as 12:32

    Informações preciosas. Deus continue abençoando Dr. Mariana!

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