Quer Vencer? Então Desista! | Assim Está Escrito

Realmente vencer, ser feliz e manter a felicidade é uma tarefa difícil para aqueles que não conhecem, por experiência, o significado da palavra rendição. Porque vencer não requer de nós só 24 horas, é uma árdua jornada de dedicação e contenção total que se estende durante todo o percurso da vida.

“Não desista dos seus sonhos!”

“Não desista de ser feliz!”

“Para vencer na vida precisará de três coisas: foco, determinação e força.”

Provavelmente você já deve ter lido frases como essas em algum lugar e circunstancialmente até as usou para dar incentivo a alguém. Frases motivacionais como essas, diariamente, inspiram pessoas ao redor do mundo, que, a partir da interpretação pessoal, tomam decisões que se transformam em resultados para suas vidas.

Se fôssemos seguir o conselho da frase: “Não desista de ser feliz!”, sem dúvidas, apesar das circunstâncias, teríamos que lutar por nossa felicidade, que evidentemente, por exigir uma não desistência, tem um determinado nível de dificuldade de alcançar e manter.

Essa frase, e as outras citadas, se forem bem compreendidas e aplicadas, produzem o resultado correto. Porém, quando mal interpretadas e efetivadas conduzem as pessoas a uma disparada decrescente.

Sigamos agora em uma reflexão que nos conduzirá a um sério e honesto diálogo com o sujeito da primeira pessoa do singular, o nosso eu.

Para tal acontecer, será necessário refletir sobre duas perguntas:

  1. O que é vencer?
  2. Por quais motivos eu quero vencer?

Podemos dizer que vencer é superar o que nos causa medo, é derrotar o que nos opõe, é obter êxito sob uma situação que nos incomoda, é não desistir, é passar por cima de um obstáculo.

E, geralmente, o motivo pelo qual buscamos vencer é por contentamento, realização pessoal, felicidade.

Entretanto, muitos de nós, na prática do autoengano, traçamos metas que queremos vencer por motivos errados. E, por isso, às vezes, nós deveríamos nos perguntar mais o porquê queremos alcançar determinadas coisas. Por que desejamos aquele emprego, para ganhar mais do que aquela outra pessoa ou para atender melhor às necessidades de nossas famílias? Perguntas

simples assim, na maioria das vezes, nos fazem identificar grandes problemas antes que eles aconteçam.

Além de observar honestamente se os obstáculos que queremos transpor são condizentes com a Palavra, devemos sempre observar qual é a ramificação da motivação que nos leva a vencê-los, perguntando-nos sempre: “Se o Senhor Jesus Cristo estivesse fisicamente aqui e nesse momento Ele tomasse o meu lugar, Ele levaria a cabo meus objetivos, posto que Ele só fazia o que via O Pai fazer?”

Assim, percebemos que muitas pessoas erroneamente vivem uma vida motivada por tentar provar algo a outras pessoas e acabam por tentar vencê-las.

Olhando nessa perspectiva nós iremos perceber que, em muitas das situações, o que queremos vencer é fruto de tentar provar algo para alguém. E, imperceptivelmente, muitas pessoas passam suas vidas inteiras cheias de “conquistas” e “realizações”, mas ainda continuam infelizes como se estivessem permanecido na estaca zero, porque conquistaram e realizaram o que queriam provar para terceiros e isso as fez viver momentos e, até mesmo, uma vida que não lhes pertenciam.

E certamente é uma grande decepção e contradição chegar ao final da vida cheio de vitórias e/ou ao final de um propósito com êxito e ver que todos os obstáculos vencidos, todo esforço envolvido e, até mesmo, sua vitória não foi nada que você decidiu fazer por si mesmo.

Está certo que devemos lutar para ser felizes, mas lutar de que maneira?

Vencer nunca foi usar as pessoas como degraus para subir na vida. Vencer está mais além do que superar alguém numa disputa por algum aspecto, isso é competição. Se o nosso vencer significa passar por cima de alguém, ele já não tem mais sabor de vitória. Se a nossa felicidade é alimentada ao vencer as pessoas, certamente estamos nos deliciando com um tipo cruel de felicidade.

Tomando como exemplo a vida do nosso amado profeta William Branham, na ocasião em que ele participou da competitiva temporada de caça ao javali, no Arizona – EUA, vemos um grande exemplo de vencedor.

A caçada ao javali era uma competitiva e popular perseguição que uma loja de materiais de caça das redondezas oferecia uma espingarda Winchester como recompensa ao caçador que abatesse o maior e mais pesado porco selvagem.

Nessa situação, nosso profeta participava da competição, e como todo bom competidor, é correto afirmar que ele também queria vencer. Porém, havia chegado o último dia de caça daquela temporada, estava anoitecendo, e conforme as normas restava pouco tempo para os participantes que ainda não tinham registrado e pesado seu animal, mas o profeta William Branham ainda não tinha abatido seu porco selvagem.

Surpreendentemente, nos últimos momentos ele avistou um grande e pesado porco selvagem. Com a ótima pontaria que tinha, mirou e atirou no grande javali de vinte e sete quilos e quinhentas gramas, e em questão de segundos, ele foi ao chão. E no pouco tempo que restava, desceu rapidamente em direção à cidade para registrar e pesar o grande animal.

Chegando próximo às escadas do local onde se faziam os registros, viu um senhor assentado com seu rifle do lado, e aproveitou para questioná-lo acerca da competição, se ainda estava em tempo… Respondendo que ainda havia tempo, o senhor deu informações adicionais a ele, dizendo que, até então, o seu porco selvagem era o maior, ele pesava vinte e cinco quilos.

Então, o profeta William Branham, observando a empolgação daquele senhor, se sentou ao seu lado e continuou conversando. Diante dessa situação, os amigos do profeta, que também eram caçadores e o acompanhavam, olharam para ele sentado ao lado do ancião e começaram a tirar o javali da caminhonete em que estavam, quando o profeta observou a ação deles de maneira bem discreta balançou a cabeça impedindo que o fizessem.

O profeta ficou sentado ao lado do ancião, conversando com ele até que o tempo da competição excedesse. Não compreendendo a atitude do profeta ao deixar que o senhor ganhasse a competição sendo que ele tinha o maior porco e poderia entrar para o livro dos recordes, no caminho de volta, seus amigos disseram que ele deveria ter conquistado o prêmio e depois ter dado o rifle ao senhor, pois dessa forma o nome dele entraria para o livro de recordes.

E em resposta, ele disse: “Sim, eu poderia ter feito desta maneira. E se outro caçador tivesse exibido no último minuto um animal maior do que o homem de idade, eu teria registrado o meu e depois dado ao velho caçador o prêmio. Mas, sempre significará mais para ele, tendo conquistado isto por si mesmo”.

Olhando para essa experiência do profeta William Branham e o tipo de vida que ele viveu, vemos que em muitas ocasiões onde ele podia falar, “ele não falou”; e em ocasiões em que ele podia ganhar, “ele não ganhou”. Ele não fez como muitas pessoas, e inclusive, como alguns de nós, que em busca de provar que têm audácia e destreza com a língua, têm coragem de falar, mas não têm coragem de ficar calados. Quando, na verdade, ficar calado, ao ter razão, requer muito mais bravura do que expor o que se pensa.

E é por isso que hoje, a vida de William Marrion Branham, o modo como ele – aparentemente – perdia para as pessoas, fala acerca do homem que Deus separou para manifestar Seu Ministério outra vez.

O maior vencedor é aquele que consegue vencer, disciplinar, domar e educar a si mesmo. Não foi à toa que o profeta William Branham disse que nós somos nossos maiores inimigos.

Vencer é para pessoas corajosas.

Quer vencer uma briga? Desista de ter razão!

Quer vencer a indiferença? Desista do seu orgulho!

Quer vencer a preguiça? Desista da sua zona de conforto!

Quer conquistar? Desista de ter medo!

Quer parar de sofrer com situações desnecessárias? Desista do que não vale a pena, porque grande parte dos desastres e sofrimentos que passamos, nós os protagonizamos quando decidimos nos apegar às coisas que deveríamos abrir mão como sendo o lixo de nossas vidas.

Quer vencer a amargura? Desista daquele velho e podre sentimento que ocupa o espaço da compaixão e perdão em sua vida.

Quer vencer a inveja? Desista de pensar que você não tem o que merece e faça o melhor com o que é seu. Mantenha em mente que o sucesso dos outros é resultado daquilo que eles tinham e decidiram trabalhar.

Quer receber perdão? Desista da voluntariedade em apontar o dedo para os outros e acusá-los.

Quer ser mais feliz? Desista da incontida necessidade de causar boa impressão nas pessoas.

Às vezes, perder algumas coisas será o maior ganho de nossas vidas.

Realmente vencer, ser feliz e manter a felicidade é uma tarefa difícil para aqueles que não conhecem, por experiência, o significado da palavra rendição. Porque vencer não requer de nós só 24 horas, é uma árdua jornada de dedicação e contenção total que se estende durante todo o percurso da vida.

Vencer é algo para os fortes, é algo para as pessoas que têm o Espírito Santo, o que, no conceito do mundo, é para os fracos.

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O Tabernáculo Belo Horizonte, uma congregação cristã, firma-se sobre as bases do Ministério Assim Está Escrito, edificado com a misericórdia e graça de Deus desde 1976, quando o pastor Wanderley Pereira Lemos começou esta tão grande obra nos pilares daquela mensagem, originada do nosso Senhor Jesus, na busca daqueles que O adorem em Espírito e verdade.


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