Síntese do Culto
Pregador: Pr. Wanderley Vilaça
Leitura Bíblica: Efésios 3:1-4; | Efésios 3:6; | João 14:12; | Efésios 3:16-19, | Filipenses 2:6
Mensagens Lidas: O Véu Interior; | Confronto de Efésios com Josué.
Segundo Efésios capítulo 2, o apóstolo Paulo fala sobre a nossa ressurreição após morrermos para os delitos e pecados da carne e mostra, claramente, os mistérios de Jesus Cristo para nós; ele vem então, no capítulo 3, dizendo que, por todos aqueles mistérios maravilhosos que lhe foram revelados, ele se tornou prisioneiro de Jesus Cristo por seu próprio querer, e teve uma vida tão próxima de Deus, a ponto de que todos que puderam ler suas cartas pudessem perceber a compreensão do mistério de Cristo.
Dessa forma, todos que o viam poderiam o considerar prisioneiro de Cristo. Então podemos refletir no seguinte pensamento: “Se alguém me ouvir falar, poderá ver o quanto eu compreendo de Jesus?” Todo cristão deve refletir sobre isso: quando as pessoas nos veem, nos ouvem, conversam conosco, elas podem ver a Deus através de nós? Através do nosso testemunho, deve ser claro para o mundo o que a nossa fé está firmada, não em um homem ou em uma igreja, mas em Cristo.
Na mensagem ‘Véu Adentro’, no parágrafo 70, o profeta nos fala sobre quando o sacerdote entrava além do véu, ele “vivia de forma perfeita”. Ele usa essa expressão porque, ao passar daquela cortina, o tempo não se exauria; era eterno. Era como se ele tivesse mudado de dimensão e o tempo onde nós residimos continuasse passando, mas ali dentro não havia interferência. O mundo não tinha influência sobre ele e nem sua própria mente humana; por isso, o tempo em que ele passava ali, ele vivia uma vida perfeita.
A expressão Romper o véu significa: viver constantemente consagrados para Deus, em um mundo cheio de erros e pecados. Cada um de nós, como cristãos, deveríamos ter, pelo menos uma vez, a experiência de estarmos completamente envolvidos na presença de Deus, de forma que a nossa mente não tivesse mais nenhum domínio, o mundo perdesse sua influência, o tempo não interferisse e estivéssemos “perdidos em Cristo”. Dessa forma, estaríamos vivendo de forma perfeita em um mundo de pecados e constantes erros.
Dentro daquele céu onde o sacerdote entrava, o maná não envelhecia, mesmo após centenas de anos; o tempo passava e ele seguia fresco. A Palavra também é dessa forma; podem se passar tantos anos, mas Ela não muda e nem precisa de atualizações como precisam os livros de pesquisa deste mundo. Ela se renova dia após dia se fazendo nova e com a mesma eficácia. Quando Abrão deixou sua vara no lugar Santo, ela recebeu vida, floresceu e deu frutos em 24 horas; se isso sucedeu a uma planta, imaginemos o que poderia ser feito a nós, vivendo constantemente consagrados. Entendendo isso, podemos dizer como Paulo: “Por essa causa, nós somos prisioneiros de Jesus Cristo.”
Qualquer promessa do Velho Testamento também nos pertence. Através do Senhor Jesus Cristo, nós nos tornamos co-herdeiros de tudo que Ele possui. Depois da passagem de sete mensageiros, e o último ter trazido a plenitude da revelação do que é a Palavra, entendemos, de forma muito mais clara, o que é herdar a Palavra.
“A saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo.” Efésios 3:6
Para entendermos o processo de adoção, é oportuno tomarmos a história do filho pródigo; o filho pródigo e seu irmão eram herdeiros, mas então o pródigo pede sua parte da herança e vai embora. Quando ele se arrepende, ele deseja ser pelo menos um servo, mas seu pai não aceita. A fazenda continuara enriquecendo, prosperando; não foi o fato dele ter ido embora que mudou isso. Com Deus é da mesma forma: quando um filho de Deus se desvia do caminho, as bênçãos de Deus continuam se derramando sobre quem permanece na Palavra.
Quando o filho retorna, o pai manda preparar uma festa, roupas novas e lhe dá o anel do pai. A partir daquele momento, ele pode falar no lugar do pai. Dessa forma, é o processo de adoção conosco. Em um momento nós éramos apenas filhos, mas agora nós falamos em lugar de Deus, “pequenos deuses” vivendo nesse corpo de carne, filhos que se tornaram esposa. Isso é adoção. Agora temos total domínio sobre todas as coisas pela Palavra; somos porções de Deus vivendo nesta Terra.
Não é apenas uma co-herança, é uma continuação do ministério de Jesus Cristo; obras maiores, tudo que Ele não fez enquanto esteve aqui na Terra, agora devemos fazer: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.” João 14:12.
De acordo com William Branham, nosso profeta, quando a igreja entender de fato quem ela é, então ela se tornará um exército invencível. Precisamos entender que está em nossas mãos a plenitude do poder, tudo que a Palavra pode fazer, nós temos acesso. Por isso, nada deve parar diante de nós; a igreja não pode ser derrotada, os jovens não podem ser fracos, não devemos aceitar enfermidades da era; afinal, o que nos pertence é a promessa de cura e o poder para essa cura.
“Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior; Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando enraizados e fundados em amor, Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.” Efésios 3:16-19
Na mensagem ‘Confronto de Efésios Com Josué’, no parágrafo 39, o profeta lê onde Josué ordena ao povo que se purifique antes de herdar a terra que lhes fora prometida. Conosco é da mesma forma: para possuirmos as promessas, nossas vidas devem estar consagradas, exclusivas e privadas diante de Deus.
Esse ato de nos preparar para receber a promessa é um processo árduo e difícil; afinal, não existe vitória sem batalhas. Os dons não vêm a nós em momentos festivos e jubilosos; eles vêm nos momentos em que estamos de joelhos buscando mais de Deus para vencer. Devemos passar pelo deserto para que, quando vierem os momentos gloriosos, não nos sirvam de justificativa para sermos soberbos. Devemos ser como Jesus: “Aquele que, sendo como Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.”
Mesmo depois de alcançarmos as bênçãos, não devemos nos acomodar, começar a viver um ciclo onde ir à igreja se torne algo comum. Mas também não devemos estar entusiasmados pensando que tudo que Deus tem para nós são apenas dons, e que todos devem receber os dons como o de falar em línguas. Cada um recebe aquilo que lhe foi predestinado, e, depois de receber, devemos continuar buscando mais a cada dia.
“É aí aonde o crente chega. Ele chega primeiro ao reconhecimento de que ele é um pecador; então ele é separado pelas águas, a lavagem da água, pelo Sangue, e… ou melhor, a lavagem da água pela Palavra, crendo no Senhor Jesus Cristo. Então, sendo justificado pela fé, ele se torna portador, e em paz com Deus, através de Cristo, batizado no Nome de Jesus Cristo, para omiti-lo na viagem. Você entendeu? Na viagem! Então ele se torna um forasteiro e um peregrino. Ele está em viagem para onde? Para uma promessa que Deus fez.” Mensagem: ’Confronto de Efésios com Josué’
A redenção é feita de processos: “sair de” e “entrar em”. Não podemos parar apenas no processo de “sair”; devemos continuar lutando para alcançar o mais importante, que é o nosso corpo glorificado. A partir do momento em que aceitamos entrar no processo de redenção para alcançar a promessa; cuidar para permanecermos nesse “lugar” se torna nosso dever; cuidar das nossas ações e da nossa vida, isso caracteriza a redenção.
A forma como conduzimos nossas vidas, como agimos na presença de Deus, pode impedir alguém de alcançar vitória ou de alcançar a cura, e isso será cobrado de nós. O cuidado deve ser tal como quando recebemos algo de grande valor material em nossas vidas, como um carro caro, sabendo que qualquer estrago nele nos custará muito. Se, para um bem material, nós nos esforçamos em cuidar, quanto mais deve ser para o cuidado com a nossa vida espiritual.
A nossa sensibilidade e compreensão sobre qual é o nosso dever no corpo de Cristo, da forma certa, também faz parte do nosso zelo espiritual; não devemos tentar fazer um serviço para Deus fora de Sua vontade. O lugar que Deus te colocar será sublime para você e para sua intimidade com Ele, e isso é suficiente. Agir fora da vontade d’Ele nos traz sérios problemas; além disso, não há nada melhor do que servir a Deus de todo coração, estando no devido lugar que Ele nos predestinou para estar.
A redenção exige de nós zelo e cuidado em todas essas partes; fazendo assim, alcançaremos, dia após dia, uma vida digna das promessas pelas quais lutamos para alcançar, estando cada vez mais perto d’Ele. Então, as pessoas poderão olhar e dizer que realmente conhecemos a Deus e ver o quanto entendemos dos mistérios d’Ele; com nossas vidas dando o devido testemunho e apresentando aquilo que é necessário para alcançarmos a totalidade da promessa.
