Síntese do Culto
Pregador: Min. Sérgio Lopes
Leitura Bíblica: Filipenses 3 | Números 19 | Hebreus 3
Mensagem Lida: Cristo É O Mistério De Deus Revelado
Todos nós estamos aqui pela graça de Deus e devemos olhar para isso como se fosse o começo; não podemos deixar a chama que há em nós esfriar. Precisamos mostrar a Deus que fazemos jus à escolha que Ele fez por nós. Ele nos resgatou para Si.
O apóstolo Paulo diz, em Filipenses 3, que temos milhões de motivos para nos regozijar no Senhor, e isso é segurança para nós. Nós não somos deste mundo. A partir do momento em que encontramos Jesus Cristo, descobrimos de onde realmente somos. Toda renúncia que fazemos ao mundo não é perda de tempo, não nos fará falta; pelo contrário, apenas nos ajudará a estar mais próximos de Deus e da nossa vitória.
Deus fez com que o profeta perdesse seus amigos, pois tinha um propósito maior para ele — e é isso que Deus precisa que façamos também. Ao perdermos o vínculo com o mundo, fortalecemos o nosso vínculo com Deus.
Uma família ligada somente às coisas terrenas vive em confusão. O mundo se encontra em confusão econômica, religiosa, política — enfim, em todos os aspectos. Não se vê paz. Mas, pela graça de Deus, somos livres disso. Muitas vezes ouvimos que “o justo viverá da fé”, e somos prova viva de que o justo vive pela fé. Um cristão que verdadeiramente se encontra com Cristo alcança um patamar semelhante ao de Paulo na terra.
Cristão não é apenas um nome que se escreve em um documento ou se declara com palavras. Muitos se denominam cristãos, mas o verdadeiro cristão é aquele que teve um encontro real com Cristo. Na mensagem Cristo é o Mistério de Deus Revelado, o profeta diz que essa Noiva-Palavra irá se encontrar com seu Líder, Senhor e Marido, em um grande lugar e momento. E quem será essa Noiva? Aquela que O encontrou aqui, que deixou as coisas do mundo para trás, porque está olhando para aquele grande encontro.
Quando Jesus se sujeitou, Ele nos fez sujeitar também. Ele nos faz viver e passar por todas as coisas, porque temos uma grande promessa. Em João 16:33, Jesus disse: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, pois Eu venci o mundo.” Ele Se entregou sem questionar para nos salvar. Bastava Jesus abrir a boca, e no mesmo instante teria uma legião de anjos para livrá-Lo do Calvário. Mas Ele era o Cordeiro de Deus e tinha que cumprir Seu propósito para que fôssemos livres.
Temos que ocupar nossa mente com mais coisas de Cristo e blindá-la das coisas do mundo — seja no que ouvimos, no que pensamos ou no que vemos. Certa vez, o profeta foi a um lugar para comer com seu filho, e lá havia uma música tocando. O profeta comentou que não gostaria de estar naquele lugar, pois aquelas músicas o atrapalhavam. Enquanto estavam ali, seu filho virou-se para ele e disse que estava achando a música bonita. Então o profeta lhe perguntou: “Que música?” A mente dele não estava focada em nada além das coisas de Deus. E é exatamente esse exemplo que precisamos seguir.
Não é para qualquer um crer em um profeta — no nosso profeta. Sem isso, éramos cegos como as pessoas do mundo ainda são. Ele nos mostrou a Palavra desvelada e nos fez compreender os mistérios de Deus, que permanecerão ocultos para muitos enquanto este mundo existir, mas não para nós. É pela graça que ouvimos, cremos e seguimos essa Mensagem; não é mérito humano, é escolha divina.
Nesta terra, nada é realmente nosso; não temos nada aqui. Tudo é passageiro. Porém, aquilo que Deus nos prometeu — e que Ele já comprou para nós e pagou o preço com o sangue do Seu Filho — ninguém pode tocar. Nem homem, nem sistema, nem mesmo o inimigo tem poder para retirar de nós o que já foi assegurado pelo Cordeiro.
Abel, quando ofereceu o sacrifício mais excelente, no qual Deus testificou que ele era justo, imolou seu cordeiro sobre a rocha e morreu na mesma rocha com o seu cordeiro. Assim também deve ser conosco: todo crente que vem a Cristo deve vir para a mesma cruz e morrer ali com o seu Cordeiro. Morrer para si mesmo, para as paixões deste mundo, para as ambições passageiras, para viver somente para Deus.
O cordeiro sacrificado e o sangue passado nos umbrais das portas, na noite da saída do Egito, foram a garantia de liberdade para viver, o livramento da morte e a oportunidade de chegar à nova terra. Aquele cordeiro garantiu a vida para eles. E o nosso Cordeiro? O que Ele tem nos garantido? A nossa salvação eterna, a nossa libertação completa, a nossa herança imutável. Por isso, devemos morrer para as coisas do mundo e não nos apegar a elas — nem mesmo às perdas naturais — pois nada aqui se compara ao que está preparado para nós.
Em Mateus 6, na oração ensinada por Jesus, Ele nos mostra que devemos engrandecer o Pai e agradecê-Lo. Ele nos ensina a ser gratos pelo hoje e a focar no presente, não no amanhã. Não devemos nos preocupar com o futuro, pois isso demonstra falta de confiança no cuidado do Pai. Ao tomarmos a Bíblia como guia, percebemos que Deus cuida de Seus filhos em todos os detalhes. E, quanto mais daqueles que têm o Cordeiro como Salvador, precisamos descansar Nele. O amanhã pertence ao Senhor. O nosso Cordeiro não apenas pagou o preço, mas assume a responsabilidade pela nossa vida, conduzindo-nos passo a passo até a vitória final.
Nossas palavras têm muito poder. Se quisermos amaldiçoar alguém, basta abrir a boca; mas, se quisermos abençoar, também basta abrir a boca, pois temos um sumo sacerdote responsável por aquilo que falamos. Estamos sob o comando de Deus, pois somos Sua morada. E toda morada tem um comandante. Por isso, precisamos cuidar desta casa, pois ela é templo e habitação do Espírito Santo.
