Indivíduos Cumprindo Seus Deveres Geram Benefícios Coletivos Na Terra Prometida

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Síntese do Culto

Em Efésios capítulo 4, há um subtítulo que diz: “A Santidade Cristã é oposta aos costumes gentios”. Quando Israel passava pelas cidades antes de conquistá-las, observava os costumes daqueles povos. Com o tempo, porém, desejou ter também um rei que o governasse, assim como as demais nações possuíam. Mesmo sabendo que aquelas nações representavam o mundo e viviam fora dos costumes de Deus, Israel ainda assim escolheu se assemelhar a elas.

Hoje, a santidade cristã dentro da nossa Terra Prometida é oposta a tudo que o mundo é, e nós não devemos querer parecer com o mundo ou levar os costumes dele para o nosso meio. Devemos entender que temos um governo espiritual que nos rege. Deus nos deu a graça de ter um profeta que trouxe a mensagem de Deus para nós. E hoje, mesmo que cada nação terrena tenha um governo diferente, com leis diferentes, os eleitos ao redor de todo o mundo têm um só governo, que é o Espírito Santo, e a lei que devemos seguir, que rege sobre nós, é a Palavra de Deus.

As denominações querem tirar o valor da Palavra, dizendo que o Velho Testamento, ou partes do Novo que não condizem com a vida que elas querem levar, não são para o nosso tempo ou não precisam ser cumpridas com exatidão. Elas querem agir como o mundo. Contudo, nós temos a revelação de que Deus é Sua Palavra, e Ele é Eterno, então Sua Palavra também é eterna, ambos não mudam. Quem aceita invalidar a Palavra por um ensinamento humano está sendo dominado pela mente humana e ainda não alcançou a Terra Prometida, que é o Espírito Santo.

Na escritura de Efésios 5, a partir do versículo 22, o apóstolo Paulo fala sobre os deveres dos cristãos. Ele fala para as mulheres serem sujeitas aos maridos como ao Senhor. Ser submisso ao Senhor significa sujeitar-se. Além disso, submeter-se não é apenas fazer algo, mas tem a ver também com a forma como se faz: com sinceridade, reverência, obediência e de todo o coração. Assim nos sujeitamos a Deus.

Muitas vezes, as pessoas estão dentro da igreja, mas não concordam com a forma como as coisas são regidas por Deus ali dentro, e não querem se submeter de forma sincera. Do lado de fora elas agem conforme a palavra, mas em suas mentes, seus pensamentos são contrários. Devemos tomar extremo cuidado em relação a isso, pois, descrevendo o ensinamento da pregação: “espíritos se alimentam de atitudes, espíritos se alimentam de pensamentos, espíritos se alimentam de coisas ocultas que você está fazendo; você não os está manifestando, mas está ocultamente sustentando um demônio de insubmissão, de rebeldia dentro de si, sem perceber.”.

Com a sinceridade necessária, as mulheres devem se sujeitar aos maridos. Resistindo a tentativa de Satanás de colocar em sua mente o pensamento de que a Bíblia e a Mensagem são machistas. Existe um tremendo equilíbrio sobrenatural entre ambos, e Satanás quer fazer com que nós não vejamos esse equilíbrio e aceitemos um pensamento totalmente contrário à Palavra. A Palavra é nossa base, e se uma pessoa não confia na base, não consegue descansar. Assim, devemos confiar e descansar nessa Palavra.

Em Efésios 5:25 está escrito: “Vós, maridos, amai vossas mulheres como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela”. Isso exige dos maridos uma renúncia, pois Cristo se entregou por nós. Quando compreendemos quem o Senhor Jesus é, ninguém consegue fazê-Lo ser menos importante para nós. Assim deve ser humanamente: o marido deve conquistar um conceito, um lugar no coração de sua esposa, e dessa forma jamais haverá outro homem que tirará a importância dele na vida dela.

A Palavra deve também ter esse lugar de conceito em nossos corações, de forma que a busquemos diariamente e não nos afastemos dela. Não devemos buscar a Deus apenas nos momentos de dificuldade achando amparo para nossos erros na Palavra. Devemos buscá-Lo agora, enquanto tudo está bem, enquanto o casamento está alinhado e tudo ainda está no início de uma caminhada. Desta forma, quando as lutas e os problemas vierem, estaremos fortes para saber qual é a perfeita vontade de Deus.

“A si mesmo se entregou por ela.” Cristo não pecou, Ele se entregou por nós. A única forma de nós sermos redimidos era por meio de um parente redentor que descesse ao inferno, não para pecar, mas para se tornar pecado em nosso lugar. Ele foi ao Calvário e cravou o pecado na cruz. A única forma de misericórdia era morrer em nosso lugar. Assim também, um casamento que tiver misericórdia terá vitórias.

Em Efésios 6:1 diz: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo”. Um pai é aquele que cuida, alimenta, corrige e faz ser diferente. “Vossos pais no Senhor” não fala sobre pais terrenos, mas sim sobre pais na fé: pastores, diáconos, que ensinam aos jovens a forma correta de agir, as ações de um cristão. Dentro desse contexto, também entram as anciãs que ensinam as mais novas a forma certa de agir. Obedecer é aceitar e aplicar as correções e conselhos deles como pais na fé.

Mas devemos ter, como cristãos, o equilíbrio e o discernimento de que existem pessoas de idade avançada que não alcançaram um nível de maturidade necessário. Muitas são frustradas com decisões da vida e tentam frustrar aqueles que ainda estão no início da caminhada. Não devemos dar ouvidos a pessoas frustradas. Jovens devem atentar-se às suas amizades: se elas os afastam ou aproximam de Cristo. Devemos ouvir pessoas que alcançaram vitórias, buscar pessoas que sejam como um carvalho para nós.

Em Efésios 6:2-3 diz: “Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra”. E em Marcos 7:10 está escrito: “Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser o pai ou a mãe, morrerá de morte”.

As duas escrituras citadas acima trazem o dever dos filhos. Mas o que seria “morrer a morte”? Moisés declara que o filho que maldisser os pais morrerá a morte. Nós vivemos, prosperamos, trabalhamos e recebemos o fruto do nosso trabalho; mas uma pessoa que morre a morte continua existindo, porém sua vida perde o sentido, deixando de frutificar.

Em Marcos 7:11 está escrito: “Porém vós dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor”. Corbã é uma palavra hebraica que significa oferta ou sacrifício de qualquer bem ou posse dedicada a Deus, e por isso se torna sagrada e indisponível para outros fins. Hoje, o nosso Corbã é tudo aquilo que oferecemos a Deus. Mas, se deixamos de fazer para nossos pais e dizemos que não fizemos porque entregamos ao Senhor, então já não se torna sacrifício e oferta, mas afronta e desonra.

No tempo de Jesus, muitos filhos deixavam de cumprir suas obrigações para com os pais e justificavam dizendo que estavam entregando Corbã ao Senhor, mas Deus não aceitava tal atitude. A Escritura de 1 Timóteo 5:8 declara: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel”. Tudo o que fazemos com desonestidade, Deus rejeita: sejam dízimos, ofertas ou qualquer serviço prestado em Sua casa. Ele não pode aceitar, pois é como um sacrifício impuro — como realizar uma obra para Deus fora da vontade d’Ele.

Aos filhos, está escrito em Deuteronômio 5:16: “Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que te dá o Senhor teu Deus”.

A nossa Terra é o Espírito Santo. Quando fazemos o que é errado, perdemos a paz dentro da nossa herança. Foi assim que surgiram os escravos em Israel: todos eles haviam entrado na Terra Prometida com as mesmas posses e na mesma condição financeira. Porém, com o passar do tempo, aqueles que escolheram desobedecer e agir de forma incorreta foram perdendo suas heranças até se tornarem escravos de seus próprios irmãos. No ano do Jubileu, esses escravos eram libertos, mas sua condição era consequência das escolhas feitas ao longo do caminho.

Falar de Jubileu é bonito, até entendermos que, se todos tivessem obedecido a Deus da forma que lhes foi ordenado, ninguém seria escravo. Eles se tornavam escravos dentro de suas próprias heranças. Aquele que dava a liberdade no ano do Jubileu era um filho de Deus que escolheu obedecer em tudo, e por isso foi ricamente abençoado.

Todos os dias em nossas vidas nós podemos escolher entre obedecer a Deus ou desobedecer, valorizar Sua Palavra ou desvalorizá-la. Quem escolhe o errado deve saber que perderá heranças dentro da sua Terra, e um dia se tornará escravo de suas próprias ações. Mas para aqueles que fizerem o correto, o Senhor visitará e dará todas as bênçãos dentro de Sua Palavra, assim como Ele nos prometeu.

“Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos” Deuteronômio 7:9.

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