Eventos Modernos Se Conectam Com os Selos

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Síntese do Culto

Pregador: Pr. Wanderley Vilaça
Leitura Bíblica: Mateus 24:1-3
Mensagem Citada: Eventos Modernos Esclarecidos Por Profecias

Em Mateus 24, os discípulos questionam Jesus sobre a destruição do templo, o sinal de Sua vinda e o fim do mundo. Em resposta, Jesus pregou sobre “eventos modernos”, que são acontecimentos atuais que servem como esclarecimento das profecias bíblicas para a Era em que se manifestam.

É importante compreender que os antigos eventos bíblicos não necessitam de esclarecimento profético, pois a própria história já se encarregou de explicá-los, uma vez que foram cumpridos e registrados. No entanto, os eventos de hoje – aqueles que se desenrolam diante dos nossos olhos – carecem de uma luz profética, vinda da Bíblia e da voz do profeta, para serem decodificados. Sem essa revelação, o povo de Deus corre o risco de ser enganado ou, tragicamente, perder o próprio evento que Deus está realizando.

A Escritura de Atos 3:19-21 nos diz que o céu deve conter Jesus até os tempos da restauração de tudo. O Senhor Jesus Cristo estava mostrando aos Seus discípulos o que haveria de acontecer: Ele seria retirado, o céu O conteria, mas Ele voltaria. Essa restauração prometida está ligada a Malaquias 4, onde Deus enviaria Seu profeta Elias para restaurar todas as coisas.

Ora, a restauração deixou de ser um evento moderno, pois já ocorreu. E, sendo um evento passado, não há necessidade de explicação, mas sim de revelação. Assim como João Batista veio no espírito e não no nome de Elias, o Elias prometido em Malaquias 4, a saber, William Branham, também não veio com o nome de Elias, mas com o seu espírito.

E o evento moderno que ocorre hoje é a presença do Senhor, que já está entre nós. Não perceber essa realidade é loucura, é ter ficado para trás. Pois somente a presença d’Ele traz regozijo em meio a um tempo de grande agitação mundial, guerras e rumores de guerras.

A sociedade de hoje vive condicionada à Era e, portanto, sob a sombra do cavalo amarelo e seu cavaleiro: a morte. Embora muitos pareçam fisicamente bem, já possuem suas almas encarceradas; isto é, não têm mais condição de salvação.
Isso suscita um questionamento válido: como um Deus tão misericordioso poderia virar as costas para essas almas? A questão é que não foi Deus quem as rejeitou, elas rejeitaram a Deus. E, quando a misericórdia não é aceita em tempo oportuno, o que resta é a condenação.

Nisto surge um contraste: enquanto o mundo sofre sob a influência da morte, a Noiva desfruta de um tempo de refrigério, pois aceitou o que Deus fez e o que Ele está realizando no tempo presente e oportuno. Isso traz paz, um “Shalom” divino que nos permite viver um novo dia dentro de um dia velho. Assim como Israel teve Gósen como seu lugar de refúgio nos dias de trevas, em tempos de guerra, nós temos o Espírito Santo como nosso Consolador.

Essa condição espiritual nos remete à Festa dos Tabernáculos em Jerusalém. Para comemorar essa festa, o povo devia subir aos telhados de suas casas e habitar em cabanas feitas de ramagens. Isso simbolizava uma mudança de habitação. Hoje, ainda não estamos no corpo glorificado; habitamos nesta “casa velha” de carne. Porém, já possuímos tanta revelação e certeza da presença de Deus que, espiritualmente, estamos construindo uma “cabana” sobre a “casa velha”. Nos momentos de profunda adoração e de êxtase na Palavra, nós “saímos” deste corpo e habitamos nessa dimensão celestial, experimentando a Festa dos Tabernáculos antes mesmo da transformação final.

O profeta irmão Branham nos ensina que não estamos vivendo em uma Era pentecostal, metodista ou batista. Essas Eras morreram e se tornaram sistemas organizacionais. Estamos vivendo na Era da Noiva: os chamados para fora das trevas; onde subimos a uma posição celestial, onde há Luz.

A Bíblia, neste contexto, não é apenas um Livro Sagrado ou um código de ética, como o Alcorão ou outros livros religiosos; a Bíblia é um Profeta. Ela é Deus em forma de Palavra, predizendo o futuro e discernindo os pensamentos. E Deus, sendo O Autor, é O único Intérprete autorizado de Sua própria Palavra, validando-A através do cumprimento na Era específica.

Os eventos modernos, no cenário mundial – como guerras, política, economia e os planos de ir à Marte ou à Lua – estão passando com uma velocidade estonteante. É difícil, até mesmo, acompanhar as notícias. Mas isso reflete o desespero do mundo e dos anjos caídos, que sabem que o seu tempo é curto. Enquanto isso, o maior evento moderno não é político nem econômico: é Divino. É a Deidade habitando em carne humana, em silêncio, no meio da Sua Noiva.

Portanto, a paciência é uma virtude indispensável. Assim como, no esporte, o atleta precisa esperar o tempo exato da bola para fazer o movimento perfeito e marcar o ponto, nós precisamos ter a paciência da fé para aguardar o cumprimento da profecia em seu tempo determinado. Muitos se precipitam, “chutam o ar” em vez da bola e acabam se ferindo espiritualmente, porque tentam agir antes ou depois do tempo de Deus, que é diferente do nosso tempo. A profecia tem seu tempo certo de amadurecimento e manifestação.

Contudo, não estamos à deriva. Temos um calendário: a Palavra de Deus. Sabemos em que dia e em que Era estamos vivendo. Não somos da noite, nem das trevas; somos filhos do dia, filhos da Luz. Deus escolheu nossa natureza, personalidade e nosso tempo de vida desde antes da fundação do mundo, para enfrentarmos exatamente este desafio. Portanto, ocupemos nossa posição com coragem. Sejamos soldados que aguardam ordens da Bíblia para a batalha de hoje, não de ontem.

A restauração aconteceu, o Filho do Homem está Se manifestando em Seu povo, e nós estamos construindo nossas cabanas espirituais, celebrando a Festa dos Tabernáculos enquanto aguardamos a total redenção do nosso corpo.

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