O Parecer Imutável de Deus 

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Síntese do Culto

Pregador: Pr. Wanderley Vilaça
Leitura Bíblica: Números 22:31 | Apocalipse 3:16
Mensagem Lida: Muda Deus Seu Parecer? | A Era da Igreja de Laodicéia | Mudou Deus, Alguma Vez, Seu Parecer Acerca Da Sua Palavra?

Em Números 22, a partir do verso 31, a Bíblia fala sobre Balaão, que, por determinação de Balaque, estava a caminho de um propósito, levando consigo suas meditações, pois havia orado a Deus pedindo liberdade para amaldiçoar o povo de Deus.

Em suas mensagens, o profeta William Branham nos mostra que Balaão era um homem de Deus, mas, se queria amaldiçoar aquele povo, ele só poderia estar louco ou corrompido por alguém. A jumenta – que não foi influenciada como Balaão – tentou avisá-lo, mas ele estava discutindo com ela que ali, naquele momento, representava uma pregadora, até que Deus abriu seus olhos. A partir de então, Balaão viu o anjo do Senhor, que estava a ponto de destruí-lo.

Em Apocalipse 3:16 diz: “Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” Na mensagem ‘Muda Deus Seu Parecer?’, o profeta fala sobre o crente que é morno, o qual é “mais ou menos crente”. Segundo o irmão Branham, Deus “vomita” esta classe de cristãos. 

Um crente que deseja que Deus o aceite sendo morno é como a serpente no princípio, dizendo a Eva que ela não morreria por desobedecer a Deus. Não adianta ser um pouco quente, se nós não formos cristãos fervorosos, Ele nos “vomitará” tal como fazemos quando comemos um alimento que nos faz mal e o rejeitamos. A única solução para afastar os enjoos, dores e desconfortos causados por aquele alimento é vomitando-o. É exatamente dessa forma que o Profeta cita que Deus precisa lidar com algumas pessoas.

De forma alguma devemos pensar como a serpente: “Ah, Deus não vai me vomitar coisa nenhuma”, pois assim, iremos nos amornar cada vez mais e, de repente, já vamos ter sido “vomitados da boca de Deus”, e nos encontraremos em uma situação terrível. 

Na mensagem ‘Muda Deus Seu Parecer?’, nos parágrafos 12 e 13, o profeta diz: “Porque nós temos diferentes ideias, praticamente todos nós. Se nos sentássemos e fôssemos até mesmo conversar sobre algo para comer, ora, nós discordaríamos sobre algo para comer; e nós somos feitos diferentes, nossos apetites são diferentes. E, portanto, isto faz nossas igrejas, nós vemos que elas são diferentes em suas ideias do que é certo e do que é errado. Isto nos dá, a cada um, o privilégio de escolher conforme nossa vontade. Mas, para mim, eu creio que a Palavra de Deus é certa. E eu não creio que Ela seja de particular interpretação. Eu creio que é exatamente o que Ela diz, que é a Verdade. E é assim que eu a recebo, baseado em Ela ser a Palavra de Deus. Agora, eu não tenho fé suficiente, talvez, para fazer tudo isto atuar, mas eu certamente não desejaria atrapalhar alguém que tivesse fé suficiente para fazê-la atuar.”

Muitas pessoas que percebem que não têm fé suficiente para fazer a Palavra de Deus atuar em suas vidas, tentam abrandá-La para conseguir vivê-La. Quando os pastores insistem em pregar a Palavra pura, por mais “dura” que seja, é a Palavra de Deus. Por mais difícil que seja vivê-la, precisamos vivê-la. 

Devemos sempre nos lembrar da importância que a influência do Filho do Homem – a Palavra – deve ter em nossas vidas, pois, a todo momento, o mundo lança sobre nós influências contrárias à Palavra, criando filhos para serem como os de Sodoma e Gomorra, conforme Gênesis 6. Entretanto, Deus nos mostra como criar filhos que estão representados em Lucas 17:30, pessoas que cumprem os requisitos do ministério do Filho do Homem. A instrução certa concedida a um filho é uma capacitação para cumprir determinado propósito. Assim, nós, através das instruções divinas, estamos capacitando pessoas que serão arrebatadas.

O mundo passou pelo pior terremoto possível, que foi a ‘Abertura dos Selos’, a qual abalou todo o sistema religioso, pois Deus parou de falar “denominacionalmente”. Ele escolheu um povo, e fala somente com esse povo. O mundo está em escombros, trabalhando para que as pessoas se acostumem a viver no escombro. Mas Deus, muitas vezes, nos corrige duramente para que não acreditemos que essa condição é normal. 

Uma pessoa morna tem os mesmos componentes que o crente verdadeiro, só falta temperatura nela. Ela crê no que cremos, muitas cantam os nossos hinos, mas colocam rótulos de “hinos doutrinários” e os excluem. Entretanto, são exatamente esses hinos que devem ser cantados, pois são extraídos da Mensagem, feitos por pessoas que foram inspiradas por Deus. Por isso cantamos esses hinos sem nos preocupar se os outros nos acharão loucos. Os hinos que não são baseados na Palavra, levam o povo a uma adoração morna, que não chega a Deus.

Na mensagem ‘A Era da Igreja de Laodicéia’, páginas 305 a 307, o profeta nos mostra que a Noiva nunca esteve na “boca de Deus”; a Noiva é o Seu corpo, e em Sua boca está a Palavra. Muitas pessoas se tornam mornas com a Palavra e dizem amar a Deus. De fato, amam o Deus que cura, que prospera, que serve, mas não a Sua Palavra, que molda e transforma. Elas tiram aquilo que ferve e ficam com o que é fácil de engolir. 

O profeta, através de Deus, nos leva ao entendimento de que a Palavra nos é suficiente. Temos mais da Bíblia do que qualquer outra era, mas essa geração não faz nada a respeito disso. O que acontece, muitas vezes, é divisão da Palavra, onde tomam o que desejam e descarta o restante dela e, tais comportamentos, são justamente o que causam “náuseas” em Deus. 

As pessoas querem viver de qualquer forma, sem seguirem a Palavra, e, somente quando são “vomitadas” por Deus, é que se lembram Dele. Então, dirigem-se ao ministério, o qual tenta apanhar algo de bom do “vômito” de Deus. E os pregadores não devem ficar frustrados nessas situações por não haver forma delas se resolverem, pois essas atitudes necessitam ter uma punição.

Tomemos cuidado em contender com Deus, pois uma hora Ele cessa a tentativa de nos ajudar, como dito em Gênesis 6:3: “Então disse o SENHOR: Não contenderá o Meu Espírito para sempre com o homem.”. O juízo de Deus é pesado; a punição Dele é retirar o privilégio de ser a voz final para o mundo. E, por mais que o mundo nos acuse de não sermos os porta-vozes de Deus, a verdade é que eles já não têm mais esse privilégio, pois Ele não trata com igrejas, mas com a Noiva.

Na mensagem ‘Mudou Deus, Alguma Vez, o Seu Parecer Acerca de Sua Palavra?’, nos parágrafos 67 ao 73, o profeta fala sobre as igrejas organizadas, que entram em reuniões para decidirem o que deve ser pregado. Com isso, muitas vezes, alguém pode fazer julgamentos e acusações de sermos uma organização, porque temos uma ordem, mas isso é apenas uma questão natural de reverência e logística. Porque, espiritualmente, quem governa é o Espírito Santo; Ele tem a liberdade de agir conforme Sua vontade em nosso meio. 

Nós não queremos que os pregadores se reúnam e discutam a Palavra para amorná-la, e sim que Deus possa ter o prazer de nos ver incandescer com a Palavra da forma que ela é. Sabemos, também, que Ele perdoará os nossos erros e nos fortalecerá nas dificuldades. Mas, se formos mornos em relação à Palavra, Ele nos “vomitará”.  

Além disso, por revelação do profeta, sabemos que Deus separou dois povos que cultuam o mesmo Deus: um é só uma igreja, e o outro, somos nós – a Noiva – a qual é identificada por incandescer pela Palavra e que nunca esteve na “boca” de Deus, e sim ligada a Ele.

“Ora, Ele tem clamado para esta última era: “Vocês têm a Palavra. Vocês têm mais Bíblias do que nunca, porém não estão fazendo nada com a Palavra exceto dividi-la e retalhá-la, tomando o que querem e deixando de lado o que não querem. Vocês não estão interessados em VIVÊ-LA, mas em debatê-la. Oxalá vocês fossem ou frios ou quentes. Se fossem frios e a rejeitassem, Eu poderia suportar isso. Se ficassem incandescentes até conhecer a verdade dela e vivê-la, Eu os louvaria por isso. Porém quando vocês simplesmente tomam Minha Palavra e não a honram, Eu em troca tenho que Me recusar a honrá-los. Vomitá-los-ei, pois Me causam náuseas.”

A Era da Igreja de Laodicéia – Pág. 306 e 307

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