Síntese do Culto
Pregador: Pr. Vin Dayal
Em determinado momento da vida, é natural que muitas memórias de tempos passados venham à nossa mente. Por meio de uma foto, por exemplo, podemos ver o rosto de nosso amado pastor Wanderley Lemos — um homem especial que Deus concedeu a esta igreja, que amava seu povo — e muitas histórias são lembradas. Contudo, essa presença não se limita ao passado; ela permanece viva entre nós hoje.
O profeta, ao relatar sua experiência além da cortina do tempo, disse que, por um instante, ao olhar para trás, viu seu velho corpo ali deitado, fruto de seus pais. Mas, ao olhar para frente, encontrava-se em um corpo celestial. Da mesma forma, cremos que, ao partir, nosso amado pastor se encontrará ali: não mais um homem cansado e debilitado, mas renovado, um verdadeiro jovem.
Ao encerrar seus dias nesta terra, nosso pastor não demonstrava preocupação em seu semblante, pois tinha plena confiança no destino que o aguardava. Sabia a quem havia entregue sua vida: um servo de Deus que carregou Sua mensagem nesta última hora, para que hoje nós pudéssemos estar aqui, um povo chamado para fora, sendo preparado para o arrebatamento.
Por isso, não estamos preocupados. Seguimos o ensinamento que o Senhor nos deixou, lançando sobre Ele toda a nossa ansiedade. Aquele que nos guardou, nos curou e nos preservou também prometeu que, quando esta “casa” se desfizer, haverá outra nos esperando, não construída por mãos humanas, mas eterna nos céus. Uma promessa fiel, uma Palavra eterna.
Um dia O encontraremos novamente, pois haverá uma ressurreição. Nós, os que estivermos vivos na vinda do Senhor, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, em um piscar de olhos. Seremos transformados para um tempo de perfeita união. Isso é unidade: os membros da família, de vários lugares do mundo, como o profeta viu em visão, todos como soldados cristãos, avançando, subindo para a glória, rompendo a gravidade.
Nossos irmãos que partiram também foram vistos pelo profeta retornando, unidos a nós, que ainda permanecemos. Vivemos neste tempo. Uma alegria enche o nosso coração, na expectativa de reencontrarmos os membros da nossa família.
Aqui estamos entre pessoas escolhidas em Cristo antes da fundação do mundo, todos unidos debaixo de uma mesma fé. Portanto, não há lugar para dúvida ou inquietação, guerreiros da fé. Com o passar do tempo, os cabelos que antes eram pretos tornam-se brancos, pois o envelhecimento faz parte do ciclo da vida e do plano de Deus para nos conduzir de volta a Ele. Ainda assim, essa realidade não nos traz medo, pois confiamos no poder de Deus para transformar, e Ele nos transformará no tempo certo, pois esta é a promessa.
Não viemos por nossa própria vontade, mas como eleitos e escolhidos em meio a um mundo de milhões de pessoas, um povo que atendeu ao Seu chamado. Da mesma forma, nas Escrituras, Jesus passava por cidades e chamava alguns para segui-Lo, e eles atendiam àquele chamado, pois havia neles algo que vinha Dele. Eles viram Seus milagres, testemunharam pessoas sendo curadas, viram-No andar sobre as águas e compreenderam que Ele era mais do que um homem: Ele era o Deus eterno, o grande Pastor, a Grande Mãe Águia. E, quando Ele chama, Suas ovelhas, Seus filhotes, outrora em um galinheiro, reconhecem Sua voz.
Entretanto, a história não terminou ali. Ela prosseguiu e, mais uma vez, se manifestou da mesma maneira: descendo em carne humana, entrando em um homem que Ele mesmo escolheu antes da fundação do mundo, chamado William Branham. Um homem de gostos simples, mas com o dom de entrar em dimensões, trazendo uma mensagem para chamar um povo — não de um lugar específico, mas de todo o mundo. E, por meio de uma visão, ele viu uma Noiva sem nacionalidade, marchando rumo ao Lar Eterno.
Portanto, não nos consideramos insignificantes. Assim como nos dias de Jesus, Ele passou por lugares humildes para encontrar os Seus. Hoje, cada um de nós é o cumprimento dessa promessa. Fomos escolhidos antes da fundação do mundo, formados por Ele, não apenas como um corpo que retorna ao pó, concebido pelo matrimônio, mas como uma alma eterna. Somos atributos eternos de Deus, expressão de Seus pensamentos.
Esse plano foi traçado e consumado antes da fundação do mundo. Deus escreveu nossos nomes em Seu Livro e os manifestou na terra no tempo determinado. Em certo momento, por meio da abertura da Palavra, reconhecemos esse plano. Não escolhemos ser quem somos, pois tudo foi ordenado por Ele, para que, em algum ponto da nossa caminhada, a luz do evangelho brilhasse em nossos corações, onde habita essa alma eterna, atributo de Deus.
Chegará o dia em que, por meio desse poder de transformação, nós, o povo escolhido, romperemos as leis da gravidade. Não um povo perfeito, mas um povo ensinado, guiado e habitado pelo Espírito Santo, conduzido em toda a verdade. Assim, aqui estamos nós, um corpo de muitos membros, não mais apreensivo, mas plenamente confiante na promessa de um lugar preparado por Ele, em expectativa por esse Dia.
Ajuntados, o Seu Corpo, as Águias, alimentando-se de Sua Palavra, guiadas por um profeta-águia — não mais presente fisicamente, mas com seu espírito, o espírito de Elias derramado sobre cada um desses membros. Assim como tipifica a Bíblia, quando Elias, para ser arrebatado, deveria atravessar o Jordão (que, por meio da revelação, sabemos representar a morte), ao tomar sua vara, separou as águas e atravessou em terra seca, pelo poder que estava nele. Ao chegar ao outro lado e ser arrebatado por anjos que o tomaram, seu espírito, em porção dobrada, foi derramado sobre Eliseu. E, com a capa que pertencia a Elias, ele abriu novamente aquelas águas.
Esta é a sombra do que acontece com o povo de Deus neste tempo. Todos esses acontecimentos representam o que irá acontecer com Sua Esposa agora. Tudo o que era Deus foi derramado em Cristo, e tudo o que era Cristo (o Cordeiro imolado por Deus antes da fundação do mundo) foi derramado em Sua Noiva. Uma união entre a Cabeça e o Corpo. E, da mesma forma que aconteceu com Elias, em algum dia, anjos também nos tirarão daqui.
Deus desceu e pagou o alto preço para redimir cada vida. Angustiado no Getsêmani, por carregar sobre Si todos os encargos do mundo, Ele entregou Sua vida; não a tiraram d’Ele, mas Ele a entregou. Por amor, tornou-Se pecado, para que hoje pudéssemos ser a justiça de Deus. E, quando Ele disse: “Está consumado”, concluiu o plano, pois desceu até o inferno e tomou as chaves do inferno e da morte das mãos de Satanás. A partir daquele momento, o diabo não tem mais direito sobre nós.
É tempo de entendermos nossos direitos e privilégios. Deus quer fazer separação de toda incredulidade, porque estamos no tempo da promessa. Nós, os que ficarmos vivos, permaneceremos vivos; nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, em um piscar de olhos. E, no tempo certo, no tempo da ressurreição, no tempo da partida, chamaremos aqueles que dormem em Cristo.
