Síntese do Culto
Pregador: Pr. Wanderley Vilaça
Leitura Bíblica: Gênesis 02 | Atos 03 | Efésios 04 | Salmos 01:03 | Apocalipse 05 | Malaquias 04
Mensagens Citadas: Um Resumo das Sete Eras | Como Fui Com Moisés, Assim Serei Contigo
No princípio da criação, lemos em Gênesis 2:8-10: “E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado.; E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.; E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços”.
Ao considerarmos a expressão “jardim do Éden”, é comum interpretarmos que “Éden” seja o nome do próprio jardim. No entanto, essa compreensão não é totalmente precisa. A expressão indica, na verdade, que o jardim foi plantado em um lugar chamado Éden, e não que “Éden” seja a denominação do jardim em si.
Como descrito na Escritura referida, Deus, para que não precisasse regar as plantas desse jardim, fez sair um rio que se dividia em quatro braços para cumprir essa função. Esse lugar foi preparado para que os filhos de Deus (Adão e Eva) ali vivessem.
Com o entendimento que já nos foi apresentado, podemos fazer o seguinte questionamento: como uma árvore plantada nesse lugar de abundante irrigação não produziria o seu fruto na estação correta? À primeira vista, podemos pensar que somente as plantas próximas ao ribeiro produziriam e não morreriam; porém, Deus, em Seu plano, também cria Sua provisão invisível: os lençóis freáticos, para que a árvore, em sua natureza, extraia dali os seus nutrientes. Diante disso, podemos compreender melhor o que Davi declara no Salmo 1: “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios…”. Ele descreve o homem justo como uma árvore plantada junto a ribeiros de águas, que dá o seu fruto no tempo certo.
Ao retornarmos ao Éden, no centro do jardim estava plantada a Árvore da Vida, que, como é mostrado por João, representa Jesus em Sua totalidade: “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”. Esse é um ponto fundamental: o único jeito de uma árvore crescer é se ela tiver ao seu alcance os suprimentos indispensáveis para a vida, água e luz. Nesse contexto, ao considerarmos a mensagem ‘A Restauração da Árvore Noiva’, entendemos algo ainda mais profundo. Ao falarmos em “árvore noiva”, naturalmente pensamos no feminino e não poderíamos colocá-la no masculino. No entanto, quando entendemos que noiva e Noivo se tornam um, começamos a compreender que não há separação.
Ao lermos a mensagem, vemos que o profeta identifica a árvore noiva como o Evangelho (que sabemos ser Jesus), o qual foi sendo corrompido por espíritos denominacionais que retiraram partes da Palavra.
E, ao compreendermos essa unidade, entendemos que a restauração do Evangelho é também a restauração das nossas vidas. Essa restauração não consiste em acrescentar algo à Palavra, mas em trazê-la de volta à sua forma original, retirando tudo o que foi acrescentado pelos homens: “Na primeira era a igreja já era uma ‘mulher caída’. Assim como Satanás conheceu a Eva antes que Adão, agora Satanás havia enganado a igreja, a Noiva de Cristo, antes da ‘Ceia das Bodas do Cordeiro’. E o que realmente entrara no meio dela causando sua queda? Nada mais, nada menos que Apocalipse 2:6: ‘As obras dos Nicolaítas’. A primeira era já havia apartado de seguir a pura Palavra de Deus. Eles se voltaram contra a exigência de Deus de uma igreja completamente dependente Dele (dependente inteiramente de Deus para o cumprimento de Sua Palavra do princípio até o fim, independentemente de governo humano) para o Nicolaísmo, que é organização de um governo humano dentro da igreja que como todos os governos fazem, legisla sobre o povo. Eles fizeram exatamente o que Israel também fizera. Eles tomaram o expediente do governo humano em vez da Palavra e o Espírito” (Um Resumo das Sete Eras, parágrafo 10). E, ao nos alimentarmos da Palavra pura, voltamos à condição de árvore da vida, que é Cristo.
Foi por isso que Deus não permitiu que o homem, em pecado, tivesse acesso à árvore da vida, até que fosse provido um caminho de redenção. Esse caminho é o Calvário, e, por meio dele, o acesso à vida foi restaurado.
O início dessa restauração é mostrado em Atos 3:19: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.” O arrependimento era necessário para que a condição original do Éden pudesse retornar.
Agora, em Atos 3:21, vemos que apenas após a restauração de todas as coisas os céus se abririam e Jesus desceria. Entretanto, como prometido por Jesus em Malaquias 4, nos últimos dias Ele enviaria o profeta Elias, que restauraria todas as coisas.Contudo, como já é de nosso conhecimento, essa Escritura já se cumpriu: Elias já veio e restaurou todas as coisas. Assim, o cumprimento de Atos 3:21 pode ser compreendido à luz de Efésios 4:10: “Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.”.
Porém, se Ele subisse, quem regaria a Sua lavoura? Essa resposta é encontrada nesse mesmo capítulo de Efésios. No versículo 11, vemos a atuação do quíntuplo ministério de Efésios no cumprimento desse papel, representando os rios criados para regar o jardim, aperfeiçoando os santos e fazendo com que essas sementes, em terras férteis, produzam em tempo de colheita, trazendo o povo novamente a uma dependência completa de Deus. Esta é a restauração (Um Resumo das Sete Eras, parágrafo 10).
Ou seja, hoje, em nosso meio, Deus levantou ministérios cheios do Espírito Santo que dão continuidade à mensagem vinda através do ministério profético, assim como Josué, encerrando a jornada iniciada por Moisés, e nos conduzindo a entrar na presença do Rei (como Mardoqueu conduzindo Ester).
E, para que haja restauração, é necessário o ajuntamento, onde se encontra o companheirismo. Por esse motivo, como mostrado pelo profeta na mensagem supracitada, uma das coisas que aqueles quatro espíritos devoradores destruíram foram as folhas daquela árvore, que simbolizam o companheirismo.
Todavia, essa árvore já foi restaurada, pois Ele enviou um profeta-luz para fazer desabrochar essas sementes, outrora semeadas em terras férteis, mesmo em um tempo de escuridão. E essas sementes, fortalecidas pelos nutrientes da luz do sol, têm a capacidade de se levantar mesmo após uma tempestade de fortes ventos e de se voltar novamente em direção à luz, pois essa é a sua natureza.
Deus plantou aquele jardim; entretanto, ali Satanás se infiltrou, e Adão e Eva caíram. Nessa condição de pecado, fizeram para si uma cobertura (que sabemos que representa uma religião) para se esconder de Deus. Nesse momento, foi preciso que Deus gritasse por seus nomes.
Irmãos, em nossa iniquidade, por compreendermos a santidade de Deus, tendemos a nos esconder de Sua face, pois achamos que somos indignos de ali permanecer. Todavia, esse pensamento é a influência de Satanás, tentando nos afastar de Deus. Ao nos encontrarmos em momentos assim, devemos reconhecer que precisamos nos levantar e ir ao encontro do nosso Pai (como outrora fez o filho pródigo). Essa é a atitude do verdadeiro cristão: reconhecer o erro. E, quando fazemos isso, chegamos à condição que Deus deseja: a restauração da árvore filho, para que falemos no lugar do Pai.
Assim como, no Éden, Deus criou Adão e o incumbiu de cuidar daquele lugar, Jesus, o segundo Adão, também foi enviado para cuidar, não mais de um lugar específico (o Éden), mas de Suas plantas.
Ele veio com um propósito tríplice: primeiro, manifestar-Se em um homem (Jesus); segundo, ter preeminência em um povo (hoje Ele está em nós); e, em terceiro, retornar ao Éden restaurado. Contudo, para voltarmos a esse Éden, é necessário sermos pessoas, árvores restauradas, com a mesma natureza da Árvore da Vida.
E é isso que Ele tem feito hoje: restaurado Sua esposa, Suas árvores, tornando-as como Ele, a Árvore da Vida, com as mesmas características que ela possui, ao ponto de fazerem obras maiores do que as que Ele fez quando esteve aqui. O Seu desejo é que essa Noiva transmita e compartilhe vida.

Amém, graças a Deus!