Nunca Troque Revelação Por Aprendizado | Pr. Wanderley Vilaça | 03/03/2019

Leitura Bíblica: Atos 20:29-32

Mensagens Citadas: A Base do Companheirismo; Mas No Princípio Não Foi Assim

Em Atos 20:29, Paulo diz temer o dia que sua morte chegaria, pois neste dia viriam lobos cruéis que iriam devorar a Igreja. Por lobos cruéis, ele se referia aos homens que surgiriam falando à igreja coisas perversas: palavras atrativas e bonitas que não teriam poder de mexer com a alma do indivíduo; palavras que colocariam em dúvida a Palavra de Deus. A maneira de evitar que tais palavras perversas nos atinjam é, impedir a morte do apóstolo Paulo. A morte física de um corpo se dá através do adoecimento, e acontece da mesma maneira com a Palavra; conforme vai deixando de ter influência em nossas vidas, então começa a adoecer, e vai adoecendo até que morre. E da mesma forma a morte de um profeta ou apóstolo, ocorre quando suas palavras deixam de ser respeitadas e acatadas por nós.

Muitas vezes relaxamos em nossas vidas porque já obtemos o conhecimento da Palavra. Porém possuir somente o conhecimento faz de nós apenas “fariseus”. É a revelação que nos faz verdadeiros cristãos. Por isso nossos desejos devem sempre estar baseados em entender e receber mais revelação da Palavra de Deus. E para isso é necessário não apenas o conhecimento, mas também o Espírito Santo para A revelar.

Na mensagem, ‘Mas no Princípio Não Foi Assim’, o profeta conta a história de um capitão que, estava à beira da morte e tendo ele apenas pouco tempo de vida, mandaram chamar o ‘capelão’ para que lhe  “encomendasse” a alma a Deus. O capelão foi até onde o capitão estava e começou o questionar sobre sua relação com Deus, mas o capitão nem mesmo sabia em qual ponto de sua vida havia deixado de ser um cristão. Não se lembrava onde exatamente ele havia abandonado Jesus. Ser cristão é agir como Cristo, e não saber onde ele deixou a Jesus, fazia com que ele não fosse mais um cristão. Da mesma forma é conosco; quando deixamos que “palavras perversas” que têm o poder de nos roubar de Cristo nos atinjam, vamos perdendo a Jesus e não percebemos. Palavras perversas, são palavras que geralmente parecem bonitas, coisas do tipo: “isso não é bem assim”, e na medida em que damos ouvidos a elas, vamos perdendo cada vez mais a Jesus. E muitas vezes, como foi com o capitão, nem nos lembramos onde o deixamos. Se algum dia isso acontecer conosco, teremos que fazer como fez o capitão, voltar no exato momento de nossas vidas em que começamos a falhar em ser como Cristo, onde falhamos em ser cristãos. Todavia, precisamos saber que nunca iremos reencontrar o Jesus que perdemos, em uma religião ou credo.  Somente é possível encontrá-Lo na verdadeira “experiência pentecostal”.

Na mensagem “A Base do Companheirismo”, o profeta explica que as vezes, mesmo não estando em pecado Deus nos coloca em problemas, mas quando isso acontecer, podemos ter absoluta certeza de que o céu estará totalmente a nosso favor. Por esta razão, é que quando estava passando por diversos problemas, Jó desejava “bater na porta da casa de Deus” e pedir a Ele uma satisfação. Jó conhecia de si mesmo; que era justo e estava debaixo dos sacrifícios que continuamente oferecia. Porém, Jó também sabia que aqueles sacrifícios de animais eram somente tipos. Tipos que diziam, que Deus só entra em companheirismo com alguém em um único lugar: debaixo do sangue derramado.

Em Números 19, vemos que o estatuto de Deus dizia que a novilha oferecida como sacrifício de purificação tinha que ser ‘totalmente vermelha’, apontando para a expiação dos pecados. O sangue da novilha deveria ser aspergido na tenda e depois queimado com o auxílio de um hissopo (haste flexível) e pau de cedro. Para nós isso significa que a Palavra (Bíblia) também tem que ser totalmente vermelha. Ela deve eliminar todo pecado de nossas vidas. Ou seja, qualquer palavra escrita/contida ali tem que trazer expiação e perdão para nós. Se apenas um versículo da Palavra nos pega, se uma escritura diz para não cobiçar e nós cobiçamos, essa escritura não é vermelha para nós. E uma escritura que não é vermelha representa juízo. O Hissopo significa: o ministério que ajuda a aplicar o sangue. E o cedro representa: a cruz na qual Jesus se fez sacrifício.

Vemos também que, durante o dia no deserto fazia calor escaldante e durante a noite fazia alguns graus abaixo de zero, e somente dentro do arraial havia a nuvem para proteger a congregação do sol e a coluna de fogo para aquecê-los durante a noite. Fora do arraial não havia ajuda ou proteção de Deus. Assim, quem estava fora do arraial estava morto, e aquele que tocasse em um morto era considerado impuro. Por isso quem estava do lado de fora não recebia nenhum tipo de proteção ou ajuda dos irmãos. E para nós, ainda hoje, isso também significa que se saímos do nosso “arraial” para ter companheirismo com pessoas imundas, também seremos considerados imundos; e aí então não teremos direito nem mesmo de sermos ajudados por Deus.

Caminhando um pouco mais em Números, vemos que a Palavra pregada pelos ministros, e a purificação apenas prepara-nos para nos aproximar de Deus. Porém, para ter companheirismo com Deus é necessário crer na revelação da Palavra. Dentro do arraial era permitido apenas ao sumo sacerdote entrar uma vez por ano no Santo dos Santos, e estar em companheirismo com Deus. Porém, ele precisava viver toda a sua vida se consagrando para adentrar aquele lugar. O sacerdote teria que ter uma vida de consagração constante. Vemos ainda, que, um membro comum da congregação não podia sequer tocar no carro que carregava a Arca da Aliança onde descia a Glória de Shekinah, pois se o fizesse morreria.

Depois de algum tempo, Deus saiu daquele tabernáculo e mudou-Se para o Templo de Salomão. Logo após isso entrou em um corpo humano: Jesus. Quando Jesus morreu derramando seu sangue, o véu do templo que escondia a Glória de Shekinah foi rasgado de cima a baixo, significando que Deus queria que sua Igreja pudesse ter companheirismo com Ele. Deus nunca mais destruiria Seu povo. Quando João foi elevado ao céu e viu O Livro da Vida do Cordeiro sendo pego por Jesus, o Cordeiro banhado em sangue, ele regozijou-se. Pois o Livro ficou coberto com o sangue de Jesus, tornando-se assim, ‘um Livro de Perdão e Redenção’.

Jesus entrou no Santo do Santos e ofereceu a Si mesmo como o sacrifício perpétuo, comprando com Seu sangue a Igreja Noiva, fazendo com que Ela e Seu próprio sangue tivessem o mesmo valor. Tendo portanto, a mesma significância e propriedade; ela se tornou o propiciatório (a tampa da Arca da Aliança onde o sangue do sacrifício era colocado).  Isso tem que alegrar ao máximo a alma do verdadeiro eleito. Alegrar ao ponto de explodir em um grande barulho de adoração vindo do profundo de sua alma. Quando isso não causa esse efeito, significa que a Palavra morreu para tal; pois até a vara de Arão na presença da Gloria de Shekinah podia reviver e dar flores e frutos, quanto mais nós, seres vivificados pela revelação da Palavra devemos ser movidos pela Presença de Deus.

O conhecimento da Palavra não é tudo o que Deus tem para nós. A Palavra tem requisitos para que possa ser pregada e ouvida, porém, através da revelação podemos adentrar na Glória de Shekinah, onde não há nenhum tipo de requisito ou separação. Na Glória de Shekinah não há homem, mulher, pobre, rico, negro, branco. Na Glória de Shekinah existe apenas o verdadeiro e íntimo companheirismo com nosso Senhor Jesus Cristo.

Comentário(1)

  1. Responder
    Ir.Raquel says:

    Não existe outro sentimento a não ser de gratidão a Deus

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