Previdência Espiritual

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Síntese do Culto

Pregador: Min. Jhony Pimenta
Leitura Bíblica: Lucas 14:25–35
Mensagem citada: Demonologia Espíritos Sedutores

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?

Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?

De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores, e pede condições de paz.”

Lucas 14: 28 – 32

No Evangelho de Lucas 14, especificamente nos versículos 28 ao 32, vemos uma advertência com o objetivo central de nos direcionar a refletir sobre a importância de não agirmos por impulso.

Nesta Escritura, é-nos mostrado que decisões importantes exigem reflexão, responsabilidade e consciência do que será exigido, de modo que sejam tomadas as devidas previdências para evitar infortúnios. 

É comum encontrarmos obras em construção que, posteriormente, precisam ser interrompidas por falta de recursos para finalização. Diante dessa situação, malfeitores acabam se aproveitando dessas construções, invadindo-as e furtando elementos que nelas foram investidos, deixando-as, em muitos casos, em um estado pior do que estavam antes de dar início a obra. 

A Escritura de Lucas 14:28 nos prepara para situações semelhantes à mencionada acima. Nela, temos o ensinamento de que, antecipadamente, devemos nos organizar, fazendo o cálculo do valor que precisaremos investir para iniciar e concluir uma obra, prevenindo-nos, assim, de contratempos que fariam com que ela fosse cessada. 

A palavra “previdência” faz referência à ação de cuidar e operar com antecedência para garantir o bem, evitar algo ou agir em prol de suprir uma necessidade. Embasados nesse significado, vemos que algumas situações ruins que acontecem em nossas vidas poderiam ser completamente evitadas se tivéssemos o cuidado de nos previnir. 

No verso 31 e 32 de Lucas 14, é-nos mostrado o que um rei diligente faz antes de agir: ele busca conselho, organiza, planeja e avalia com cuidado, para não entrar em uma batalha sem estar preparado. 

Assim como somos alertados nas Escrituras, também precisamos agir dessa forma em nossas vidas: com previdência, evitando o mal e analisando minuciosamente os nossos próximos passos, a fim de evitar um insucesso. 

No livro de Gênesis, Jacó decide voltar à sua terra, mesmo sabendo que seu irmão Esaú vinha ao seu encontro com quatrocentos homens e já havia jurado matá-lo.

Diante disso, além de buscar a Deus, Jacó passou a agir com previdência: dividiu o seu rebanho, enviou grupos com seus servos em intervalos e organizou sua família estrategicamente, orientando todos sobre o que dizer a Esaú.

Essas atitudes foram, pouco a pouco, aplacando a ira de Esaú. Quando finalmente se encontraram, em vez de vingança, houve reconciliação: eles se abraçaram e fizeram as pazes.

Assim, vemos que algumas atitudes, quando tomadas com sabedoria e antecedência, vão à frente, preparando o caminho e até nos livrando de situações difíceis.

Em suas mensagens, o nosso profeta relata um acontecimento que também podemos tomar como uma lição.

Certa vez, ele saiu para caçar veado nas montanhas, deixando sua esposa e seu filho à sua espera em uma cabana. Durante a caçada, o tempo mudou de repente: uma forte tempestade de neve começou e, mesmo sendo experiente, por algumas distrações, ele acabou ficando desorientado, impossibilitado de sair da nevasca e retornar à cabana.

Essa situação o fez lembrar que havia deixado sua esposa e seu filho vulneráveis, sem ter agido com previdência, garantindo sua segurança ou previnindo-se quanto as condições do clima. 

O profeta afirma que Deus o ajudou a sair dessa situação, salvando-o e também a sua família. Todavia, o que nos chama a atenção é que ele próprio tinha se colocado naquela condição por não ter sido cuidadoso antecipadamente. 

Com essa experiência, podemos perceber a importância de consultarmos, primeiramente, a Deus antes de realizarmos qualquer coisa. Devemos orar, pedindo direcionamento e proteção a Deus, pois aquilo que tentamos fazer sem esse cuidado tem grande propensão a não dar certo. 

Em outra ocasião, o irmão Branham nos conta que  estava prestes a fazer uma viagem e pediu à igreja que orasse por esse propósito. Durante a viagem, quando as coisas começaram a dar errado, ele se lembrou das orações que haviam sido feitas antes de partir e repreendeu aquele mal. Nesse caso, o profeta não quis fazer as coisas da sua própria maneira, mas fez questão de consultar Deus em primeiro lugar. 

Todas as coisas que pretendemos fazer devem ser consideradas em oração, antes de tudo. Assim como a Escritura de Mateus 6:33 diz: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.”

Ele prometeu que seria assim conosco: se buscarmos primeiro o Seu Reino, Ele suprirá as nossas necessidades. Entretanto, muitas vezes nos distraímos e acabamos deixando de lado o lugar de primazia que deveríamos dar a Deus em nossas vidas, tentando, por nossa própria força e capacidade, conquistar as coisas. 

Assim como os personagens bíblicos tinham seus inimigos, hoje também enfrentamos inimigos espirituais, os quais estão como um exército preparado para agir – demônios que trabalham incansavelmente, opondo-se contra nós.

Por isso, precisamos nos revestir da Palavra de Deus antes de seguir adiante. Sem esse preparo, certamente fracassaremos, pois o nosso inimigo está ao nosso redor, buscando a quem possa tragar. Ele busca destruir áreas essenciais da nossa vida como: família, planos e saúde, enfraquecendo nossa fé e nos afastando da nossa posição.

Se não pararmos para buscar a direção de Deus, corremos o risco de, por distração e descuido, perder aquilo que conquistamos.

Existem coisas que podem nos levar à derrota: quando alimentamos em nós o que não deveríamos; quando o amor de Deus não está verdadeiramente em nosso coração; ou quando damos espaço para pequenas falhas que parecem insignificantes, mas que enfraquecem nossa vida espiritual.

Por isso, precisamos nos colocar diante do altar e permitir que Deus faça uma limpeza em nós. Ele ainda tem um “mar do esquecimento” à nossa disposição: pode nos perdoar, nos restaurar completamente e nos envolver com Seu Espírito Santo.

Se entrarmos na posição correta, com a nossa alma alinhada com Deus, não importará qual seja a investida de Satanás, de maneira alguma ela nos atingirá. Estaremos firmados naquilo que nos protege: a Palavra.

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