A Influência do Filho do Homem Manifestando os Atributos de Deus

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Síntese do Culto

Pregador: Pr. Anderson Viana
Leitura Bíblica: Gênesis 1:1-2, 1:31; Mateus 16:13-15; Marcos 6:7; Provérbios 16:3; Malaquias 4
Mensagem Lida: O Poder de Transformação; Deus é o Seu Próprio Intérprete 

“No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, era sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”(Gênesis 1:1-2)

Vemos que, enquanto Deus Se movia sobre a face das águas, a vida começou a surgir. E, em Gênesis 1:31, à medida que os versículos avançam, percebemos que Deus aprovou Sua criação e declarou que tudo era bom: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.”.

Como cristãos, sabemos que tudo o que Deus faz é bom. A palavra tudo refere-se a todas as coisas, sem exceção. E, nesse ponto, podemos ser generalistas, pois realmente tudo o que Ele faz é bom.

Como jovens, muitas vezes passam — ou já passaram — pela nossa mente diversos questionamentos sobre como nossa vida se sucederá: “Como seremos no futuro? O que nos espera mais adiante?” Uma escritura muito adequada para trazer estabilidade emocional nesses momentos é Provérbios 16:3: “Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.”

Essa escritura nos leva à reflexão de que aquilo que almejamos conquistar em nossas vidas não está condicionado aos nossos próprios méritos, mas sim àquilo que Deus, e somente Ele, pode fazer por nós. Devemos consagrar, submeter e colocar sob o cuidado dEle todos os nossos planos.

Enquanto jovens, é comum estarmos envolvidos com a construção do nosso futuro, pensando em ser bem-sucedidos em todas as áreas da vida. Mas entendamos que, se cremos que somos filhos de Deus, nunca encontraremos prosperidade fora da Palavra de Deus. Seja o que for — beleza, bênçãos, felicidade — se não buscarmos isso em Deus, não alcançaremos aquilo que desejamos.

Na mensagem ‘O Poder de Transformação’, no parágrafo 49, o profeta nos mostra que a Palavra de Deus é o agente de transformação. Ele enfatiza que somente a Palavra tem o poder de transformar uma pessoa verdadeiramente — não sistemas humanos, não religião, não psicologia.

Assim como em Gênesis, quando tudo era apenas uma imensa escuridão e o caos cobria as águas, Deus, pela força criadora de Sua Palavra, transformou aquele vazio sombrio em um jardim chamado Éden. Da mesma forma, Ele age em nossas vidas. Muitas vezes somos como aquela terra sem forma e vazia, perdidos em nossas próprias trevas, sem direção e sem beleza. Mas Deus deseja nos transformar em um jardim agradável diante d’Ele.

Muitos de nós caminhávamos em trevas, carregando o peso do vazio interior. Porém, quando recebemos a influência do Filho do Homem, o Espírito de Deus começa a pairar sobre nós. E, de repente, a vida começa a brotar dentro de nós — vida verdadeira, vida moldada pela Palavra.

Em Mateus 16 vemos a importância de compreender a influência do Filho do Homem em movimento. Quando Jesus chega às partes de Cesareia de Filipe, Ele pergunta aos discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”. Essa pergunta não era apenas informativa, mas revelava o quanto as pessoas estavam— ou não — percebendo a manifestação de Deus em carne.

Em Marcos 6, observamos que, quando Deus envia Seus apóstolos e eles começam a operar milagres, o nome exaltado não é o dos apóstolos, mas o nome de Jesus. O mesmo ocorre no ministério do profeta: não é o nome de William Branham que é engrandecido, e sim o nome do Senhor Jesus Cristo. A honra pertence sempre a Ele. 

Em seguida Jesus volta-Se aos discípulos e pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Ele queria saber se o que eles criam vinha da opinião das pessoas ou da revelação que estava sendo dada. Assim também acontece conosco: devemos nos questionar se deixamos que o que os outros pensam influencie nossa visão de Deus, em vez de confiarmos naquilo que vemos e cremos pelo Espírito.

Dando sequência à escritura citada, Pedro declara: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, e Deus lhe responde que essa revelação não veio da carne nem do sangue, mas diretamente do Pai. Da mesma forma, precisamos ser guiados pela revelação de Deus e não por doutrinas soltas ou opiniões humanas. Devemos permanecer firmes na influência do Espírito, reconhecendo a voz do Filho do Homem quando Ele se move e revela quem Ele é para nós.

O profeta nos ensina que o Filho do Homem se revelaria novamente, porém não através de grandes denominações ou sistemas religiosos, como vimos ao longo das eras. Ele afirma que essa manifestação não aconteceria dentro das estruturas tradicionais, mas que o Filho do Homem Se expressaria de forma direta e profética, cumprindo assim Malaquias 4.

Em outras palavras, o profeta está dizendo que o Filho do Homem voltaria a Se manifestar na Terra por meio do ministério profético prometido para os últimos dias, e essa manifestação seria o cumprimento de Malaquias 4: o ministério que restauraria todas as coisas e traria o coração do povo de volta à fé original.

Se perguntássemos às pessoas: “Qual é a influência da Bíblia na sua vida?”, muitas responderiam de forma bonita, sincera e até emocionante. Porém, se apenas trocássemos uma palavra e perguntássemos: “Qual é a influência da Mensagem do profeta Elias na sua vida?”, a grande maioria nem sequer saberia do que se trata.

Nós sabemos que a fé para o rapto está nas Mensagens, mas entendemos também que essa fé está na Bíblia — porém, na Bíblia lida de forma revelada, na Palavra aberta para o nosso dia. E, embora muitos, no meio denominacional, leiam a Bíblia com zelo, disciplina e até memorizem as Escrituras, eles não alcançam a fé para o rapto, porque essa fé está nas Mensagens.

A fé de rapto vem da influência espiritual que Deus enviou por meio do ministério do profeta. Não se trata de colocar a Mensagem acima da Bíblia — isso seria errado —, mas de entender que a Mensagem é a Bíblia lida de forma revelada, é a Palavra aberta e explicada para o tempo do fim.

Essa revelação é o que distingue a nós, os crentes da Mensagem, de outras linhas religiosas que dependem de estudiosos e interpretações humanas, enquanto nós recebemos a revelação divina dada pelo Filho do Homem para preparar um povo para o rapto.

Na mensagem ‘Deus é o Seu Próprio Intérprete’, a partir do parágrafo 9, o profeta fala que, no princípio, Deus era o Eterno e estava sozinho, contendo em Si todos os Seus pensamentos — atributos de Pai, Filho, Salvador, Curador, Redentor e tudo o que Ele viria a expressar.

Quando Deus disse “Haja”, esses pensamentos simplesmente se manifestaram, porque uma palavra é um pensamento expressado. Assim, toda a criação — inclusive nós, Seus filhos — é a revelação dos atributos que estavam dentro de Deus desde a Eternidade. Somos a expressão dos pensamentos divinos que Ele decidiu tornar visíveis.

Ele precisou criar para manifestar aquilo que já existia dentro d’Ele como atributo. Como poderia ser Pai sem um filho? Como poderia ser Redentor sem alguém para redimir? Portanto, a criação foi o meio pelo qual Deus expressou quem Ele já era em Seus pensamentos eternos.

Esses atributos de Deus estão completamente associados ao que nós somos, pois somos atributos manifestos. Somos testemunhas de que Ele é um Deus curador, um Deus redentor. Entendamos a grandiosidade de sermos totalmente atrelados à revelação de quem Deus é.

É comum vermos que Deus manifesta Seus atributos em pessoas do mundo; realmente, muitos mundanos acabam sendo também manifestações dos atributos de Deus. Muitos são curados e libertos, de fato. Porém, Deus não se limita apenas a esses aspectos. Dentre tantos outros, existe um atributo que está intimamente ligado a um grupo específico de pessoas: o atributo de Redentor.

A palavra ‘redimir’ define qual é a principal influência que o Filho do Homem traz para nossas vidas. A Mensagem em que cremos é uma completa expressão do atributo de redenção que Deus manifesta em nós. E podemos ter a convicção plena de que Deus é um Deus Redentor, pois tivemos nossa própria experiência com Ele e sabemos que Ele nos redimiu.

A Mensagem está nos influenciando a enxergar que somos redimidos, que somos uma super raça, um exército invencível. Não deixemos que nossas mentes nos desmotivem ao nos compararmos com o mundo. Mudemos nossa referência: se podemos nos comparar com o mundo, é porque somos diferentes, e isso é agradável aos olhos de Deus.

A Palavra de Deus sempre se cumpre porque é o próprio Deus Se interpretando através de Suas manifestações. Assim como, no princípio, Ele disse “Haja” e descansou, confiando no cumprimento de Sua Palavra, também hoje Ele trabalha para que cada promessa se realize no tempo certo.

Essa mesma Palavra, quando recebida pelos corações predestinados, transforma vidas e produz filhos e filhas de Deus. E, assim como Cristo foi a Semente perfeita, protegida de qualquer influência contrária, Deus também nos guarda e nos concede Seu Espírito para permanecermos firmes. Temos, portanto, o privilégio de viver sob essa influência divina, sendo moldados pela Palavra que Ele mesmo falou e que Ele mesmo cumprirá.

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