Olhe Sempre Para Os Dois Lados do Sacrifício de Jesus

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Síntese do Culto

Pregador: Min. Jhony Pimenta
Leitura Bíblica: Números 21:4
Mensagem Citada: Olhe Sempre Para Jesus

Em 29 de dezembro de 1963, o profeta de Deus pregou sobre um assunto muito importante, com o título ‘Olhe Sempre Para Jesus’, onde retratou um momento delicado no meio de Israel. Tratava-se de um tormento doloroso provocado pelo próprio povo, que expressava um clamor a Deus por meio de Seu profeta. Israel caminhava em meio a ataques de serpentes, sem ser picado. Iniciaram, então, um murmúrio incomum e alarmante.

A Palavra nos mostra a eliminação de parte do povo (Números 21:6). Reclamaram do pão enviado e foram importunados pelas víboras. Reconheceram seus atos e falas imprudentes. Buscaram o profeta Moisés, e Israel foi alertado da necessidade da confissão. Maldisseram a Deus, ao Seu servo e à caminhada no deserto. Imploraram para que Moisés rogasse a Deus por uma solução (Números 21:7). Deus, ouvindo Seu servo, ordenou que construísse uma serpente de bronze (juízo).

Moisés colocou a serpente de bronze em uma haste visível, apontando para o que conhecemos como Cidade de Refúgio (oferta de proteção legal contra o vingador), sem impedimentos para ser alcançada e vista. Moisés trouxe algo ao povo: “Então, quando alguém era mordido por alguma serpente, se olhava para a serpente de bronze, vivia.” (Números 21:9).

A cura não estava na haste ou na serpente, mas em acatar o que o Senhor havia proporcionado ao povo. Se não cressem e fossem atacados por uma cobra, morreriam. Porém, se houvesse obediência, Deus cumpria Sua palavra, curando-os.

Crer e obedecer trouxe mudanças ao cotidiano do povo: um pai em movimento no trabalho, surpreendido por uma picada de cobra; a esposa, em seu recinto de atividade, mordida por uma víbora; ou mesmo um acidente com o filho pequeno, que desesperadamente informava sobre o ataque de uma peçonha. O pai, obediente, juntamente com sua esposa ou filho, direcionava os olhares para a serpente de bronze e eram imediatamente curados.

Antes, ao serem atacados por serpentes, os sintomas da morte rondavam. Entretanto, obedientes, ao se aproximarem da serpente de bronze, todo o veneno do sufocamento físico e espiritual era deixado para trás, eliminado instantaneamente. A cada picada de cobra rastejante, um olhar para a serpente de bronze eliminava a morte! Naquele momento, diante da obediência a Deus, não havia mais morte, dor ou preocupação. Não era a haste ou a serpente de bronze, mas a obediência, ou, como disse o profeta William Branham, o poder do pacto.

Qual foi o motivo da serpente de bronze ser levantada? Diante da impaciência, murmúrio, desobediência e displicência, houve cura e perdão dos pecados. Assim como a serpente de bronze foi erigida, o Filho do Homem completaria Seu ministério no Novo Testamento: Ele foi ferido pelas nossas ações.

Falamos bastante de um lado: o arrebatamento, do cuidado do Esposo Celestial para com a esposa terrena, mas muitas vezes esquecemos a outra parte. Assim como Moisés precisou se esmerar para construir uma serpente com objetivo duplo, Cristo veio e se expressou com o mesmo propósito: eliminar nossas iniquidades e pecados. Ou seja, havia um propósito duplo na serpente de bronze: o julgamento divino, que trazia perdão dos pecados e cura.

Ele, que veio e habitou em um corpo, atuou sem se cansar e desenvolveu o objetivo de transformar vidas, conduzindo da condição de pecado e iniquidade para a salvação celestial.

Devemos observar que há uma serpente espiritual presente na terra há seis mil anos, trazendo inúmeros aborrecimentos aos homens, aos filhos de Deus. As pessoas que foram picadas por essa serpente estavam destinadas à morte, desgarradas. Entretanto, ao conhecerem sobre um Antídoto, um propiciatório, um recurso diante dessa serpente, entramos na outra parte da mensagem: a cura.

Há, porém, outro lado além do amável amor e do arrebatamento: existem dores e dificuldades originadas pelo veneno da serpente perniciosa. É necessário perseverança acima das provações, pois a presença e as ações dessa serpente insistem em nos desarmonizar com a Palavra de Deus, levando-nos a desacreditar na cura. Sobretudo, ‘Olhe Sempre Para Jesus’, pregou o profeta! Ele, Cristo, suportou tudo, passou por tudo, e vejamos onde Ele está! Dores, infortúnios e dificuldades são fatores que não podem passar despercebidos por nós.

O profeta, ao caçar com seu filho mais velho, direcionou seus olhares a longa distância. Visualizavam com dificuldade, através de um binóculo desajustado, imagens irreais e borradas. Isso contextualiza a situação: se não atentarmos aos detalhes e cuidados do nosso cotidiano, veremos o mundo como referência e nos manteremos afastados da Palavra, comportando-nos como a noiva néscia.

Todos os ambientes ao nosso redor, se não forem focalizados de maneira correta, nos deixarão confusos, incrédulos, sem fé e sem posicionamento. Lembramos daquele pai que, sempre que era procurado pela família, levava todos até a serpente de bronze, sendo curados constantemente. E por que não agimos da mesma maneira? Não usufruímos da fé e do comprometimento com a Palavra? Para que Cristo foi elevado na Cruz?

De uma gripe a um câncer, foi-nos dado o poder de serem extirpados pelo propósito de Seu ministério na terra. Podemos e devemos ter acesso a isso! Foi por isso que Cristo padeceu no Calvário.

Quantas vezes, em quantas situações, ocorreram no percurso de nossas vidas momentos com potencial de sermos eliminados, mas algo sobrenatural prevaleceu e nos colocou aqui hoje? Olhemos Sempre Para Jesus! Andando pelo mundo, muitas vezes sem rumo, Cristo, mesmo sem sabermos, livrou-nos de diversas maneiras, concedendo-nos novas oportunidades de vida em todo tempo.

Ele nos deu o desejo de agir e a capacidade de alcançar o Espírito Santo, o Antídoto que combate o veneno das serpentes, livre de tantas condições humanas e vexatórias. Ainda assim, esquecemos de lembrar dos Seus feitos! Falamos sobre o arrebatamento, sobre a mudança de vida, mas muitas vezes esquecemos de recorrer a Deus para a cura ou até mesmo para uma bênção material.

Deixamos passar despercebido aquilo que é justamente para os Filhos de Deus. Há mais de 600 promessas na Palavra; entretanto, não recorremos a Ele, não olhamos para Ele. Paramos tanto pelo caminho, como Israel no deserto, antes da serpente de bronze. Mas, assim como após Deus recomendar a obediência quando não houve mais morte quando se reposicionaram, também nós precisamos assumir a postura de recorrer a Ele.

“Pelas suas pisaduras fomos curados…” (Isaías 53:5). Conseguimos perceber os dois lados? Os incrédulos já não esperam mudança de vida, mas Ele permanece o “mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13:8), mesmo quando “os ventos eram contrários” (Mateus 14:24). Tudo aquilo que nos rodeava como resultado de uma vida anterior e vergonhosa foi desintegrado, apagado pelo feito de Cristo no Calvário.

Como O vemos? Na Palavra! Não desejamos olhar para Ele agora?

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