As Três Etapas da Graça

  • Tempo de leitura:5 minutos de leitura

Síntese do Culto

Pregador: Min. Sérgio Lopes
Leitura Bíblica: Mateus 12:43–45, 2 Reis 2:1–6
Mensagens Citadas: Perguntas e Respostas – Número 4; Testemunha; Apocalipse; Capítulo 4 – 3ª Parte – Trono da Misericórdia

Quando alguém nos apresenta as três etapas da graça, é como se nos mostrasse um caminho a seguir. Sabemos que devemos seguir a Deus, e que Sua Palavra deve ser o nosso absoluto, mas, para isso, existe um processo a ser percorrido:

Justificação – vem pelo simples fato de ouvir e crer.
Santificação – é aquilo que nós colocamos em prática.
Batismo com o Espírito Santo – como resultado do que fazemos, Deus nos sela pelo Espírito Santo.

Mesmo com as três etapas da graça concluídas, não devemos nos sentir satisfeitos ou agir de forma descuidada com nossas vidas. Não podemos parar, pensando que tudo já está completo. Como Noiva do Senhor, nos foram dadas riquíssimas promessas.

Usando uma analogia com a história de Romeu e Julieta, Romeu havia prometido a Julieta que voltaria para buscá-la, e ela permaneceu em expectativa, aguardando seu retorno. Da mesma forma, devemos viver em expectativa, ansiosos e ativos, caminhando conforme os requisitos que Ele determinou para herdarmos Suas promessas.

Na mensagem “Perguntas e Respostas – Número 4”, o profeta relata que alguém lhe perguntou se uma pessoa pode ir para o inferno mesmo após ter passado por uma experiência genuína de justificação e santificação. Ele respondeu que sim, é possível, mesmo tendo vivido uma experiência verdadeira, pois a Graça de Deus não é algo estático, ela se desenvolve em etapas.

Além de estarmos limpos, precisamos estar cheios do Espírito Santo. Não podemos nos descuidar e acabar como algumas pessoas que ficam “presas” na fase inicial da graça, recebendo perdão e liberdade, mas não avançam para as seguintes etapas de transformação ou maturidade.

Em Mateus 12:43–45, Jesus nos ensina que, quando o espírito imundo sai de alguém e depois encontra essa “casa” vazia, ele volta trazendo outros sete piores, e o estado da pessoa fica pior do que antes.

Isso nos mostra que não basta sermos libertos, é preciso encher o coração com o Espírito Santo e a Palavra, para que o inimigo não encontre espaço para voltar.

Essa Graça que nos foi concedida veio do Calvário, que representa morte, sepultamento e ressurreição. O Calvário expressa essas três etapas redentoras. Quando Jesus morreu, do Seu lado fluíram água, sangue e Vida, e essa Vida foi transferida para nós, os eleitos. Essa Vida é a Graça e a Misericórdia que hoje habitam em nós.

A nossa vida é como um processo de existência de um bebê. Em suas mensagens, o profeta ensina que, quando um bebê está sendo gerado, ainda não há espírito nele. Ele já foi gerado, mas ainda está em um processo de desenvolvimento. Quando a mãe dá à luz e o bebê nasce, é naquele momento que o espírito-vida entra nele.

Com essa revelação, podemos compreender que não podemos permanecer em apenas um dos estados do processo, sendo apenas gerados. Precisamos nascer de novo para Cristo, para receber Dele Vida em plenitude.

Na mensagem “Testemunhas”, o profeta fala sobre a passagem bíblica de 2 Reis 2:1-6, na qual o profeta Elias está prestes a ser levado ao céu. Ele diz várias vezes a Eliseu para ficar — primeiro em Gilgal, depois em Betel e Jericó — mas Eliseu insiste em segui-lo até o fim.

Sabemos que Eliseu foi um tipo da Igreja, e Elias, um tipo de Cristo. Sendo assim, devemos aplicar essa passagem em nossas vidas: onde quer que o Senhor vá, nós O acompanharemos.

Na Bíblia, quando Elias e Eliseu chegam ao Jordão em 2 Reis 2:7, temos um símbolo poderoso. O Jordão é frequentemente associado à morte e à passagem — não apenas no sentido físico, mas como um ponto de transição espiritual. Para atravessar o Jordão, era necessário que algo antigo morresse para que algo novo pudesse surgir.

De forma espiritual, podemos relacionar isso com as etapas da graça: antes de recebermos a plenitude da Vida em Cristo, precisamos passar pela etapa da morte, que representa morrer para o velho homem – ou seja, para nossos pecados, desejos e natureza carnal. É apenas após essa “morte” que podemos avançar para santificação e, finalmente, para o batismo com o Espírito Santo.

Assim como Eliseu não podia receber o manto de Elias sem atravessar o Jordão, nós também não podemos receber a plenitude da Graça sem cumprir a etapa de morte espiritual. O Jordão simboliza esse momento de entrega, rendição e transformação, que é indispensável para avançarmos nas etapas da Graça e vivermos plenamente a vida em Cristo.

Na mensagem “Apocalipse, Capítulo 4 – 3ª Parte – Trono da Misericórdia”, o profeta fala sobre a beleza do plano de Deus para nós. Ele explica que, primeiro, somos justificados pela fé. Depois de sermos lavados, passamos pelo processo de santificação, e, por fim, somos preenchidos com o Espírito Santo. Ele deixa claro que tudo segue uma ordem: justificação, santificação e batismo com o Espírito Santo.

Para viver plenamente essa graça, precisamos morrer a cada dia para o velho homem, sendo diligentes e agindo com respeito diante da Palavra. Devemos nos direcionar aos cultos com mais atenção, fidelidade e amor, lembrando sempre de cumprir aquilo que foi requerido a nós — pois cada etapa se realiza individualmente, conforme nosso compromisso com Deus e nossa entrega total à Sua vontade.

Deixe um comentário