Você Tem Poder, Fale Boas Coisas

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Síntese do Culto

Pregador: Pr. Wanderley Vilaça
Leitura Bíblica: Tiago 1:1-19 
Mensagens Citadas: Hebreus Capítulo 7 – 2° Parte | Uma Exposição das Sete Eras Da Igreja | Perguntas e Respostas Sobre O Espírito Santo. 

Ao lermos a escritura de Tiago 1:24, vemos que estar feliz em momentos naturalmente alegres é fácil. Porém, ao lermos a carta de Tiago, percebemos que ele nos exorta a termos estrutura espiritual, de modo que possamos adquirir uma alegria que também está presente em momentos de provação.

Um exemplo na Bíblia Sagrada de grande estrutura emocional e de verdadeira adoração é o de Jó. Satanás tinha certeza de que conseguiria fazê-lo blasfemar contra Deus; entretanto, o Senhor sabia que isso não aconteceria. Assim, como forma de tornar evidente a fidelidade de Jó, Deus permitiu que Satanás tocasse em sua vida, fazendo com que ele passasse por diversas provações. E, mesmo em um estado físico deplorável e no auge de seus problemas, Jó permaneceu fiel até o fim de sua tribulação, confirmando que Deus estava certo em confiar nele e que Satanás fracassou em sua tentativa.

Com a orientação de Tiago e com a experiência de Jó, podemos compreender que não apenas é necessário, mas também possível adquirir um revestimento tão grande do Espírito Santo, capaz de nos tornar fortes e blindados contra qualquer ação externa que tente nos ferir ou abalar. Situações adversas podem, de fato, chegar até nós; porém, cabe a nós decidir se permitiremos que atinjam ou não o nosso coração. Podemos nos declarar afetados ou resguardados de qualquer ataque exterior.

Continuando a leitura, nos versos 5 a 8 de Tiago, vemos que ele nos mostra a primeira coisa que devemos pedir a Deus: a sabedoria. Segundo Tiago, aquele que não possui sabedoria não tem capacidade de avançar nas etapas da fé cristã; é levado de um lado para o outro, sendo inconstante em seus caminhos, de forma que nunca alcançará coisa alguma do Senhor. Além disso, sabemos que um homem que possui muito poder, mas não tem sabedoria, é capaz de causar grandes problemas.

Nada em nossa vida acontece sem um processo. Precisamos, portanto, estar animados para passar por essas etapas até chegarmos ao nosso objetivo. Caso contrário, seríamos como o exemplo usado por Tiago: homens de ânimo dobre, inconstantes em todos os seus caminhos e impedidos de alcançar algo no Senhor.

De acordo com Tiago 1, do verso 9 ao 15, especificamente o 14, cada um de nós é tentado por algo que já existe dentro de nós. O diabo tem a capacidade de observar nossas vidas e identificar qual fraqueza está presente em nós; com isso, ele tentará nos apanhar exatamente através dela.

Nos Evangelhos de Mateus 15:21–28 e Marcos 7:24–30, vemos uma mulher cananeia, também chamada de siro-fenícia, que se aproxima de Jesus Cristo pedindo que Ele libertasse sua filha, possessa por um demônio. Em resposta, Jesus afirma que não era correto tirar o pão dos filhos e dar aos cachorrinhos, referindo-se à prioridade de Seu ministério primeiro ao povo judeu. Mesmo assim, a mulher responde com grande fé e humildade: “Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos”. Diante dessa resposta, Jesus reconhece sua fé e, no relato paralelo de Marcos 7:29-30, declara: “Por causa dessa palavra, vai; o demônio já saiu de tua filha”.

O Deus que disse essas palavras à mulher siro-fenícia é o mesmo Deus que está hoje em nosso meio, dizendo-nos que, a partir do que dissermos a Ele, e por termos dito a coisa certa, grandes obras Ele realiza em nossa vida.

Na mensagem ‘Perguntas e Respostas Sobre o Espírito Santo’, o profeta explica que muitas vezes as pessoas têm facilidade para apontar defeitos e comentar coisas negativas sobre os outros. Ele orienta que, quando surgir uma conversa sobre alguém, um verdadeiro cristão deve procurar falar algo bom a respeito dessa pessoa. Se não conseguirmos encontrar algo bom para dizer sobre essa pessoa, a atitude mais correta é simplesmente não falar nada.

Ainda na mensagem citada, o profeta afirma que o simples fato de falarmos coisas boas é uma poderosa maneira de nos livrarmos de demônios. Isso nos leva ao entendimento de que o contrário também é eficaz, tornando-se uma forma real de atrairmos demônios.

Em algumas de suas mensagens, o profeta usa a expressão “temperamento de lâmina de serra” para se referir a uma pessoa de temperamento áspero, que reage com grosseria e rispidez. Ele nos adverte a termos cuidado com isso, pois, se falarmos algo acerca de nosso irmão que não seja justo e correto, seremos culpados. Ademais, o irmão Branham afirma que não é necessário fincar uma faca nas costas de um homem para matá-lo; basta apenas manchar o seu testemunho, arruinando sua vida.

É natural que, em nossas vidas, tenhamos experiências ruins com algum irmão, pastor ou ministro. Quando a pessoa que passou por essa experiência compartilha informações com alguém que não viveu algo semelhante, transmite uma impressão negativa daquele irmão ou pregador, o que pode até impedir que essa pessoa se aproxime para ser ajudada.

Talvez a experiência tenha sido ruim para alguns, mas poderia ser útil e edificante para outros. Assim, mesmo que tenhamos razão ou direito de ter uma opinião, somos instruídos a permanecer calados e aguardar o momento certo para falar. Muitas vezes, o projeto de Deus para nossas vidas é muito diferente do que pensamos ou do que nossa capacidade, naquele momento, pode imaginar.

Podemos acabar pensando que, dessa forma, nos tornaríamos vulneráveis e facilmente manipuláveis. Porém, temos ao nosso dispor toda a base que é usada para as pregações. Em outras palavras: não existe intenção de enganar. Além disso, se fizermos o que é correto, que é ler as mensagens do profeta, não acharemos que estamos sendo enganados, pois tudo aquilo que nos é ministrado está baseado na Bíblia e nas mensagens do profeta em que cremos.

Se não formos com a intenção de debater a Palavra, mas sim de sermos aperfeiçoados por Ela, compreenderemos que temos à nossa disposição, e também como obrigação, a leitura da Palavra. Dessa forma, também entenderemos que ter um ministério incumbido de nos ajudar a compreender aquilo que lemos é de grande auxílio, e não um instrumento de manipulação.

No princípio, Deus estava rodeado por anjos, arcanjos, querubins, serafins e todo o exército celestial, clamando: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus dos Exércitos”. Tamanha era a Sua santidade que ninguém podia se aproximar d’Ele. Os anjos O adoravam com intensidade, reverência e temor; não entravam em Sua presença de qualquer forma. Segundo as Escrituras, quando eles adoravam a Deus, estremeciam os umbrais daquele lugar.

Assim como todo o exército do céu, que permanecia diante de Deus em incessante adoração dizendo: “Santo, santo, santo…”, nós também fomos chamados para adorá-Lo, mas de forma espontânea. Como seres humanos, O adoramos porque Ele nos curou, nos salvou, nos redimiu… Temos inúmeros motivos para adorá-Lo com sinceridade e espontaneidade.

Não podemos vir ao culto e deixar que nossa mente determine como será nossa adoração. Quem deve ter o controle disso é a alma, a parte eterna de Deus em nós, que deve comandar o que entregaremos a Ele. Portanto, de modo algum devemos ir à igreja e assistir ao culto como se fosse uma palestra, em que o expositor fala e a audiência apenas ouve em silêncio. Um culto é muito mais do que se assentar e ouvir; é uma conexão entre Deus e nossa alma, onde Ele transcende nossos ouvidos naturais.

Ele sabe do que precisamos, mas também sabe do que somos capazes de devolver a Ele. Se estivermos dispostos, conseguiremos entregar exatamente aquilo que Deus espera receber de nós. Dessa forma, quando devolvemos a Ele o que é correto, o céu se abre para nós, estabelecendo uma perfeita sintonia entre Deus e nossa alma: uma conexão entre o que Ele tem para nos oferecer e o que nossa alma é capaz de devolver em troca.

Por isso é tão importante sabermos dar a Deus a adoração correta. Um culto não tem outro propósito central senão unir-nos uns aos outros em uma só voz de adoração, irmãos de fé, em um mesmo espírito, adorando a Deus que se faz presente em nosso meio. Um Deus vivo e operante, Aquele que é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Segundo o profeta, Deus possuía uma santidade tão grande que ninguém podia se aproximar d’Ele. Logo em seguida, ele afirma: “No entanto, agora nós o vemos presente na Igreja, compartilhando Sua própria santidade conosco, de modo que, estando n’Ele, nos tornamos a própria justiça de Deus. Ele é apresentado como Jesus, perfeito em tudo: o lírio dos vales, a resplandecente estrela da manhã, o mais formoso entre milhares, o Alfa e o Ômega, a raiz e geração de Davi, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sendo tudo em todos.”.

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Essa escritura de Isaías 9:6 identifica quem é Jesus e confirma que todas as promessas se cumprem n’Ele. Vemos que n’Ele está o perfeito cumprimento; ou seja, Jesus é exatamente Aquele prometido em Isaías.

Aquele que, inicialmente em Sua jornada, foi rejeitado por muitos, agora, em nosso meio, é amado com gozo inefável e glorioso. Quando realmente entendemos quem é Deus e como funciona o Seu plano, e percebemos que dentro desse plano Ele nos incluiu, torna-se difícil mensurar o quanto O amamos. Tal grandiosidade não precisa necessariamente ser explicada, mas sim vivida e experimentada.

Deus realmente é tudo aquilo que lemos e ouvimos d’Ele. Além disso, se formos ousados em falar aquilo que Ele espera que falemos, veremos o resultado positivo disso em nossas vidas. Se ouvimos que, ao falar coisas boas, essas coisas boas se materializam em nossa vida através do poder de Deus, automaticamente constatamos que é totalmente inapropriado gastarmos nosso tempo falando aquilo que sabemos ser ruim. Pois, dessa forma, além de impedirmos Deus de nos beneficiar, estaremos abrindo espaço para que danos sejam causados em nossa vida como consequência de palavras negativas e incorretas.

Ao ouvir essas verdades, nossos lábios deveriam se encher de louvores, de palavras de gratidão, corretas e edificantes, pois o plano de Deus nos inclui junto com Ele. Se somos co-herdeiros com Cristo, logo, nossas palavras passam a ter valor como as d’Ele, com capacidade de exercer poder criativo. Diante disso, vamos usar esse poder para criar coisas ruins?

Afirmemos com autoridade: “Nossa casa será abençoada, nossos filhos serão abençoados, teremos prosperidade, essa enfermidade se curará!”. Quando essas palavras são professadas, automaticamente o ambiente ao nosso redor torna-se desfavorável para depressões, doenças e qualquer mal de qualquer espécie. Pois ali foi criado um ambiente apropriado para que o Espírito Santo possa agir. Dessa forma, Satanás fica impedido. E só pelo fato de estar impotente, já perdeu consideravelmente.

Sabemos que boas palavras possuem a capacidade de nos tranquilizar em momentos de dificuldade. Mesmo em situações naturais de nossas vidas, essas palavras criam atmosferas favoráveis com grande efeito curativo. Se, no âmbito natural, uma palavra tem o potencial de mover o nosso estado, imaginemos o que palavras de vida eterna são capazes de realizar em nossas vidas.

Em suas mensagens, o profeta nos explica quem é Jesus Cristo em relação à Igreja: Ele é o Conquistador Poderoso e a Cabeça da Igreja, que é comparada à Sua noiva. Nós, como Igreja, pertencemos a Ele porque fomos comprados por Ele. Assim, Cristo é apresentado como Rei, e nós formamos o Seu reino e Sua possessão.

Na época de Jesus, os judeus rejeitaram quem Ele era e tudo o que representava: o Salvador, o Conselheiro, o Deus Forte e o Príncipe da Paz. Segundo o nosso profeta, atualmente algo semelhante acontece quando aqueles que se intitulam cristãos rejeitam a verdadeira obra de Cristo e se colocam em oposição aos verdadeiros crentes.

Deus é verdadeiro e ainda retornará. Quando isso acontecer, Ele mostrará que é o único Rei e soberano. Nesse dia, todos reconhecerão Sua autoridade, e o plano de Deus revelará o lugar que os santos ocupam dentro desse propósito. Assim, todo joelho que se dobrar diante Dele também se dobrará diante de nós. Quando os joelhos se dobrarem, será a demonstração de que estávamos certos em permanecer firmes em nossa posição em relação a Ele. Nós não somos “uma gentinha acovardada”; segundo o profeta, Deus não poderia fazer uma promessa tão grandiosa a qualquer pessoa, mas sim a um povo especial e selecionado.

Nós, Seu povo, somos imperfeitos e temos problemas. Ainda assim, Ele veio nos justificar, perdoar nossos pecados e apagar o nosso passado, dando-nos a oportunidade de nos santificarmos e ajudando-nos a alcançar essa santificação. Ele nos enche com o Espírito Santo e nos eleva à condição de redimidos.

Deus está, agora, elevando o caído e mostrando-nos a posição que Ele requeria de Seus filhos desde o princípio. Está revelando qual era a condição que estabeleceu para o homem antes da queda.

A terceira puxada do ministério do profeta é exatamente quando entendemos que Deus está concedendo a nós a posse. De certa forma, estamos voltando à condição de Adão antes da queda; Ele quer nos elevar a isso, à condição que planejou desde o início para Seus filhos. Por isso, é necessário conduzirmos com mais seriedade as coisas de Deus. Não podemos desprezá-Lo ou tratá-Lo com superficialidade; Ele requer que ajamos com a totalidade de nossa alma.

Levando em consideração que temos toda essa maravilha ao nosso dispor, podemos constatar que não seria muito difícil cumprir a incumbência de tomarmos mais cuidado com as palavras que proferimos.

Aqueles que têm todo esse poder em suas mãos, de maneira alguma podem desperdiçá-lo “soltando palavras ao vento”. Ao contrário, devem falar de coisas eternas, que edificam, que engrandecem e que criam boas atmosferas. Não sejamos meros repetidores do que o profeta falou; adquiramos também nossas próprias experiências dentro da Palavra.

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