Síntese do Culto
Pregador: Pr. Wanderley Vilaça
Leitura Bíblica: Jó 42
Mensagem lida: Ouvi, Mas Agora Vejo
No tempo em que vivemos, em que a promessa de Deus para nós tem sido dada, e em que o diabo tem tentado assolar o povo de Deus, saibamos que a jornada do eleito não termina no conhecimento intelectual, mas na consumação do descanso da fé, de que, mesmo em meio a tudo, veremos a Deus. Assim como Jó, façamos perguntas, cientes de que Ele é o mesmo e nos responde, desde que mantenhamos a prontidão e a reverência devida ao Seu Santo nome.
Estejamos confrontados e advertidos por uma verdade abaladora: se nos encontramos na primeira fase de Jó, em que a integridade permanece intacta mesmo quando o mundo desmorona, sabemos que estamos prontos para o arrebatamento, quando Deus tem de nós tão grande conceito, a ponto de o diabo desafiá-Lo, dizendo que consegue nos fazer perder, e Deus responder: “Não”, confiando em nós. E, tal como Jó, ainda que as cinzas pareçam ser o nosso único assento, sabemos que é promessa infalível e devemos bradar, até mesmo em nossa agonia, que, ainda em nossa carne, veremos a Deus. Deus não enviou esta mensagem à toa, nem permitiu que nos reuníssemos para ouvir palavras vazias de homens; se o adversário tem intentado roubar a nossa glória e desfigurar nossa esperança por meio do fracasso, saibamos que, mesmo no ápice da tristeza, contemplaremos a face do Altíssimo com nossos próprios olhos.
Geazi achou que estava perdido, pois não tinha visão profética; então Deus abriu os seus olhos, tirando todo o medo e a angústia, para que ele visse os exércitos celestiais ao seu redor. Que possamos ver e crer que o exército do Senhor está ao nosso redor.
E é de extrema importância que cada cristão treine seu filho a ser verdadeiro. Do mesmo modo que um pai ensina seu filho recém-nascido a chamá-lo de pai, devemos também mostrar aos nossos filhos como agir como cristãos, dizendo a eles, desde cedo, que somos diferentes e qual é a nossa fé, declarando que o sacrifício de sermos diferentes é o que preserva a nossa linhagem espiritual. Observemos que Jó fez isso, pois, como dito antes, ele se encontrou em uma posição elevada, até mesmo digna do arrebatamento.
Ele tinha boa família, boa saúde, boa condição, e tudo o que possuía lhe foi tirado. Porém, quando sua esposa lhe aconselhou a amaldiçoar a Deus e morrer, ele a chamou de louca. Deus não erra; o diabo, em sua presunção, declarou que Jó blasfemaria contra Deus. Porém Deus confiava em Jó e em quem ele era. Quando um homem realmente entra em contato com Deus, não há nada, absolutamente nada nesta vida que o possa separar do amor de Deus. Este é o ápice da nossa fé: permanecer firmes quando tudo ao redor desmorona, sabendo que o nosso Redentor vive e se levantará sobre a terra.
E é vital que nos aproximemos cada vez mais de Deus e alcancemos mais fé. Se há algum problema em nossas vidas para o qual não vemos saída, tenhamos fé de que, ainda em nossa carne mortificada, veremos a Deus, como Jó viu. Porém, devemos também ser firmes em tempos de escuridão. Não enxerguemos a batalha apenas como “sofrência”; Deus está conosco. Servimos a um Deus das possibilidades. Podemos tomar posse das promessas e exercer nossa fé sobre elas, pois não precisam conter nossos nomes; Deus as direcionou a cada um de nós.
Muitas vezes, ao passarmos por um problema, pensamos que merecemos e que aquilo está acontecendo por causa de nossos muitos pecados. Mas, se estamos verdadeiramente justificados, temos o direito de sermos livres e de recebermos o socorro de Deus. Tenhamos fé. Mesmo que nos encontremos em uma situação avassaladora, da qual não sabemos se sairemos, saibamos: tudo o que tem um princípio tem um fim, até mesmo o sofrimento. Do mesmo modo que Jesus fez quando esteve na terra, expulsando todo o mal, Ele fará conosco.
Vemos, em toda a Bíblia, o prejuízo da falta de fé na vida das pessoas, que se tornam como néscias. Até mesmo fora da Bíblia, vemos exemplos extraídos das experiências do profeta. Lembramo-nos de seus amigos, que não tiveram fé na palavra do profeta quando ele falou sobre a localização de um poço de petróleo, ou da irmã que deixou o anjo passar, perdendo sua cura, mesmo o profeta tendo dito repetidas vezes que ele estava ali para ajudá-la. Aquilo que Deus nos dá exige a ousadia da nossa fé para ser retido; do contrário, a bênção se retira por nossa própria inércia. Portanto, é necessário que nos mantenhamos firmes em Deus e nos aproximemos cada vez mais d’Ele, exercendo e acrescentando fé às nossas vidas, para que tenhamos cada vez mais de Deus em nós.
Jó tinha dentro de si uma pressão interior vinda de Deus, suficiente para suportar e expulsar as adversidades advindas de fora, por meio do diabo, impedindo que a implosão (destruição causada por pressão externa) o atingisse. E o profeta irmão Branham nos diz que, nos dias de hoje, há o mesmo espírito pairando sobre o mundo. Portanto, é necessário que nos aproximemos cada vez mais de Deus, pois, à medida que nos aproximamos d’Ele, a fé se torna cada vez mais forte, algo natural de quem somos. Assim, temos força para suportar a pressão, da mesma forma que o corpo humano suporta a atmosfera da Terra. Caso contrário, ao nos afastarmos de Deus, a pressão externa do mundo nos esmaga, fazendo com que nos percamos e nos desviemos dentro da igreja, acabando “implodidos” por não suportarmos a pressão.
Jó também era profeta e sabia que aquilo que ele dissesse aconteceria, pois era inspirado por Deus. E hoje, se deixarmos que essa mecânica de fé domine os nossos corações, a dinâmica espiritual se manifestará: o que dissermos e crermos se materializará, pois, as promessas já nos foram entregues pelo profeta desta era. Tenhamos fé, pois a Mensagem de hoje resolve todas as pendências da alma; o Deus que restaurou Jó e lhe concedeu porção dobrada é o mesmo que hoje abre os nossos olhos, para que possamos dizer com autoridade: “Meus olhos Te veem, e por isso está tudo resolvido.”.