Conselhos Pastorais Para As Famílias

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Síntese do Culto

Pregador: Pr. Wanderley Vilaça
Leitura Bíblica: Efésios 5:21-33
Mensagem Citada: A União Invisível da Noiva de Cristo | Perguntas e Respostas Sobre o Espírito Santo.

Quando um pastor vai meditar para preparar sua pregação, suas inspirações não vêm por sua própria vontade, pedindo a Deus algo sobre determinado assunto. Deus concede uma inspiração de acordo com a necessidade do Seu povo. Mesmo que não seja para toda a igreja, pode ser apenas para uma família ou uma pessoa. Ainda assim, toda a igreja precisa ter longanimidade para ouvir aquela palavra, até que todos sejam aperfeiçoados.

Em Efésios 5, a partir do versículo 21, o apóstolo Paulo começa a orientar a igreja, dando conselhos às famílias. Ele diz que devemos “nos sujeitar uns aos outros”. Isso significa que podemos ser repreendidos por outro irmão, mesmo que não seja o pastor, talvez apenas alguém com mais experiência. E, por mais que não seja agradável ouvir uma repreensão, é uma ordem bíblica sermos sujeitos.

Seguindo adiante na Escritura, lemos Paulo dizendo: “Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.” Se Ele vive em nós, vamos tentar controlá-Lo? Tentar cronometrar a Deus, dando prazos para agir? Não. Devemos entregar a Ele o total controle de nossas vidas, sendo sujeitos.

Muitas pessoas enfrentam problemas em suas vidas por viverem parcialmente. Não podemos ser bons cristãos em algumas áreas e negligentes em outras, pois isso traz consequências. Deus nos ordena que sejamos como Ele. E, se ainda não conseguimos alcançar esse patamar, precisamos lutar para chegar lá. Assim, melhoramos nossa convivência com as pessoas ao nosso redor, pois elas verão nosso esforço diário em direção à mudança. O que não podemos é permitir que essa mudança se torne lenta demais.

Mais adiante, no livro de Efésios, no início do capítulo 6, Paulo afirma que os filhos devem honrar os pais, pois isso é justo. Logo depois acrescenta: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.” Muitos pais pensam que provocar a ira dos filhos significa apenas irritá-los com implicâncias. Mas, quando as crianças entram na fase da adolescência, os pais precisam se esforçar para inseri-los no grupo de jovens. Se não permanecem no meio dos jovens, vivem essa fase vulnerável sem identidade, sem amizades, sem sentir que pertencem a algum lugar, e então começam os problemas. Nesse momento, muitos pais querem transferir a responsabilidade que era deles (cuidar e instruir seus filhos) para o ministério, esperando que este faça algo para salvar o adolescente.

Alguns pais se consideram ótimos por darem tudo aos filhos. Mas tudo o quê? Tênis de luxo? Ou atenção? O que os filhos realmente precisam, principalmente nesses momentos de transição, é da presença dos pais. Precisam de tutores, de conselhos. Quando os pais negligenciam isso, provocam a ira dos filhos, gerando filhos que se sentem abandonados e traumatizados. Um pai presente transmite segurança. Pais não podem “não ter tempo”; devem ter tempo para seus filhos, mostrando-lhes que estão presentes em suas vidas, mesmo que não estejam fisicamente ali.

Na mensagem ‘A União Invisível da Noiva de Cristo’, no parágrafo 68, o irmão Branham diz: “Agora, eu estou falando, tenha a igreja em mente enquanto estou falando isto à mulher natural, segundo Paulo o está aqui… no sétimo capítulo dos Romanos. Tem um cargo sagrado de virtude encomendado a elas por Seu Senhor – uma virtude em particular. Nenhuma outra coisa o tem, senão a mulher. Isso é certo, isso é encomendado a ela por Deus. Ela não deve violar essa virtude.”

Deus dá às meninas um encargo sagrado de manterem sua virtude (sua virgindade), pois, elas naturalmente ficam expostas ao mundo como ovelhas no meio de lobos, que não têm chance contra o inimigo. E aí entra a responsabilidade dos pais de ensinar os seus filhos a buscar o Espírito Santo, porque essa é a única forma de vencer a Satanás. Porém, infelizmente, os pais têm deixado de lado suas responsabilidades.

Muitos pais temem corrigir seus filhos para não provocar ira neles. No entanto, a correção não provoca ira; o que realmente a provoca é a crueldade dos pais, que muitas vezes são cruéis sem sequer perceber. Usam o cansaço como desculpa para não participar da vida dos filhos, e estes, com o tempo, interpretam isso como falta de interesse e de empatia.

No parágrafo 68, da mensagem ‘A União Invisível da Noiva de Cristo’, lemos:
“Mesmo se ela faz algo errado, ela deve confessar aquilo a seu esposo antes que ele a aceite, e corrigi-lo. Simplesmente da mesma forma como a igreja que estava casada com a lei também tem que confessar isso. Se ela não o faz e vive com seu esposo por dez anos e então o confesse ele tem o direito de repudiá-la e casar-se com outra mulher. Essa é a Escritura. A fornicação é vida imunda.”

Se algo errado acontece dentro da igreja, o ministério tem a responsabilidade de julgar o caso, depois de conhecer a história daquela pessoa. Mas muitos querem, sem ter o encargo de agir na situação, julgar que aquela pessoa não merece misericórdia. Gostam de sentenciar cruelmente, porque não são eles as vítimas que clamam por misericórdia. Contudo, Deus não nega misericórdia a um pecador verdadeiramente arrependido; só não há misericórdia para os blasfemadores.

Em Nínive, por exemplo, o povo estava errado, e Deus enviou Jonas para anunciar que seriam destruídos. Mas eles se arrependeram genuinamente, e Deus os perdoou. Jonas, porém, ficou enfurecido por Deus ter concedido perdão. No entanto, quando Deus “injustamente” secou a vida de uma planta sem misericórdia, isso incomodou Jonas. Poderíamos perguntar a esse profeta: significa então que você ama mais a vida de uma planta do que a de uma pessoa, Jonas?

Na mesma mensagem, no parágrafo 70, o irmão Branham diz: Veja estas telas e veja estas estrelas de cinema se beijando e se abraçando e fazendo demonstrações excessivas de entusiasmo com estas mulheres. A mulher que faz isso é de uma má característica. Ela pode ser virtuosa de outra maneira, porém, veja, em seu coração – quando essas glândulas, as glândulas sexuais estão em seus lábios, um homem beija a uma mulher, ele efetiva e potencialmente cometeu adultério.”

Muitos casamentos têm sido destruídos porque as pessoas tomam como padrão, como objetivo, as excessivas demonstrações de afeto vistas nas produções artísticas. Mas aquilo não é real. Satanás usa isso para fazer o marido pensar que sua esposa o menospreza, ou o contrário. Assim como as denominações, atrizes que distorcem a realidade da Palavra de Deus e não apresentam o verdadeiro Deus às pessoas, enganando-as com teatros. As pessoas estão viciadas no irreal e, quando se deparam com a realidade, ficam frustradas. O casamento não é como nas ficções ou fantasias; demonstração de amor verdadeiro é convivência diária.

Os pais devem caminhar com seus filhos. O tempo de andar sozinhos é quando ainda não os têm. Devem permitir que os filhos vejam o carinho entre eles, e não as brigas. É preferível que os filhos vejam seus pais andando de mãos dadas, demonstrando carinho um com o outro, do que assistirem a essas demonstrações nas telas. Assim como na igreja: nada que é original tem excessividade. Devemos nos entusiasmar com a Palavra, mas também devemos ter ordem, nos calar e apenas ouvir o que Ele tem a nos dizer.

Os pais devem ensinar aos seus filhos que eles têm a autoridade em casa; filhos só dominam a casa se primeiro dominarem seus pais. Satanás tem trabalhado para destruir as famílias e para influenciar jovens a não aceitarem ser dominados. Mas o que precisamos é ter o Espírito Santo, que remove a influência de Satanás e nos ajuda a rejeitar ideias mundanas.

Muitas pessoas enfrentam problemas por causa do que dizem. Observemos o que o irmão afirma na mensagem ‘Perguntas e Respostas Sobre o Espírito Santo’, no parágrafo 19:“A mulher Sirofênicia, quando Jesus lhe disse, “Não é próprio eu tomar o pão dos filhos e lança-los aos cães” ela disse, “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem das migalhas que caem da mesa de seus donos”. Ele disse, “Por teres dito isto, o diabo saiu da tua filha”. Diga boas coisas então. Diga algo bom a respeito de alguém. Falemos de Cristo. Diga algo verdadeiro, algo real. Esta é a maneira de se livrar de demônios. Ele nunca disse… Ele não orou pela menina. Ele nunca disse nada a respeito dela ser curada; Ele simplesmente disse, “Por que dissestes isto, por teres dito isto…”

Da mesma forma que palavras más nos colocam em problemas, palavras boas expulsam demônios de nossas vidas. Pais que falam coisas ruins perto de seus filhos abrem portas para demônios na vida deles; mas pais que falam coisas boas trazem libertação para seus filhos

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Este post tem 2 comentários

  1. Glaucia Ramos

    pura verdade mesmo

  2. Lucilene Neris

    Graças a Deus, por esses conselhos pastorais dado a minha família!