Quando Apenas A Graça Nos For O Bastante, Estaremos Prontos Para O Rapto

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Síntese do Culto

Pregador: Pr. Wanderley Vilaça
Leitura Bíblica: 1 Pedro 1: 1 ao 7; Mateus 24: 1 ao 13; 2 Coríntios 12: 1 ao 10
Mensagens Citadas: Crendo Em Deus; Um Prisioneiro; As Sete Eras Da Igreja: Era de Pérgamo.

Nós fomos eleitos segundo a presciência de Deus para sermos obedientes. Para recebermos uma herança incorruptível, mesmo sendo suscetíveis a doenças e situações adversas, e mesmo que não recebamos aquilo que pedimos a Deus — benefícios que são promessas dadas a nós — continuamos seguindo a Palavra, porque somos o corpo de Jesus Cristo. E, mesmo diante de guerras, reinos contra reinos, pestes, fome, terremotos, escândalos, traições, ódios, falsos profetas que enganaram a muitos, e da multiplicação da iniquidade, o nosso amor não se esfriará (Mateus 24:6–12).

Um crente genuíno possui uma fé e uma estrutura que o condicionam a tomar a Palavra de Deus e permanecer crendo e declarando-A, independentemente de os sintomas persistirem. Deus ama que permaneçamos diante d’Ele constantemente, mesmo em tempos de agitação, dificuldades e aflições, nas quais nossa fé será provada por espíritos que dizem vir em nome do Senhor — mentindo — mas ficaremos firmes, confiantes de que o Senhor está nos curando a cada dia, crendo n’Ele, cientes de que “… aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo.” (Mateus 24:13)

Um cristão deseja ardentemente permanecer dentro da atmosfera do céu; nesse lugar, ele se sente invencível. Mas precisamos ir ao mundo, temos nossos afazeres, dificuldades e momentos de agitação gerados pela mente humana. Por esses motivos, às vezes nos sentimos tão fragilizados, perguntando: “Isto durará até quando?” Mas somos fortalecidos pelo Senhor, que nos impulsiona dia após dia a permanecer no nosso posto de dever. E o que permanece em nossas mentes é: “Senhor, fortalece minhas mãos para lutar.”.

Podemos ver o nosso precioso apóstolo Paulo, que em 2 Coríntios 12 se gloria por ter estado no terceiro céu, na presença do Senhor. Mas, além disso, expunha que tinha seus momentos de fraqueza, dizendo sempre a verdade. Ele nos mostra, nos versículos 7 e 8 de 2 Coríntios 12: “E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.”. Para que ninguém pensasse dele mais do que via ou ouvia.

E o Senhor disse a Paulo, em 2 Coríntios 12:9: “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza…”. Paulo compreendeu isso: que viver para Cristo pode significar ter um problema, uma situação persistente, uma aflição que permanece, mesmo após orar. Mas ela continua ali, permitida por Deus para que ele permanecesse humilde. E nós, sujeitamo-nos a isso? A servir a este Deus? A permanecer neste evangelho verdadeiro, que não prega “venha e não sofra mais”, mas, pelo contrário, que nos forja a cada dia com o intuito de nos fazer perfeitos?

Veja onde Deus está levando este genuíno crente: a perseverar até o fim, apesar das dores. A permanecer firme, mesmo após o mensageiro de Satanás vir e esbofeteá-lo. Então, Deus lhe dá uma dose de fé que o faz continuar crendo e declarando a Palavra, independentemente de quem surja pelo caminho, enfrentando com coragem e mostrando quem é o Senhor Jesus Cristo. “Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo.” (1 Pedro 1:7).

A maneira como um verdadeiro cristão deve se posicionar diante de suas fraquezas é como Paulo, que disse: “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então sou forte.” (2 Coríntios 12:9–10). Assim, aceitamos no profundo do nosso coração que, quando enfraquecemos, Deus nos conduz à perfeição — ainda que momentânea — dia após dia.

Na mensagem ‘Um Prisioneiro’, o profeta nos instrui dizendo que, assim como Paulo, não devemos falar de nós mesmos mais do que realmente somos. Conforme também o parágrafo 55 da mensagem citada menciona: “Sempre, não julgue sua vida por quanto poder você tenha para realizar milagres. E não nos julgamos por quanto conhecimento temos da Palavra. Mas sempre julgue a si mesmo, olhe para trás e faça uma avaliação do tipo de fruto que a vida que você atualmente vive está produzindo. Está vendo?”. A palavra “atualmente” foi utilizada pelo profeta para expressar que o que foi vivido no passado ficou no passado, pois a vida cristã é continuidade.

Considerando isso, atentamo-nos também à expressão “prisioneiro de Jesus Cristo”. Quando um cristão realmente se entrega ao Senhor por completo — o que é um processo — seu motivo de vida passa a ser viver pela Palavra, assim como aconteceu com Paulo, conforme descrito na mensagem ‘Um Prisioneiro’, nos parágrafos 81 e 82: “…Três anos e meio lá, banhando-se na Palavra e constatando que o mesmo Deus que o chamou o estava levando de volta, e mudando todo o seu intelecto, mudando tudo que ele alguma vez pensou, tudo que treinou para ser. Toda a sua ambição, simplesmente removeu dele, e se tornou um prisioneiro. O amor de Deus tinha sido tão tremendo, e tal revelação, que ele não pôde se livrar Disto. Essa é a verdadeira experiência de todo crente de verdade que encontra Deus. Você—você entra em contato com Algo que é tão grande, que você… que—que você se torna um—um prisioneiro, para o resto. Está vendo? Você—você se livra de tudo, para se aprisionar a Isto.”.

Ser um cristão ou fazer parte das três classes de crentes é “fácil”, mas ser parte do próprio corpo de Cristo é escolher se sujeitar a uma obediência completa, como Cristo fez em Filipenses 2:5–9: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome”. Assim, devemos nos humilhar, descer, renunciar — até que apenas a Graça nos baste. E, se ela nos trouxer algo que não mereçamos, receberemos com alegria. Mas, se a Graça apenas nos mantiver vivos, que vivamos, como lemos em Filipenses 1:21: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.”.

Na mensagem ‘As Sete Eras Da Igreja: A Era de Pérgamo’, na página 148, o profeta nos diz: “… A noiva tem a mente de Cristo porque ela sabe o que Ele quer que seja feito com a Palavra. Ela cumpre a ordem da Palavra em Seu nome porque tem o “assim diz o Senhor.” Então a Palavra é vivificada pelo Espírito e acontece. Assim como uma semente que é plantada e aguada, ela chega à plena colheita, servindo ao seu propósito. Os que estão na noiva fazem somente a vontade Dele. Ninguém pode fazê-los agir de outra maneira. Eles têm o ‘assim diz o Senhor’ ou se mantêm calados. Eles sabem que tem que ser Deus neles fazendo as obras, cumprindo Sua própria Palavra. Ele não completou toda Sua obra durante Seu ministério terreno, portanto agora Ele opera na noiva e através dela. Ela sabe disso, porque não era tempo ainda Dele fazer certas coisas que Ele deve fazer agora. Porém agora Ele cumprirá através da noiva essa obra que Ele deixou para este tempo específico.”.

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