Síntese do Culto
Pregador: Pr. Wanderley Vilaça
Leitura Bíblica: Efésios 2:1-6; 2:5-7; 2:14-22; | Malaquias 4:5-6; | Lucas 17:26-30; | Apocalipse 10:7-8
Mensagens Lidas: Ao Nascer do Sol; | A Restauração da Árvore Noiva; | A Estatura de um Varão Perfeito; | Um Paradoxo.
Segundo Efésios 2:1-6, antes de conhecermos Cristo, nós estávamos mortos nos nossos pecados e vivíamos seguindo os desejos da nossa carne e do mundo. Estávamos sob a influência de Satanás e éramos naturalmente filhos da ira, como todos os outros. Mas Deus, que é rico em misericórdia e nos ama muito, nos deu vida em Cristo, mesmo quando estávamos mortos em nossos pecados. Por sua graça, Ele nos salvou e nos ressuscitou com Cristo, nos dando lugar com Ele nos céus para mostrar, no futuro, a grandeza da Sua bondade em nós, em Cristo Jesus.
Na mensagem: ‘Ao Nascer Do Sol’, o profeta nos diz que dentro das eras denominacionais aconteceu uma ressurreição, que veio justamente por causa do molho movido. O molho movido era uma ministração realizada tradicionalmente no tempo da colheita em Israel, quando alguns cachos amadureciam primeiro que os outros. Para a ministração era necessário trazer prontamente as primícias ao sacerdote, e essas primícias deveriam ser, obrigatoriamente, as melhores.
O sacerdote então preparava cuidadosamente um molho e o movia sobre a cabeça daquele que trazia a oferta, como uma espécie de consagração. Quando Deus aceitava a oferta, o efeito imediatamente se estendia sobre toda a lavoura: o campo inteiro passava, igualmente, a ter a mesma condição do molho que fora apresentado. Assim, toda a colheita aconteceria na mesma qualidade da primeira e em melhor porção.
E como Deus sempre trabalha e trabalhou dentro da Sua própria lei, assim como na colheita de Israel, quando a lavoura inteira deveria ter a mesma qualidade do molho movido, também a lavoura de Deus deve refletir a condição da primícia apresentada. Podemos identificar isso nas Escrituras: Malaquias 4:5-6, Lucas 17:26-30 e Apocalipse 10:7. Nesses textos, entendemos que Deus levantou um molho espiritual para esta era. Esse molho foi representado em um profeta, um homem levantado por Ele como primícia diante da Igreja e, portanto, a igreja deve ter a mesma qualidade e porção dele.
Quando Deus começou a mover esse molho, isto é, quando começou a mover a vida desse profeta diante de nós, o efeito passou a refletir sobre todos nós, restante da lavoura. Assim como no Antigo Testamento, quando o molho era aceito e toda a colheita era considerada aceita, também hoje a Igreja recebe a mesma vida e condição manifestada primeiro no profeta – o molho que foi movido diante de Deus. As mensagens do profeta eram sempre Escrituras misturadas com vida, pois ele compartilhava suas experiências pessoais junto à Palavra. Isso nos mostra que não basta conhecermos apenas as letras da Bíblia ou da Mensagem; é preciso deixar que a vida do profeta, unida à Palavra, ministre à nossa.
Seguindo com essa analogia, na mensagem ‘A Restauração da Árvore Noiva’, vemos que o profeta usa uma árvore, mostrando que sua casca é sua vestimenta e proteção. Ele mostra também que a casca representa a religião e que há um inseto que a arranca. Com isso, ele está nos dizendo que a igreja de Laodicéia, estava nua e não sabia, e mostrando que Deus veio trazendo a vestimenta para essa denominação que estava desprotegida.
Agora, se recordarmos de quando o profeta teve a visão da Noiva, e ele viu que cada um estava vestido segundo sua nação, veremos que ela trazia sinais de sua nacionalidade, mas mesmo assim foi reconhecida como a Noiva, pois não importa de onde ela vem: ela vem com as vestes da Casa Celestial. Isso é o cumprimento de Apocalipse 10:7, Lucas 17:30 e Apocalipse 10:8: o restante da lavoura (a Noiva), refletindo a qualidade e as características do primeiro molho (o profeta). Ter acesso ao profeta e às suas imagens foi um presente de Deus, pois nos permite ver sua feição, vestimenta, características e costumes de perto — algo que não tivemos com os profetas das eras anteriores. Cada profeta reflete sua época, região e hábitos, e Deus nos trouxe, no profeta, as Escrituras vivas que nos guiam a agir conforme a Palavra.
Recebemos do nosso profeta, através da Palavra, ensinamentos, doutrinas e o derramamento do Espírito Santo; e ao lermos as mensagens, podemos também contemplar suas ações e atitudes do dia a dia, que nos servem como exemplo e guia de sabedoria. A forma como ele agia, se vestia, como falava, como respeitava sua esposa e tratava seus filhos, não é parte direta da mensagem, mas faz parte dela, nos ensinando como devemos agir corretamente em nossas próprias vidas. Da mesma forma, os acontecimentos da vida de homens influentes que podemos acompanhar também são fragmentos da Mensagem. São pessoas ao nosso redor que vivem a Bíblia, mostrando-a em ação, e temos o privilégio de ver isso até por meio de fotos. Aqueles que passaram por histórias semelhantes às nossas, enfrentando situações difíceis em seus lares, nos ensinam pelo exemplo.
O profeta relata que, certa vez, sua esposa, ao se irritar com uma atitude dele, bateu à porta do quarto de forma desrespeitosa, ferindo o Espírito Santo. Mais tarde, ele soube — por revelação divina — que aquela atitude contribuiu para o desenvolvimento de um câncer em sua esposa. Isso demonstra como Deus mostra o “divino” e como o ambiente e as ações ao nosso redor podem nos influenciar. Desses acontecimentos podemos extrair o ensinamento de que, quando erros surgirem em nossas vidas, não devemos nos considerar perdidos ou condenados por deslizes, mesmo em contendas com nossos cônjuges. Eles acontecem por causa do ambiente em que vivemos e da nossa suscetibilidade ao erro. Não se trata de pecado de morte se houver arrependimento. Ao mesmo tempo, isso não deve servir de desculpa para encobrir falhas: os erros precisam ser corrigidos.
Essa compreensão nos libera da “martirização” e do peso de achar que um único erro nos condena ao inferno. Não devemos nos torturar por um erro de nossas vidas mas devemos correr atrás de Deus para que Ele nos traga misericórdia. A esposa do profeta de fato estava com câncer, mas isso não parou por aí. Ele correu atrás da cura da esposa, orou a Deus, e Deus concedeu o que ele pediu. Então, ele repreendeu aquele caroço, e, quando o médico estava prestes a chamá-lo para a sala de cirurgia, o caroço já não estava mais ali. Ele pediu a Deus que, antes mesmo que o médico tocasse nela, aquele mal desaparecesse — e assim aconteceu.
Esses acontecimentos representam um molho movido. E se essas maravilhas aconteceram na vida do profeta, que representa o molho, isso também pode acontecer conosco, que somos a lavoura em representação. Está na hora de começarmos a usufruir daquilo que é nosso por direito. Devemos também começar a curar os nossos através do poder de Deus, que é riquíssimo em misericórdia. Isso é uma herança que a Igreja possui. Se crermos que somos a lavoura descrita em Apocalipse 10:8, teremos a capacidade de ressuscitar aqueles que estão mortos em delitos e pecados. Nós somos a ressurreição que Deus irá mover sobre eles.
Precisamos nos conhecer como Ele nos conheceu, e nos ver como Ele nos vê. Na nossa condição natural, humana e racional, não temos a capacidade de nos autoanalisar e nos enxergar da forma que Ele nos viu. Ele nos elegeu porque viu nossa vida se enquadrando na estatura de um varão perfeito. Efésios 2:5-6 nos diz que ele nos fez assentar em lugares celestiais. Este não é um lugar físico, mas sim nossa posição em Cristo. Sendo assim, já estamos assentados nos lugares celestiais, pois estamos constantemente em posição em Sua Palavra.
“E nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;”
Sabemos que a graça de Deus significa: favor imerecido. Mas ele nos proporcionou abundantes riquezas da sua graça. A palavra abundante denota a ideia de algo que excede o necessário, que é muito além da medida comum. É algo pleno, transbordante, em grande quantidade. Para exemplificar isso, nosso profeta fez, em suas mensagens, mais uma analogia, dessa vez de um peixinho, que pensou que iria economizar um pouco de água do mar para que ela não acabasse. Mesmo se ele quisesse, não conseguiria findar a água do mar. Assim é com a graça de Deus, ela é abundante, é infindável.
“Para mostrar, nos séculos vindouros, as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.”
Efésios 2:7
Nós temos rios de águas vivas que saem do Reino de Deus ao nosso redor, fluindo de uma fonte inesgotável: Ele mesmo. Essa fonte jorra sobre nossa vida, derramando cura, graça, misericórdia, amor e proteção. Quantas vezes já estivemos em situações em que seria natural desfalecer ou nos acabar em batalhas, em que pensamos ter morrido… mas não morremos. Havia orações envolvidas, um povo unido que teve a capacidade de nos ressuscitar. Incontáveis vezes já fomos ressuscitados por Deus.
Na mensagem: ‘A Estatura De Um Varão Perfeito’, o profeta nos conduz ao entendimento de que todo cristão necessita ter virtude para curar. Precisamos curar os nossos, e logo após devemos jejuar e orar, pois, ao fazermos isso, eles absorvem um pouco da vida que há em nós. Assim como ocorreu com a mulher do fluxo de sangue: Deus disse a ela que dele próprio havia saído uma porção e entrado naquela mulher; ela recebeu uma porção de Jesus nela. Por isso, é necessária a constante conexão com Deus, pois, na mesma medida em que esvaziamos uns nos outros, Deus vem nos enchendo, derramando em nós cada vez mais de Sua graça.
Na mensagem ‘Um Paradoxo’, pregada no dia 17 de janeiro de 1965, o profeta William Branham mostra que a terra prometida representava um dia de graça, e compara a caminhada de Israel à nossa própria jornada espiritual. Primeiro, eles foram preparados pela fé no Egito, debaixo do cordeiro sacrificial. Depois, atravessaram o Mar Vermelho, representando o batismo e uma separação, entrando numa nova vida com a mão de Deus sobre eles. Mas, em certo ponto da caminhada, o povo não ficou satisfeito apenas com a graça. Sentiram que precisavam fazer algo por conta própria, esquecendo que a promessa já havia sido dada sem condições: “Eu vos dei a terra, entrem e possuam!”. O profeta explica que esse mesmo erro acontece hoje, quando pensamos que precisamos fazer algo além de simplesmente crer. A única coisa que realmente precisamos fazer é render nossa própria vontade a vontade de Deus, tomar Sua promessa e andar por Ela, deixando que Ele faça o restante.
“Agora, é isso o que as pessoas pensam hoje da cura divina, ou de qualquer outra obra da graça de Deus, que há algo que você tem de fazer. Não há nada que você tenha de fazer, a não ser crer, apenas crer em Deus.” Mensagem: ‘Um Paradoxo’ §72
“Você tem mesmo de fazer algo, que é a rendição da sua própria vontade, das suas próprias ideias, à vontade e ideia do Deus Todo-poderoso, e está acabado. É só isso. Somente tome a promessa Dele, não pense em mais nada. Ande por Ela, e Deus faz o resto”. Mensagem: ‘Um Paradoxo’ §75
Ainda na mensagem: ‘Um Paradoxo’, o profeta William Branham fala sobre como a lei nunca poderia salvar um pecador, nós precisamos recorrer a graça de Deus. Devemos ter cuidado em observar o que estamos pedindo ao Senhor. Ao fazer um pedido, usufruir de sua graça é o que irá nos manter a salvo, enquanto se quisermos a Sua justiça, em muitos casos estaremos perdidos. É somente a Graça misericordiosa de Deus que tem capacidade de nos livrar da morte ocasionada pelo pecado.
“E qualquer coisa que você mesmo tente fazer, sempre contribuirá para sua desonra. Contribuirá para sua desvantagem. Apenas creia em Deus, e está encerrado. O que Deus prometeu: “Eu sou o Senhor, teu Deus que sara todas as tuas enfermidades.”
Aqui nesta terra a nossa vida não deve ser uma vida de miséria, mas ao contrário disso deve ser uma vida que reflete uma eficaz atuação de Deus em nossas vidas. Deixemos que Deus domine nossas vidas, nossas mentes principalmente. Se nossa mente não for domada pelo Espírito Santo, nunca seremos libertos das prisões que ela é capaz de nos aprisionar. Esta é herança que recebemos de Deus, literalmente uma parte de Jesus vivendo em nós.
Em Efésios 2:14-22, Paulo está contando que o Senhor Jesus Cristo destruiu as divisões, trouxe paz, nos uniu em um só corpo e está construindo em nós o templo vivo onde Deus habita pelo Espírito. Ele é a nossa paz. O mesmo, uniu judeus e gentios em um só povo, derrubando a separação que existia entre eles. Na cruz, desfez a inimizade e reconciliou todos com Deus em um único corpo. Assim, tanto os que estavam longe quanto os que estavam perto têm acesso a Ele pelo mesmo Espírito. Agora já não somos estrangeiros, mas fazemos parte da família de Deus. Estamos sendo edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo Cristo como a pedra principal, e juntos formamos um edifício resistente: um templo santo onde Deus habita pelo Seu Espírito. Não é Deus em carne e sim Deus em espírito habitando em nós: a carne que se torna morada de Cristo. Uma perfeita fundição.
