Dia dos Pais

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Síntese do Culto

Pregador: Pr. Wanderley Vilaça
Leitura Bíblica: João 17:1-26
Mensagem Lida: O Desvelar de Deus

Estamos vendo, nos dias de hoje, pais que impõem tradições na criação de uma nova geração, em vez de deixá-la ter suas próprias experiências com Deus e perceber o gozo que a igreja tem recebido d’Ele. As tradições formam um véu — véus que mantêm as pessoas onde estão. Resta saber se esta nova geração irá transpassar esse véu para enxergar o que Deus deseja lhes mostrar.


Deus nos leva a meditar sobre a água: sua versatilidade e adaptabilidade, a forma como continua sendo água independentemente do recipiente em que é colocada — seja um copo, uma garrafa, um saco ou até mesmo mãos unidas para saciar a sede de alguém. Ela continua sendo água. Neste exemplo, a água representa Deus, e os recipientes são os homens. O Senhor disse: “Eu sou o teu Deus e não mudo.”. Alguém pode até contestar Sua imutabilidade, mas veja: Ele continua sendo a água — água em uma garrafa, água em um saquinho, água em uma taça de cristal. Ele continua sendo Deus. Ele se amolda ao recipiente e continua saciando a sede de quem dela beber. E, por acaso, deixa de ser água por estar em mãos? Jamais. Deus tem essa peculiaridade: adapta-Se ao recipiente sem jamais mudar Sua essência.


É por isso que tantas pessoas não encontram Deus — porque o padronizam como o copo, quando talvez, naquele momento, Ele esteja habitando o saquinho. E, por conta de alguma tradição ou crença, não aceitamos beber do saquinho. Por causa de uma etiqueta, podemos deixar de receber de Deus. Esse exemplo pode se aplicar a qualquer pessoa: um pastor, um evangelista, uma criança. Se Deus já usou até mesmo uma mula no passado para falar com Seus filhos, por que não usaria qualquer um de nós?


De todas as formas, Deus estará ali. Deus saciará Seus filhos. Nenhum de nós jamais ficará sedento, pois é Deus em ‘in morf’. Deus se transforma. Ele Se esvazia para nos encher, e devemos compreender permanentemente que necessitamos de água, não de copos, mas da água. Mas o questionamento que permanece é: por que Deus se submeteu a tudo isso? Para suprir as necessidades de Seus filhos na etapa em que eles estavam.
Ao entrarmos em nossa meditação sobre o “Dia dos Pais”, usando Efésios 5 como base, vemos que esse homem deve ser como Jesus, que se entregou pela Sua igreja. Como diz em Efésios: “O marido deve amar a sua esposa assim como Cristo amou a igreja e a Si mesmo se entregou por ela.” Então, o Senhor Jesus, pelo amor que sentia por Sua igreja, saiu de Sua forma perfeita, humilhou-Se, fez-Se homem e morreu uma morte de cruz. E, por causa disso — por permitir-Se mudar, por permitir-Se esvaziar — Ele recebeu um novo nome, que está acima de todo nome.


Isso nos ensina que, se não mudarmos, se não descermos do pedestal de autoridade que os títulos nos dão, acabamos desperdiçando o que o Senhor nos confiou. Assim como no ambiente familiar, há muitos filhos perdidos pelo mundo porque o pai não se amoldou, foi rígido, não teve compromisso, responsabilidade ou paciência. Sendo que Deus nos deu o exemplo: Ele se esvaziou, rendeu-Se, entregou-Se e humilhou-Se. Desceu por nós e nos buscou do inferno em que estávamos, tornando-nos dignos novamente para que pudéssemos nos achegar a Ele — porque nos ama e jamais quer perder um de Seus filhos.


É por isso que tomamos a ceia hoje. Comemos o pão porque Ele entregou Seu corpo por nós. Tomamos o vinho porque Ele escreveu um novo testamento com Seu próprio Sangue — por nós, filhos perdidos e pecadores, que Ele glorificou e redimiu. Deu-nos a posição de sermos um com Ele, de sermos filhos adotivos, de falar a Palavra em Seu lugar.

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