Qual A Atração Sobre O Deserto? | Assim Está Escrito

O passar pelo deserto não é o grande impacto da vida, uma vez que todos passamos, cedo ou tarde pelos terrenos arenosos e insalubres de nossas histórias. Porém, como passar deve ser o norteador de nossas caminhadas nos instantes de angústias e desprezos.

Deserto… É uma região em que ocorrem poucas quantidades de chuvas. Em virtude desta situação climática, a umidade é muito baixa e pouca vegetação se desenvolve. Nestas condições, a vida  torna-se complicada para seres humanos e outras espécies animais.

Os desertos têm a reputação de serem capazes de sustentar pouca vida assim como na Antártida. Comparando-se com regiões mais úmidas isto pode ser verdade, porém, examinando-se mais detalhadamente, os desertos frequentemente abrigam uma riqueza de vida que normalmente permanece escondida (especialmente durante o dia) para conservar umidade.

Inóspito, inviável, ambiente vulnerável, castigante e imperdoável. De todos os lugares em que podemos contemplar as forças da natureza, o deserto pode ser o último a ser visto como belo, visível, admirado!

Já ouviu falar em grandes comunidades no deserto, a não ser os Beduínos? Condomínio fechado no meio das quentes áreas, de alto luxo? Uma das poucas atividades realizada neste terreno solitário são as famosas práticas de Rali (ou Rally, Rallye – competição automobilística disputada em vias públicas ou privadas com veículos de produção modificada ou especiais) que provocam artificiais e rápidas emoções humanas.

Então, qual a atração sobre o deserto? Imagens diferentes que a natureza proporciona? Sim.. As dunas produzidas por processos eólicos (ventos)? Também!.. Assim como utilizado para testes balísticos de exércitos para experimentos de cunho militar? Faz sentido. Há um motivo mais sólido da existência do deserto.

Sob a Luz da Palavra, há uma atração sobre o deserto! Há um lugar especial em toda a Bíblia reservado para este ambiente tão importante na história do povo de Deus em toda sua existência. É uma das partes da porção seca, conforme Gênesis 1, 9.

Quando estava sem nenhuma orientação, quando não possuía um caminho a ser seguindo e tudo indicava morte para sua vida, Agar foi visitada por um anjo, em um lugar nada comum. Uma egípcia sendo visitada por um anjo em pleno deserto! Enquanto vivia com sua senhora em casa confortável, Agar ainda não possuía, necessariamente um norte. O único caminho era um espaço quente e insuportável – um lugar apropriado para aparição de mensageiros do Senhor!

Para Moisés, um dos maiores videntes que a terra já presenciou foi um divisor de… Não propriamente um divisor de águas, mas, de tempo! Depois de ter todo conhecimento possível que o elevou a ser um dos principais nomes do Egito, o inóspito espaço modificou a história de vida de um próximo Faraó a um profeta que Deus falara face a face.

Do Egito, para uma terra sem estrutura nenhuma, para dali fazer uma grande nação, no deserto. Paradoxal! Porém, no meio do nada havia um lugar chamado Gósen. Uma vivência diferente no meio do improvável.

Foi ali, naquele ambiente inviável, que a glória de Deus refrescava durante o dia Seu povo, ao passo que durante a noite iluminava o caminho adiante. Ali onde só havia areia e pouca vegetação presenciava grandes quantidades de água para saciar a sede e muito alimento para sustentar milhares de famílias. Neste insuportável lugar foi testemunha dos dez Escritos inesquecíveis aos seres humanos que compunham as naturais Leis do Altíssimo! Sim, neste lugar quando ninguém imagina ocorrer tantos feitos considerados místicos se apresentaram para todo mundo ver Quem criara o deserto. Ali o Pilar de Fogo prosperou, ali mesmo as águas recuaram e em terra seca, na área do deserto, passaram um povo que há anos aguardavam por um milagre, e, talvez, não daquela maneira. No deserto! O que o deserto tanto atrai?

No livro de Samuel lemos que os comentários sobre Davi, após o retorno da guerra contra os filisteus, levaram Saul perseguir o filho de Jessé, que se refugiou no deserto. Davi permaneceu, neste tempo desértico, em Moabe e em Queila – ambas cidades com características ambientais em desvantagens. Davi residiu na caverna de Adulão, quando foi acompanhado por homens que se encontravam em aperto, endividados, amargurados de espírito (I Samuel 22). Uma média de quatrocentos homens com estes perfis. Quem diria, de um valente de Saul, para um queda vertiginosa, no deserto. No deserto de Zife, Davi teve um de seus mais desafiantes momentos de perseguição pelo rei. Caverna e deserto, dois substantivos tão representativos na vida de Davi, e dentro deste contexto, inclusive, houve tanto salvamento de vidas (Saul e seus homens – I Samuel 24 e 26) como morte de rei e de sua família (I Samuel 31). O que chama tanta a atenção do e no deserto?

Naquele tempo onde as manchetes e holofotes se direcionavam a reis, potentados e majestades, o Espírito passou por cima de toda a tradicionalidade daquele povo e encontrou um homem sem estudos e etiquetas (formas cerimoniosas usadas entre particulares), completamente diferente lá… Lá no deserto! São João viveu em um ambiente vulnerável e somente se alimentava do que aquela ‘vegetação’ oferecia. Algo atraiu João Batista para que ali, no deserto, fizesse sua casa, sua igreja, seu púlpito e seu tanque de batismo! Foi tão (in) apropriado o terreno que foi impossível evitar que o Cordeiro o encontrasse. No deserto? Em um lugar insalubre? Lá mesmo! No palácio de Herodes que não era esperado.

Como se não fosse o suficiente Suas ações, pregações e conselhos divinos, logo após Seu batismo, onde o Mestre se direciona? Então, qual a atração do deserto? E não era para descansar, se não para ser provado debaixo de um escaldante sol, sem oferta de manjar, sem uma gota de vinho, sem nenhuma presença para Lhe acompanhar, sem Deus para ser auxiliado. O que há no deserto que chama tanta atenção? Qual a atração do deserto? O que há de necessidade de se encontrar sozinho e vivendo os próprios desafios quase angustiantes?

São Paulo, conhecedor dos conhecedores, sabedor dos sabedores, doutor e respeitado por onde passava reputou todo seus diplomas como excremento e fez de seu grande aprendizado e professor o… O também deserto. O que, São Paulo, viste no deserto? Diga, Senhor Jesus Cristo, o que O chamou a ficar no mínimo quarenta dias no deserto e ter a única presença um arquirrival inimigo?

É normal que no deserto deixa-se marcas pelo caminho, pegadas de um caminhar tortuoso, de conceitos científicos enraizados, do empoderamento desenfreado do ‘eu’, da conduta repreensível, do comportamento exaltado, do pensamento egoísta, da vida irregular, de uma saúde espiritual de araque e de uma biografia de pura aparência.


Não pode ser possível que vemos o deserto apenas como um bioma lindo de longe e cheio de intempérie de perto! Tem que haver uma atração no deserto. Homens e mulheres que passaram pelos desertos (natural, físico e espiritualmente falando) alcançaram êxito em suas dificuldades. Foram para lá justamente para enfrentar adversidades como uma águia que voa rapidamente em direção a uma tempestade para sair por cima de ácidas e gélidas gotas de chuvas!


 

Heróis da fé que não passaram por ali apenas por passar, porque era caminho de uma cidade, porque era rota comercial, ou para ser registrado em livros de História natural. Então, qual a atração sobre o deserto?

Lembre-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o deserto, durante estes quarenta anos, para humilhá-los e pô-los à prova a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não. Deuteronômio 8: 2

Não passamos por momentos delicados na vida por simples destino, presente do acaso, surpresa do futuro ou por culpa do além. Isso sim é misticismo. Quantos não são os dias, e semanas, e meses de dificuldades e quase não vemos uma palmeira que poderia gerar uma pequena sombra de alívio? Caminho longo e muitas vezes à sós. Pela dor ou pela espontaneidade. Por aprendizado ou pelo tropeço. O passar pelo deserto não é o grande impacto da vida, uma vez que todos passamos, cedo ou tarde pelos terrenos arenosos e insalubres de nossas histórias. Porém, como passar deve ser o norteador de nossas caminhadas nos instantes de angústias e desprezos.

Senhores aqui descritos, digam para nós o que os fizeram fiéis e guerreiros em pleno deserto para que possamos ter a coragem de enfrentar nossos dilemas em nossos desertos? Por favor, nos orientem a passar pela prova da vida, com sobrenome deserto, com força e coragem! Os senhores passaram com louvor, o que não diz que houve ausência de batalhas, choros, angústia, arrependimentos e o ceder dos próprios direitos, mas que, atravessaram e chegaram do outro lado como verdadeiros homens e vencedores!

  Nos digam que no deserto podemos nos fazer morrer a nós mesmos! Que ali naquele pobre lugar podemos encontrar saída de complexos! Nos exortem que neste ambiente vulnerável encontramos a verdadeira liberdade de sermos quem devemos ser! Santos que nos deixaram uma grande história e exemplo de vida, nos apontem que no deserto há uma atração para encontrar uma verdadeira vida excludente da naturalidade, superficialidade, da facilidade, do comodismo, do atalho de uma vida conformada! Que oportuno o extermínio de toda carnalidade, modismo, de todas conjecturas e vãs filosofias.

Cristo, o Mestre dos mestres que não rejeitou ser provado se humilhou como homem e não tendo por usurpação em ser como um mortal, escolheu o deserto como um campo de guerra justamente para provar e ser provado e dizer:

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. São João 16: 33

 

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3 comentários

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    Rosemary seraphim

    22/01/2021 as 10:09

    Ajuda me Senhor !que eu possa passar pelo meu deserto cantando. Sendo grata a Deus por tudo

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    Marcelo Antonio

    22/01/2021 as 12:24

    Verdade, que o Senhor Deus nos ajude em nosso deserto.

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    João Laudevar

    23/01/2021 as 09:07

    Foi no deserto quê a luz do evangelho verdadeiro me encontrou há 14.anos graças a Deus graças a Deus

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