Um Remédio Amargo E Necessário

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Síntese do Culto

Pregador: Pr. Wanderley Vilaça
Leitura Bíblica: 1° Pedro 5: 1 ao 7
Mensagem Citada: ‘Ele Se Importa, e Você?’

Crianças são como esponjas: absorvem tudo o que lhes é exposto. Em um cenário onde o inimigo forma verdadeiras quadrilhas digitais para aliciar e destruir a inocência, surge uma pergunta dura, contudo necessária: quem é o verdadeiro criminoso? O predador que entra no jogo ou os pais que, por negligência, entregam os filhos às telas?

Não podemos esconder a realidade: a omissão dos pais é um crime. Muitas vezes, famílias que se dizem “envolvidas com a Palavra” cometem atrocidades espirituais dentro da própria casa ao terceirizar a educação. E se não conseguimos ser vigilantes com o que acontece na sala da nossa casa, diante dos nossos olhos, como teremos estrutura para vigiar nossa vida espiritual?

No parágrafo 38 da mensagem ‘Ele Se Importa, E Você?’, o profeta nos mostra que, muitas vezes, o que impede a operação de Deus é a falta de uma confissão sincera. Mas o que define essa sinceridade? Há uma grande diferença entre apenas admitir que errou e confessar para abandonar o erro. A verdadeira confissão gera arrependimento e mudança de atitude. Como lemos em Provérbios 28:13: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.”

Essa sinceridade exige reconciliação. Se pecamos contra alguém, devemos pedir perdão a quem ferimos antes de pedir a Deus. Não adianta apresentar ofertas no altar se não houver reconciliação com o irmão. O pastor ainda nos alerta que “uma confissão malfeita termina em desastre”, enfatizando o peso da desobediência à Palavra.

Para ilustrar essa condição, o profeta compara o Evangelho a um medicamento. No parágrafo 43, ele ensina que não adianta apenas ler o rótulo e conhecer a “Receita” (a Palavra). É preciso tomar o Remédio. De que adianta dizer que tomamos o remédio se continuamos expostos, propositalmente, ao “vírus” do pecado? A exposição ao Evangelho em intervalos inconstantes (sendo libertos no culto, mas voltando aos prazeres mundanos durante a semana) apenas fortalece aquilo que nos prejudica. Com o tempo, tornamo-nos insensíveis à Palavra e ficamos apenas religiosos: presentes nos cultos, mas incapazes de sentir o agir de Deus.

“Muitas pessoas dizem que creem. Agora, isso é verdade. A Escritura está correta. Estou lendo a Receita, estou lendo o que é a Receita e o Antídoto para o meu pecado. Mas posso tomá-lo? Posso crer? Eu poderia dizer: “Eu creio”, mas de fato creio? Essa é questão seguinte. Apenas ler e conhecer as instruções não cura a doença. O problema é que, no nosso caso, não fazemos o que o Remédio diz para fazer. Temos o Remédio, mas não O tomamos. Dizemos que tomamos, porque podemos lê-Lo; mas realmente tomá-Lo, isso não fazemos.(…)” – Ele Se Importa, e Você?’ §44

Essa inconstância abre portas perigosas. Conforme Jesus ensina em Mateus 12:43-46, se o espírito imundo sai, mas encontra a casa vazia e desordenada, ele volta e traz consigo outros sete piores. Para evitar esse desastre espiritual, precisamos crer no “Deus de Agora”. No parágrafo 34, o irmão Branham critica a postura de sempre louvar a Deus pelo que Ele fez no passado ou fará no futuro, mas ignorar o que Ele está fazendo no presente. O Remédio precisa ser tomado hoje.

Se voltarmos um pouco na mensagem citada, o profeta William Branham aprofunda esse diagnóstico ao nos mostrar a raiz dessa busca desenfreada pelo mundo. Nos parágrafos 23 a 25, ele explica que o ser humano não consegue viver sem conforto. Se rejeitamos o Consolador provido por Deus (o Espírito Santo), somos inevitavelmente forçados a buscar “outros consoladores”. O mundo tenta preencher esse vazio com álcool, imoralidade e, trazendo para nossa realidade denunciada no início, com o vício digital que anestesia nossas famílias. Porém, esses paliativos não curam; apenas mascaram a dor de uma alma doente. Se afirmamos ter o Espírito Santo, mas ainda dependemos dos “anestésicos” do entretenimento mundano para suportar a semana, é sinal de que nossa natureza não foi transformada, pois o verdadeiro Remédio não divide espaço com a doença.

Diante disso, é impossível estar neutro: só existem dois senhores, e não há como servir a ambos ao mesmo tempo (Mateus 6:24). Deus já provou definitivamente que Se importa ao entregar Seu Filho e nos oferecer o Remédio. A questão é: importamos o suficiente para receber esse sacrifício? Se correspondermos a esse amor, nossa postura imediata será levantar muros de defesa. Afinal, uma vida espiritual curada não aceita passividade enquanto o inimigo cerca o nosso lar.

O alerta é claro: Satanás está formando quadrilhas para sequestrar, matar e violar nossos pequenos, enquanto Deus tem levantado um exército de crentes para blindar as crianças.

Não basta apenas frequentar os cultos; é preciso assumir uma posição de combate espiritual dentro do lar. Resta, portanto, responder à convocação que define o futuro da nossa geração: de qual lado você vai se alistar, papai? Qual será sua posição na batalha, mamãe? Ou vamos entregar nossos filhos sem lutar?

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Este post tem um comentário

  1. Tiago José

    ‘…pois o verdadeiro Remédio não divide espaço com a doença.’
    Meu Deus!